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Trump ainda não começou a guerra do novo império americano – 04/03/2025 – Vinicius Torres Freire
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O começo da guerra comercial de Donald Trump causa sensação “pop”. É assunto vívido, que pode ser traduzido em histórias concretas, em dramas de empresas, em aumentos de preços de carros, “avocados” ou “maple syrup” (xarope de bordo canadense, aquele da panqueca). “Homens fortes”, ditadores e cafajestes poderosos em geral, dão audiência. Dados os riscos sérios, o que se passa agora parece mera escaramuça de fronteira, porém.
Sabemos muito pouco. Nem mesmo a grande finança por ora acredita que Trump irá muito mais longe nessa “burrice”, como diz o Wall Street Journal. Vide a reação ainda moderada nos mercados financeiros, de resto incerta: foi para o vinagre a previsão de que inflação, juros e dólar subiriam por causa das “tarifas”. Por ora, o temor é de PIB e juros de longo prazo em queda.
De prazo marcado e decisivo, quanto a relações econômicas internacionais, há abril. Trump ordenou que sejam analisadas as políticas de outros países que possam afetar empresas americanas. A lista vai de barreiras não tarifárias a impostos domésticos (como o nosso ICMS), de subsídios a políticas de compras de governos ou mesmo restrições jurídicas (como no caso da “liberdade” de “big techs”). Pode ser uma tentativa de abrir mercados, sob ameaça de retaliação via impostos de importação (“tarifas”). Pode ser guerra total.
Em março, começa a se definir a política fiscal de Trump (gastos, impostos), se haverá mais déficit e dívida, o que afeta moedas e juros do mundo —é tema chato, ao qual se dá pouca atenção, e decisivo. Se Trump avacalhar a política macroeconômica, ignorar o poder do Congresso sobre o Orçamento e criar risco muito grande para aplicações financeiras nos EUA, mais um pouco do crédito americano se vai —é algum risco para o financiamento dos déficits fiscal e externo do país.
Quais as reações? Alguma inflação extra, setores afetados por retaliações e PIB mais fraco podem derrubar o prestígio de Trump? Ou a maioria vai gostar de ter um “Duce”? Qual a reação do Partido Republicano diante do risco de perder votos? Nem todos os setores da elite econômica podem ganhar (indústria, “big techs”, agricultura, serviços outros) ao mesmo tempo. Vão entrar em conflito? Os derrotados vão fazer oposição a Trump? Essa política pode ser crucial, pois talvez determine duração, profundidade e danos da loucura, que vai muito além de problemas econômicos, apenas pincelados aqui. Enfim, é preciso saber quanto dessa “loucura” é Trump e quanto é política do establishment.
Folha Mercado
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Alguns efeitos não são dramáticos, demoram a aparecer, mas são sequelas importantes. A epidemia de Covid suscitou o desejo ou a necessidade de manter ou criar certas “indústrias nacionais”, assim como o fez a guerra da Ucrânia. O confisco das reservas internacionais da Rússia provocou medo e até atitudes práticas quanto a deixar dinheiro guardado no “Ocidente”. As tarifas de Trump 1 mudaram atitudes na China etc., assim como a OMC zumbi animou o protecionismo. A ruína da Otan talvez leve a Europa a, enfim, juntar exércitos e colocar a mão no bolso (meio vazio) para bancá-los. Kaja Kallas, espécie de ministra das Relações Exteriores da União Europeia, escreveu em rede social que “o mundo livre precisa de um novo líder”; “cabe a nós, europeus, assumir esse desafio”.
Imposto de importação, “tarifas”, pode ser fichinha.
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Cerimônia do Jaleco marca início de jornada da turma XVII de Nutrição — Universidade Federal do Acre
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3 dias atrásem
31 de março de 2026No dia 28 de março de 2026, foi realizada a Cerimônia do Jaleco da turma XVII do curso de Nutrição da Universidade Federal do Acre. O evento simbolizou o início da trajetória acadêmica dos estudantes, marcando um momento de compromisso com a ética, a responsabilidade e o cuidado com a saúde.

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Ufac realiza aula inaugural do MPCIM em Epitaciolândia — Universidade Federal do Acre
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3 dias atrásem
31 de março de 2026A Ufac realizou a aula inaugural da turma especial do mestrado profissional em Ensino de Ciência e Matemática (MPCIM) no município de Epitaciolândia (AC), também atendendo moradores de Brasileia (AC) e Assis Brasil (AC). A oferta dessa turma e outras iniciativas de interiorização contam com apoio de emenda parlamentar da deputada federal Socorro Neri (PP-AC). A solenidade ocorreu na sexta-feira, 27.
O evento reuniu professores, estudantes e representantes da comunidade local. O objetivo da ação é expandir e democratizar o acesso à pós-graduação no interior do Estado, contribuindo para o desenvolvimento regional e promovendo a formação de recursos humanos qualificados, além de fortalecer a universidade para além da capital.
A pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Lima Carvalho, ressaltou que a oferta da turma nasceu de histórias, compromissos e valores ao longo do tempo. “Hoje não estamos apenas abrindo uma turma. Estamos abrindo caminhos, sonhos e futuros para o interior do Acre, porque quando o compromisso atravessa gerações, ele se transforma em legado. E o legado transforma vidas.”
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Ufac recebe visita da RFB para apresentação do projeto NAF — Universidade Federal do Acre
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26 de março de 2026A Ufac recebeu, nesta quarta-feira, 25, no gabinete da Reitoria, representantes da Receita Federal do Brasil (RFB) para a apresentação do projeto Núcleo de Apoio Contábil e Fiscal (NAF). A reunião contou com a participação da Coordenação do curso de Ciências Contábeis e teve como foco a proposta de implantação do núcleo na universidade.
O reitor em exercício e pró-reitor de Planejamento, Alexandre Hid, destacou a importância da iniciativa para os estudantes e sua relação com a curricularização da extensão. Segundo ele, a proposta representa uma oportunidade para os alunos e pode fortalecer ações extensionistas da universidade.
A analista tributária da RFB e representante de Cidadania Fiscal, Marta Furtado, explicou que o NAF é um projeto nacional voltado à qualificação de acadêmicos do curso de Ciências Contábeis, com foco em normas tributárias, legislação e obrigações acessórias. Segundo ela, o núcleo é direcionado ao atendimento de contribuintes de baixa renda e microempreendedores, além de aproximar os estudantes da prática profissional.
Durante a reunião, foi informada a futura assinatura de acordo de cooperação técnica entre a universidade e a RFB. Pelo modelo apresentado, a Ufac disponibilizará espaço para funcionamento do núcleo, enquanto a receita oferecerá plataforma de treinamento, cursos de capacitação e apoio permanente às atividades desenvolvidas.
Como encaminhamento, a RFB entregou o documento referencial do NAF, com orientações para montagem do espaço e definição dos equipamentos necessários. O processo será enviado para a Assessoria de Cooperação Institucional da Ufac. A expectativa apresentada na reunião é de que o núcleo seja integrado às ações de extensão universitária.
Também participaram da reunião o professor de Ciências Contábeis e vice-coordenador do curso, Cícero Guerra; e o auditor fiscal e delegado da RFB em Rio Branco, Claudenir Franklin da Silveira.
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