ACRE
SC proíbe nas escolas músicas sobre crimes, sexo e drogas – 31/01/2025 – Educação
PUBLICADO
1 ano atrásem
Douglas Gavras
O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), sancionou uma lei que proíbe nas escolas públicas e privadas do estado a reprodução de músicas e videoclipes com letras e coreografias consideradas impróprias para crianças e jovens.
O texto, publicado no último dia 23, fala de canções que incentivem a criminalidade, façam apologia do uso de drogas ou que tenham conteúdo sexual. Não há uma menção a gêneros musicais, mas a ação tem semelhanças com outros projetos pelo Brasil que ficaram conhecidos como “antifunk”.
No caso das escolas privadas de Santa Catarina, as punições previstas vão de advertência e suspensão até a demissão de coordenadores, diretores e responsáveis pelas escolas que desrespeitarem a medida.
A instituição, por sua vez, pode receber uma multa de 2 a 10 salários mínimos, com aumento desse valor, em caso de reincidência.
Já nas escolas públicas, o funcionário pode ser alvo de um processo administrativo.
De acordo com o governo catarinense, a fiscalização do cumprimento da norma será de responsabilidade dos diretores e gestores escolares, que devem barrar qualquer evento ou atividade que infrinja a legislação.
Além disso, denúncias poderão ser encaminhadas aos órgãos competentes em caso de omissão por parte da gestão escolar.
Ao comentar a sanção da lei, Mello disse que a medida serve para garantir uma “educação livre de influências negativas”.
“Chega de música que faz apologia ao sexo e às drogas nas nossas escolas. Escola é lugar de aprender o que é certo, de se preparar para o futuro, conquistar um bom emprego, formar valores para toda a vida”, disse o governador, em áudio captado e divulgado na quarta-feira (29) pela Secretaria de Estado da Comunicação.
“É o grito de muitos pais, e o governador entende que a escola deve preservar não só a vida física da criança, mas a intelectual, a moral”, disse em vídeo Kennedy Nunes, chefe da Casa Civil de Santa Catarina.
O projeto havia sido apresentado na Alesc (Assembleia Legislativa de Santa Catarina) ainda em março de 2023, pelo deputado Jessé Lopes (PL) e teve sua redação final aprovada em dezembro do ano passado. Agora foi transformado na lei nº 19.233, já publicada no Diário Oficial do estado.
“É lamentável precisar de uma lei para dizer o óbvio: que escolas não devem reproduzir músicas de apologia às drogas, ao crime e ao sexo”, diz Lopes. “É dever da escola cuidar da segurança e dos valores morais dos alunos, enquanto estiverem dentro do ambiente escolar. Espero que possa servir de motivação para que outros estados façam o mesmo.”
“Apontar um gênero musical ao qual a lei se aplicaria, como o funk, seria censura prévia, é inconstitucional. Mas o próprio conceito de apologia presente nesta lei de Santa Catarina é de difícil interpretação”, avalia o professor Álvaro Palma de Jorge, da FGV Direito Rio (escola da Fundação Getulio Vargas).
Ele complementa que, no âmbito da administração pública, é melhor evitar a inclusão em lei de conceitos amplos, que poderiam virar instrumentos de perseguição a profissionais do ensino. “As condutas em si —de apologia ao crime, ao uso de drogas e o acesso do menor a conteúdo pornográfico— já são vedadas.”
Em diferentes cidades do país, políticos de direita tiveram ideias semelhantes.
Na Câmara de São Paulo, Amanda Vettorazzo (União Brasil) propôs um projeto de lei que proíbe a administração municipal de contratar shows de cantores que fazem apologia ao crime organizado e à violência. A proposta foi batizada de “anti-Oruam”, em referência ao rapper filho do traficante Marcinho VP.
Em Belo Horizonte, o vereador Vile Santos (PL) protocolou na Câmara um projeto de lei para proibir a execução de músicas do gênero funk em escolas municipais. Ele argumenta que o segundo artigo do texto contempla canções de outros gêneros.
“Citei [o funk] por ser o mais conhecido pelo brasileiro, mas o segundo artigo fala de músicas, em geral, que façam apologia a crimes”, diz à Folha. O vereador não se opõe a retirar a menção ao funk para facilitar a aprovação do projeto. “A gente propõe e os parlamentares nas comissões irão avaliar.”
Santos já havia dito, em entrevista à coluna Painel, ter se inspirado em um decreto do prefeito de Carmo do Rio Claro (MG), Filipe Carielo (PSD), que proibiu o funk nas escolas do município.
Na Câmara de Curitiba, tramita um projeto de lei de Olimpio Araujo Junior (PL), que proíbe a execução de músicas que contenham violência, apologia às drogas, discriminação ou pornografia. O texto não determina o gênero musical.
Segundo Araujo, a proposta vai tramitar com o nome de lei “Música Limpa” e tem por objetivo impedir músicas impróprias em escolas públicas ou eventos promovidos pela prefeitura com a presença de menores de idade, e não se refere especificamente ao funk.
