ACRE
Só PSDB e mais 4 não integraram 1º escalão de gestões Lula – 05/03/2025 – Poder
PUBLICADO
11 meses atrásem
Ranier Bragon
Dos 20 partidos hoje com representação no Congresso Nacional, apenas 5 nunca integraram o primeiro escalão de nenhum dos três governos de Lula (PT), de 2003 a 2010 e de 2023 em diante.
Rival histórico do PT e seu antagonista desde os anos 1980, o PSDB é o principal deles. Depois, vêm os centro-direitistas Podemos e Avante, o centro-esquerdista Solidariedade e o oposicionista Novo.
Dos 15 partidos restantes, os que mais tiveram ministérios nos governos Lula são o próprio partido do presidente, o PT, e o MDB (chamado PMDB até 2017). As duas siglas formaram uma parceria a partir de 2004, rompida no impeachment de Dilma Rousseff, em 2016, e retomada em Lula 3.
Até mesmo o PL de Jair Bolsonaro foi, lá atrás, anos antes da entrada do ex-presidente em seus quadros, integrante dos governos Lula e Dilma, tendo controlado a área de Transportes do governo federal.
Nos anos do tucano Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), a sustentação de seu governo se deu principalmente pela trinca PSDB-PFL (hoje União Brasil)-MDB.
Após Lula derrotar os tucanos em 2002 e assumir o poder no ano seguinte, ele iniciou seu mandato amparado apenas no apoio do próprio partido e de outras siglas menores de esquerda, como PPS (hoje Cidadania), PSB e PDT.
Já em 2004 Lula fechou a negociação para ingresso no governo de parte do MDB, que havia sido o terceiro maior partido em número de deputados federais eleitos. Ao ser reeleito, em 2006, reforçou o papel dos emedebistas no governo, dobrando de 3 para 6 o número de ministérios da legenda. Na ocasião, os emedebistas haviam eleito a maior bancada para a Câmara.
A busca pelo MDB era uma necessidade tendo em vista que os outros dois partidos peso pesados da época, PSDB e PFL, eram essencialmente de oposição.
A relativa calmaria do segundo mandato renovou a parceria PT-MDB para o mandato seguinte, de Dilma Rousseff.
A petista teve como vice um dos principais líderes dos emedebistas, Michel Temer, além de começar o governo com seis ministros do partido.
Isso não impediu que, com a deterioração de sua relação com o Congresso e a aproximação do impeachment, os principais líderes do movimento fossem do MDB. Além do vice Temer, o então presidente da Câmara, Eduardo Cunha, que em 2015 havia vencido o candidato de Dilma para o comando da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT).
No atual governo Lula, o MDB comanda três pastas. Renan Filho é o ministro dos Transportes, área que nos dois mandatos anteriores de Lula foi do PL. Simone Tebet é a titular do planejamento, pasta que em Lula 1 e 2 sempre foi do PT. Cidades, antigo feudo do PP, está com Jader Filho.
Diferentemente dos dois primeiros governos, em que caminhou basicamente apenas ao lado de MDB e dos outros partidos menores de esquerda, no atual Lula teve que ampliar bastante o leque.
Hoje os ministros de outras legendas e sem vinculação partidária somam mais da metade dos que são filiados ao PT, 26 a 11.
Entre os aliados estão o União Brasil, que tem na sua gênese o DEM, nome pelo qual passou a ser chamado em 2007 o PFL, arquirrival do PT e com origem na Arena, o partido do regime militar (1964-1985).
Outros são o PSD de Gilberto Kassab (que surgiu de uma dissidência do DEM e de outras siglas de direita), o PP, também de origem na Arena, e o Republicanos, que é vinculado à Igreja Universal do Reino de Deus.
Já os pequenos partidos de esquerda que sempre estiveram com Lula ganharam a companhia, em 2023, da Rede de Marina Silva, e do PSOL, partido criado em 2004 a partir de uma dissidência do próprio PT.
O Brasil tem atualmente 29 partidos políticos, mas um grupo de sete legendas domina o cenário político nacional. Esse G7 concentra 80% das cadeiras do Congresso, 70% dos governos estaduais e das bilionárias verbas eleitorais, além de ser maioria também em prefeituras, Câmaras Municipais e Assembleias Legislativas.
Puxam esse grupo o PL de Bolsonaro e o PT de Lula. Logo depois, vêm União Brasil, PSD, MDB, PP e Republicanos.
O PSDB, outrora uma potência, sofreu um encolhimento nas urnas nas últimas disputas e, atualmente, negocia uma fusão ou federação com outros partidos.
Solidariedade e Novo foram criados depois de Lula 2. O principal líder do primeiro, o sindicalista e deputado federal Paulo Pereira da Silva, vive uma relação de altos e baixos com o governo. Atualmente, mais de baixos.
“Tem alguns que estão falando ‘está desembarcando’. Eu nunca embarquei”, disse recentemente Paulinho da Força, como é conhecido.
O partido apoiou a candidatura de Lula, mas depois passou a reclamar de que não recebeu espaço de participação compatível ao empenho demonstrado na campanha.
