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Sarah Ourahmoune retira candidatura três dias antes da entrega das listas para a eleição à frente da federação

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Sarah Ourahmoune pensou muito antes de propor ao presidente da Federação Francesa de Boxe (FF Boxe), Dominique Nato, formar um conjunto com ela para a eleição da futura equipe administrativa. Mas foi às pressas que ela desistiu de concorrer a esse cargo, vítima “ataques racistas e sexistas”. Ela o anunciou por meio de uma carta aberta escrita no domingo, 10 de novembro, no final da noite, onde afirmou ter sido alvo de “palavras como “árabe de plantão”, “faxineira da federação”…, sem falar nas mensagens anônimas de violência incrível e profundamente chocante”.

“Descobri com sincera dor que meu esporte, que tanto amei, passa por um período de sofrimento que vai além de simples rivalidades, continua a medalha de prata nos Jogos Olímpicos Rio 2016 (JO). Nossa sociedade está sofrendo e estou preocupado com todos nós. »

A decisão surge poucos dias antes da apresentação das listas para a eleição à frente do FF Boxe, quinta-feira, 14 de novembro, um mês antes da votação. A ideia de uma copresidência Otan-Ourahmoune – cuja compatibilidade com os estatutos federais ainda não foi verificada – não é, portanto, mais relevante e o líder cessante deverá enfrentar com ele a medalhista olímpica do Rio Estelle Mossely, que entrou na campanha a partir de meados de setembro. .

Em comunicado de imprensa publicado na manhã de segunda-feira, 11 de novembro, Dominique Nato expressa sua « total apoio a Sarah neste momento difícil. A Federação Francesa de Boxe está ao seu lado e reafirma o seu compromisso de liderar as lutas necessárias para nocautear. aqueles que espalham o ódio e a divisão.”

A patroa da FF Boxe, que conhece bem Sarah Ourahmoune, pela sua carreira de mais de vinte anos no mundo do boxe, mas também pelas suas funções já que ocupa, desde 2021, o cargo de vice-presidente da federação, também vê nesta campanha caluniosa o sintoma de um mal-estar mais global.

“Os insultos que circularam nos últimos dias nas redes sociais afetaram profundamente Sarah, que é uma figura inspiradora para o nosso desporto e para a nossa sociedade, encarnando valores de coragem, tenacidade e esperança para o futuro, ele declara. O seu compromisso inabalável com uma França unida e respeitosa de todos os seus componentes, lembra-nos a própria essência da nobre arte do boxe: enfrentar as adversidades com honra e determinação. »

“Minha decisão de me retirar me custou enormemente, Sarah Ourahmoune explica ainda em sua carta: mas hoje penso que o meu tempo, a minha energia e os meus valores encontrarão um melhor eco noutro local, onde posso ser totalmente eficaz e útil”.

Desde que se aposentou do esporte, administrou diversas atividades profissionais, com destaque para uma rede de boxe e emancipação através de clubes esportivos, Boxer Inside, que dirige com o ex-boxeador Fancky Denis.

Estelle Mossely também diz que é alvo de ataques pessoais

Em 5 de novembro, Sarah Ourahmoune confidenciou ao Mundo querendo ter mais influência no projeto da federação francesa. “Não quero voltar a um cargo de vice-presidente, no qual não pude atuar tanto quanto gostaria, ela disse para justificar a escolha da co-presidência. Oferecemos uma boa complementaridade com Dominique Nato, uma partilha de responsabilidades na gestão do boxe profissional e amador, dos territórios, das questões educativas e sociais do nosso desporto”.

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A dupla OTAN-Ourahmoune também compartilhou a decisão estratégica deixar a Associação Internacional de Boxe (IBA)instituição mais reconhecida desde 2023 pelo Comitê Olímpico Internacional (COI), e ingressar na emergente organização World Boxing que poderá, em 2025, obter os favores do COI. Esta decisão, contestada por Estelle Mossely, só terá efeito se for validada pela assembleia geral eletiva de 14 de dezembro.

Há vários dias, a adversária de Dominique Nato à presidência do FF Boxe questionou a ministra dos Desportos sobre o clima deletério da campanha eleitoral e sobre certos ataques pessoais dos quais também ela se sentia vítima.

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Ufac entrega equipamentos para Laboratório de Sismologia — Universidade Federal do Acre

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A Ufac realizou a entrega de novos equipamentos para o Laboratório de Sismologia da Estação de Geofísica Aplicada do Acre. Os dispositivos provêm de emenda parlamentar no valor de R$ 750 mil, alocada pela deputada federal Socorro Neri (PP-AC), inseridos em um investimento global de R$ 900 mil destinados ao projeto de pesquisa da universidade. O evento ocorreu na sexta-feira, 29, no auditório do bloco do curso de Física. 

O aporte viabilizou a aquisição de um sistema de videoconferência e monitoramento —composto por TVs, câmeras e nobreaks— além de workstations com GPU e servidores dedicados de alta performance para o Núcleo de Tecnologia da Informação (NTI) da universidade.

A estrutura física e computacional dará suporte a uma rede de seis estações sismográficas de banda larga com telemetria, que funcionarão de forma contínua (24 horas por dia, sete dias por semana) nos municípios de Rio Branco (campus-sede), Sena Madureira, Tarauacá, Assis Brasil, Marechal Thaumaturgo e Santa Rosa do Purus.

Além de atuar no monitoramento da atividade tectônica regional para fins de proteção junto à Defesa Civil do Estado, o laboratório utilizará métodos de sísmica passiva para o mapeamento de falhas profundas com potencial de geração e migração de hidrogênio geológico. 

“Este é o primeiro laboratório de sismologia da região Norte. Isso é muito importante porque nossa região sofre influência da atividade na borda de duas placas tectônicas”, explicou a reitora Guida Aquino.