“Não importa se é rock, sertanejo ou pop, a programação de uma escola não pode prever músicas que incentivam a violência, o uso de drogas, a sexualidade precoce ou a discriminação”, diz o vereador.
Outro texto semelhante foi protocolado no dia 20 de janeiro, na Câmara de Londrina (PR), pela vereadora Jéssica Moreno (PP), conhecida como Jessicão. A proposta veta a execução de canções com apologia à violência, drogas ou com conteúdo pornográfico, mas sem especificar o gênero musical.
Relacionado
VOCÊ PODE GOSTAR
ACRE
Cerimônia do Jaleco marca início de jornada da turma XVII de Nutrição — Universidade Federal do Acre
PUBLICADO
19 minutos atrásem
31 de março de 2026No dia 28 de março de 2026, foi realizada a Cerimônia do Jaleco da turma XVII do curso de Nutrição da Universidade Federal do Acre. O evento simbolizou o início da trajetória acadêmica dos estudantes, marcando um momento de compromisso com a ética, a responsabilidade e o cuidado com a saúde.

Relacionado
ACRE
Ufac realiza aula inaugural do MPCIM em Epitaciolândia — Universidade Federal do Acre
PUBLICADO
8 horas atrásem
31 de março de 2026A Ufac realizou a aula inaugural da turma especial do mestrado profissional em Ensino de Ciência e Matemática (MPCIM) no município de Epitaciolândia (AC), também atendendo moradores de Brasileia (AC) e Assis Brasil (AC). A oferta dessa turma e outras iniciativas de interiorização contam com apoio de emenda parlamentar da deputada federal Socorro Neri (PP-AC). A solenidade ocorreu na sexta-feira, 27.
O evento reuniu professores, estudantes e representantes da comunidade local. O objetivo da ação é expandir e democratizar o acesso à pós-graduação no interior do Estado, contribuindo para o desenvolvimento regional e promovendo a formação de recursos humanos qualificados, além de fortalecer a universidade para além da capital.
A pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Lima Carvalho, ressaltou que a oferta da turma nasceu de histórias, compromissos e valores ao longo do tempo. “Hoje não estamos apenas abrindo uma turma. Estamos abrindo caminhos, sonhos e futuros para o interior do Acre, porque quando o compromisso atravessa gerações, ele se transforma em legado. E o legado transforma vidas.”
Relacionado
ACRE
Ufac recebe visita da RFB para apresentação do projeto NAF — Universidade Federal do Acre
PUBLICADO
5 dias atrásem
26 de março de 2026A Ufac recebeu, nesta quarta-feira, 25, no gabinete da Reitoria, representantes da Receita Federal do Brasil (RFB) para a apresentação do projeto Núcleo de Apoio Contábil e Fiscal (NAF). A reunião contou com a participação da Coordenação do curso de Ciências Contábeis e teve como foco a proposta de implantação do núcleo na universidade.
O reitor em exercício e pró-reitor de Planejamento, Alexandre Hid, destacou a importância da iniciativa para os estudantes e sua relação com a curricularização da extensão. Segundo ele, a proposta representa uma oportunidade para os alunos e pode fortalecer ações extensionistas da universidade.
A analista tributária da RFB e representante de Cidadania Fiscal, Marta Furtado, explicou que o NAF é um projeto nacional voltado à qualificação de acadêmicos do curso de Ciências Contábeis, com foco em normas tributárias, legislação e obrigações acessórias. Segundo ela, o núcleo é direcionado ao atendimento de contribuintes de baixa renda e microempreendedores, além de aproximar os estudantes da prática profissional.
Durante a reunião, foi informada a futura assinatura de acordo de cooperação técnica entre a universidade e a RFB. Pelo modelo apresentado, a Ufac disponibilizará espaço para funcionamento do núcleo, enquanto a receita oferecerá plataforma de treinamento, cursos de capacitação e apoio permanente às atividades desenvolvidas.
Como encaminhamento, a RFB entregou o documento referencial do NAF, com orientações para montagem do espaço e definição dos equipamentos necessários. O processo será enviado para a Assessoria de Cooperação Institucional da Ufac. A expectativa apresentada na reunião é de que o núcleo seja integrado às ações de extensão universitária.
Também participaram da reunião o professor de Ciências Contábeis e vice-coordenador do curso, Cícero Guerra; e o auditor fiscal e delegado da RFB em Rio Branco, Claudenir Franklin da Silveira.
Relacionado
PESQUISE AQUI
MAIS LIDAS
Oportunidade6 dias agoTudo sobre bônus, cadastro e segurança no Flagman Casino
ACRE5 dias agoUfac recebe visita da RFB para apresentação do projeto NAF — Universidade Federal do Acre
Oportunidade4 dias agoSlots Online: O Jogo Mais Popular nos Cassinos Digitais
Economia e Negócios3 dias agoSeguro de carro para motoristas jovens no Brasil: desafios e dicas para economizar
Warning: Undefined variable $user_ID in /home/u824415267/domains/acre.com.br/public_html/wp-content/themes/zox-news/comments.php on line 48
You must be logged in to post a comment Login