O Novo é oposição ao PT. Já o Avante (ex-PT do B) sempre transitou na esfera dos nanicos e, por isso, não atraiu o interesse dos petistas.
O Podemos (ex-PTN) da deputada federal Renata Abreu (SP), por sua vez, tem crescido, contando hoje com 15 deputados federais e 4 senadores. A sigla tem em seu quadro políticos tanto de oposição como de maior alinhamento ao governo.
Relacionado
VOCÊ PODE GOSTAR
ACRE
Ufac realiza formatura de alunos do CAp pela 1ª vez no campus-sede — Universidade Federal do Acre
PUBLICADO
6 dias atrásem
30 de janeiro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de certificação dos estudantes concluintes do ensino médio do Colégio de Aplicação (CAp), referente ao ano letivo de 2025. Pela primeira vez, a solenidade ocorreu no campus-sede, na noite dessa quinta-feira, 29, no Teatro Universitário, e marcou o encerramento de uma etapa da formação educacional de jovens que agora seguem rumo a novos desafios acadêmicos e profissionais.
A entrada da turma Nexus, formada pelos concluintes do 3º ano, foi acompanhada pela reitora Guida Aquino; pelo diretor do CAp, Cleilton França dos Santos; pela vice-diretora e patronesse da turma, Alessandra Lima Peres de Oliveira; pelo paraninfo, Gilberto Francisco Alves de Melo; pelos homenageados: professores Floripes Silva Rebouças e Dionatas Ulises de Oliveira Meneguetti; além da inspetora homenageada Suzana dos Santos Cabral.

Guida destacou a importância do momento para os estudantes, suas famílias e toda a comunidade escolar. Ela parabenizou os formandos pela conquista e reconheceu o papel essencial dos professores, da equipe pedagógica e dos familiares ao longo da caminhada. “Tenho certeza de que esses jovens seguem preparados para os próximos desafios, levando consigo os valores da educação pública, do conhecimento e da cidadania. Que este seja apenas o início de uma trajetória repleta de conquistas. A Ufac continua de portas abertas e aguarda vocês.”

Durante o ato simbólico da colocação do capelo, os concluintes reafirmaram os valores que orientaram sua trajetória escolar. Em nome da turma, a estudante Isabelly Bevilaqua Rodrigues fez o discurso de oradora.
A cerimônia seguiu com a entrega dos diplomas e as homenagens aos professores e profissionais da escola indicados pelos concluintes, encerrando a noite com o registro da foto oficial da turma.
Relacionado
ACRE
Especialização em Enfermagem Obstétrica tem aula inaugural — Universidade Federal do Acre
PUBLICADO
1 semana atrásem
27 de janeiro de 2026O curso de especialização em Enfermagem Obstétrica teve sua aula inaugural nesta terça-feira, 27, na sala Pedro Martinello do Centro de Convenções, campus-sede da Ufac. O curso é promovido pela Universidade Federal de Minas Gerais, com financiamento do Ministério da Saúde, no âmbito da Rede Alyne; a Ufac é um dos 39 polos que sedia essa formação em nível nacional.
A especialização é presencial, com duração de 16 meses e carga horária de 720 horas; tem como objetivo a formação e qualificação de 21 enfermeiros que já atuam no cuidado à saúde da mulher, preparando-os para a atuação como enfermeiros obstetras. A maior parte dos profissionais participantes é oriunda do interior do Estado do Acre, com predominância da regional do Juruá.
“Isso representa um avanço estratégico para o fortalecimento da atenção obstétrica qualificada nas regiões mais afastadas da capital”, disse a coordenadora local do curso, professora Sheley Lima, que também ressaltou a relevância institucional e social da ação, que está alinhada às políticas nacionais de fortalecimento da atenção à saúde da mulher e de redução da morbimortalidade materna.
A aula inaugural foi ministrada pela professora Ruth Silva Lima da Costa, com o tema “Gravidez na Adolescência e Near Miss Neonatal na Região Norte: Dados da Pesquisa Nascer no Brasil 2”. Ela é doutora em Ciências da Saúde pela Fiocruz, enfermeira da Ufac e docente da Uninorte.
Relacionado
ACRE
Calendário 2026 do Acre: Veja o calendário do Governo e Judiciário que vai ditar o ritmo do ano
PUBLICADO
2 semanas atrásem
20 de janeiro de 2026Clique aqui para baixar o calendário estadual completo: Decreto 11.809, Calendário 2026 Acre, ed. 14.173-B, de 22.12.2025
Há quem organize a vida por metas, há quem organize por boletos… e existe um grupo que planeja o ano inteiro por uma régua silenciosa, porém poderosa: o calendário oficial. Desde início de janeiro, essa régua ganhou forma no Acre com dois instrumentos que, na prática, definem como o Estado vai pulsar em 2026 — entre atendimentos, plantões, prazos, audiências e aquele respiro estratégico entre uma data e outra.