Socorro Neri enfatizou o compromisso com o avanço científico regional, ressaltando que os novos dispositivos tecnológicos contribuirão diretamente para o monitoramento preciso e seguro de abalos na Amazônia.

O coordenador do projeto e da área de Física, professor Antonio Romero da Costa Pinheiro, destacou o caráter integrador do projeto. “Unimos a pesquisa de ponta à extensão universitária através da confecção de sismômetros didáticos de baixo custo com sensores Arduino para escolas públicas da rede estadual e municipal.”

Ufac entrega equipamentos para Laboratório de Sismologia-interna.jpg

Também compuseram o dispositivo de honra da solenidade a vice-reitora eleita, Almecina Balbino; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Carvalho; o diretor do CCBN, José Ribamar Lima; e o coordenador do curso de Física, Victor Ribeiro.

(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)

 



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PZ realiza reunião para discutir prevenção de incêndios florestais — Universidade Federal do Acre

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PZ realiza reunião para discutir prevenção de incêndios florestais-interna.jpg

O Parque Zoobotânico (PZ) da Ufac sediou uma reunião estratégica para debater alternativas de prevenção, controle, monitoramento e combate a incêndios florestais nas áreas verdes do campus-sede, projeto Humaitá e Fazenda Experimental Catuaba. O encontro ocorreu na sexta-feira, 29, na sala ambiente do PZ.

A iniciativa foi motivada pela necessidade de ampliar a articulação institucional frente à aproximação do período de estiagem. Nessa época, a combinação de vegetação seca, acúmulo de folhas e galhos e baixa umidade eleva drasticamente a vulnerabilidade desses espaços. Além do viés ambiental, a pauta destacou a relevância acadêmica das áreas para atividades de ensino, pesquisa e extensão de diversos cursos da universidade.

Os participantes discutiram propostas para fortalecer o controle de acesso, a vigilância e o planejamento preventivo. O histórico de sinistros na instituição, como o incêndio de 2010 ocorrido nas proximidades da Unidade de Tecnologia de Alimentos (Utal), foi lembrado para reforçar a urgência de tratar o tema de forma permanente.

Além disso, foi apresentada uma contextualização institucional do PZ e sua relevância para a Ufac e a sociedade acreana. O professor Rodrigo Perea expôs a pesquisa desenvolvida em 2025 por seu orientando, Moisés Pereira, aluno do doutorado Bionorte da Ufac, sobre risco de incêndio em áreas florestadas do campus-sede.

As discussões foram enriquecidas pelas contribuições do professor Moisés Barbosa de Souza, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), reconhecido por seu conhecimento sobre as áreas florestadas da Ufac, apontando para a necessidade de uma construção coletiva que envolva orientação, resposta rápida e proteção da biodiversidade.

“Esperamos que a organização de alternativas de prevenção, monitoramento e combate ao risco de incêndios florestais nas áreas da Ufac avance significativamente em 2026”, disse o diretor substituto do PZ, Wanderson Gomes. “Diante da previsão de uma estiagem mais severa, é fundamental que a universidade esteja preparada para agir de forma planejada, integrada e preventiva.”

Também participaram da reunião representantes da Prefcam, do CCBN, do CFCH, dos cursos de Geografia e Medicina Veterinária, do doutorado Bionorte, além de servidores e colaboradores ligados à temática ambiental.

Próximos passos

Para dar materialidade às ações propostas, foram definidos os seguintes encaminhamentos práticos:

– 3 de junho às 8h: visita in loco à trilha interna do PZ (trajeto de aproximadamente 3 quilômetros) para mapear pontos críticos, gargalos de acesso e possibilidades de intervenção;

– 12 de junho às 8h30: nova reunião de trabalho com o objetivo de dar continuidade às discussões e avançar na consolidação de medidas integradas.

 



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Projeto da Ufac integra exposição sobre memória da covid-19 — Universidade Federal do Acre

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Ministro da Saúde Alexandre Padilha

O projeto de extensão Relatos de Maternidade, da Ufac, desenvolvido entre setembro e dezembro de 2020, compõe a exposição A Infinita Memória da Pandemia: A História da Covid-19, cuja cerimônia de inauguração ocorreu na terça-feira, 26, no shopping Conjunto Nacional, em Brasília, e que também passará por Fortaleza, Manaus, Porto Alegre e São Paulo.

O projeto foi desenvolvido pelas professoras Ana Letícia de Fiori, do curso de Ciências Sociais e do programa de pós-graduação em Artes Cênicas, e Camila Bylaardt Volker, à época do curso de Letras e atualmente servidora do Ministério das Mulheres. Elas e seis estudantes entrevistaram, por WhatsApp, mais de 50 mulheres e mães, coletando relatos sobre suas experiências de maternidade e vida.

O trabalho abordou, ainda, cuidados, trabalho, família, medos, esperanças e projetos afetados pela pandemia da covid-19 no Acre, originando um e-book (162 p.) lançado pela Editora da Ufac (Edufac) em 2025, disponível para leitura online e download gratuito. Além disso, passou a integrar o Memorial Digital da Pandemia de Covid-19, como coleção.

Nessa quarta-feira, 27, as professoras Ana Letícia e Camila participaram, tratando dos relatos de maternidades, de mesa-redonda com os organizadores dos projetos Fala, Parente (PET Indígena, Unifap), a qual contou com depoimentos de indígenas do Amapá, Pará e Guiana Francesa.

A exposição levará a capitais brasileiras parte das coleções do Memorial da Pandemia de Covid-19, sediado no Rio de Janeiro e desenvolvido pela Ministério da Saúde, Organização Pan-Americana de Saúde, Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde e Centro de Humanidades Digitais da Unicamp.

 



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