De um lado, o Governo do Estado publicou o Decreto nº 11.809, de 22 de dezembro de 2025, fixando feriados e pontos facultativos de 2026 para os órgãos do Poder Executivo, do dia 1º de janeiro ao último dia do ano, com a ressalva de que serviços essenciais não podem parar.
Do outro, o Tribunal de Justiça do Acre respondeu com a sua própria cartografia do tempo: a Portaria nº 6569/2025, que institui o calendário do Poder Judiciário acreano para 2026, preservando o funcionamento em regime de plantão sempre que não houver expediente. O texto aparece no DJe (edição nº 7.925) e também em versão integral, como documento administrativo autônomo.
Clique aqui para baixar o calendário forense completo: DJE – Portaria 6.5692025, edição 7.925, 22.12.2025
O “mapa do descanso” tem regras — e tem exceções
No calendário do Executivo, as datas nacionais aparecem como pilares já conhecidos (como Confraternização Universal, Tiradentes, Dia do Trabalho, Independência, Natal), mas o decreto também reforça a identidade local com feriados estaduais e pontos facultativos típicos do Acre.
Chamam atenção duas engrenagens que costumam passar despercebidas fora da rotina pública:
- ponto facultativo não é sinônimo de folga garantida — a chefia pode convocar para expediente normal por necessidade do serviço;
- quando o servidor é convocado nesses dias, o decreto prevê dispensa de compensação para quem cumprir horário no ponto facultativo.
No Judiciário, a lógica é parecida no objetivo (manter o Estado funcionando), mas diferente na mecânica. A Portaria do TJAC prevê expressamente que, havendo necessidade, pode haver convocação em regime de plantão, respeitando-se o direito à compensação de horas, conforme regramento administrativo interno.
Quando o município faz aniversário, a Justiça muda o passo
O “calendário do fórum” também conversa com o mapa das cidades. A Portaria prevê que, em feriado municipal por aniversário do município, não haverá expediente normal nas comarcas correspondentes — apenas plantão. E, quando o município declara ponto facultativo local, a regra traz até prazo de comunicação no interior: pelo menos 72 horas de antecedência para informar se haverá adesão.
É o tipo de detalhe que não vira manchete — mas vira realidade para quem depende de balcão, distribuição, atendimento e rotina de cartório.
Um ano que já começa “com cara de planejamento”
Logo na largada, o Executivo lista 1º de janeiro como feriado nacional e já prevê, para 2 de janeiro, ponto facultativo (por decreto específico citado no anexo). Também aparecem o Carnaval e a Quarta-feira de Cinzas como pontos facultativos, desenhando, desde cedo, o recorte de semanas que tendem a ser mais curtas e mais estratégicas.
No Judiciário, a Portaria organiza o mesmo período com olhar forense — e, além de datas comuns ao calendário civil, agrega as rotinas próprias do Poder Judiciário, preservando a prestação jurisdicional via plantões e regras de compensação.
Rio Branco também entra no compasso de 2026
Para além do calendário estadual e do Judiciário, a capital também oficializou seu próprio “mapa do tempo”: o Prefeito de Rio Branco editou o Decreto Municipal nº 3.452, de 30/12/2025, estabelecendo os feriados e pontos facultativos de 2026 para os órgãos e entidades do Poder Executivo Municipal, com referência expressa ao calendário do Estado.
Na prática, a cidade reforça o mesmo recado institucional: serviços essenciais não param, funcionando por escala ou plantão, e os gestores ficam autorizados a convocar servidores em dias de ponto facultativo, sem exigência de compensação para quem cumprir expediente. No anexo, aparecem datas que impactam diretamente a rotina da população, como o Carnaval (16 a 18/02, ponto facultativo), o Dia do Servidor Público (28/10, ponto facultativo) e o Aniversário de Rio Branco (28/12, feriado municipal) — fechando o ano com a véspera de Ano Novo (31/12, ponto facultativo).
Clique aqui para baixar o calendário municipal completo: DOE, edição 3.452, de 30.12.2025 – Calendário Prefeitura de Rio Branco-AC
Por que isso importa
O calendário oficial é mais do que uma lista de “dias marcados”: ele é o roteiro do funcionamento do Estado. Para o cidadão, significa previsibilidade; para advogados e jurisdicionados, significa atenção ao modo como cada órgão funcionará em datas críticas; para gestores, significa logística e escala; e para o próprio Acre, significa um desenho institucional que equilibra tradição, trabalho e continuidade.
Skip to PDF contentRelacionado
PESQUISE AQUI
MAIS LIDAS
OPINIÃO6 dias agoArtigo de Opinião: Flávio Bolsonaro – um herdeiro sem projeto para o Brasil
SAÚDE4 dias agoO Impacto dos Robôs na Saúde Humana
ACRE6 dias agoUfac realiza formatura de alunos do CAp pela 1ª vez no campus-sede — Universidade Federal do Acre
DINHEIRO1 dia agoO coração do trading automatizado ganha conexão, MicAi-X conclui integração profunda com a API da Futurionex
Warning: Undefined variable $user_ID in /home/u824415267/domains/acre.com.br/public_html/wp-content/themes/zox-news/comments.php on line 48
You must be logged in to post a comment Login