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Um robô sentado à mesa na noite de Natal – 24/12/2024 – Rodrigo Tavares

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Os robôs não são o futuro, são o presente. Na última contagem, 4,3 milhões zumbiam em fábricas em todo o mundo realizando as atividades automatizadas para as quais foram programados (dados International Federation of Robotics). Mais de metade estão instalados na China.

São um insaciável sobe-desce-põe-tira-monta-desmonta, mais produtivos que qualquer homo sapiens. Há muitos anos que os robôs são ferramentas à nossa disposição. Um alicate mais caro. Uma coisa qualquer rodante que varre o chão da sala enquanto eu escrevo esta coluna.

Mas em 2025 os robôs vão começar a pensar. A fusão da robótica com a inteligência artificial permitirá que possam entender e responder a situações complexas, processar linguagem natural e até mesmo demonstrar pensamento criativo por meio de recursos aprimorados de IA. A sua capacidade de apreender padrões e generalizá-los para outras tarefas fará com que os robôs possam tomar decisões soberanas.

Os robôs da Physical Intelligence já lavam, passam e arrumam a roupa no armário apesar de não terem sido explicitamente treinados a fazê-lo. Os robôs humanoides da SoftBank Robotics borram a linha divisória entre instrumento e colega de trabalho. O Optimus da Tesla foi desenvolvido para ajudar nas tarefas diárias, como limpar, cozinhar, cuidar de idosos e crianças, passear o cão ou cortar a grama. Custarão de US$ 20 mil a US$ 30 mil (cerca de R$ 123 mil a R$ 186 mil). Elon Musk prevê que em 2040 haja mais robôs do que ser humanos.

A China acha que ele está sendo ambicioso. Mas pouco. Este ano, em eventos como a World Artificial Intelligence Conference (Xangai, julho) e a World Robot Conference (Beijing, agosto), o país de Xi Jinping anunciou que se prepara há mais de uma década para ser líder mundial em robótica humanoide.

Empresas como AgiBot, UBTech, Unitree Robotics e Xiaomi apresentaram recentemente as suas versões de robôs humanoides. O da Xiaomi, batizado em cartório civil como CyberOne, tem 177 cm de altura, pesa 52 kg e reconhece 85 sons e 45 emoções. Ou seja, foi concebido para interagir com seres humanos. A venda em larga-escala está prevista para 2025, a tempo da Consoada no final do ano.

Há mais de uma década que os meus colegas na universidade estudam detalhadamente os impactos da robotização no emprego e na escala salarial. Se no início se aventou que o impacto seria cataclísmico, mais tarde conclui-se que foi uma picada de abelha.

Seres humanos reorganizaram a sua contribuição laboral, adaptando-se a novos processos, abraçando novas funções em engenharia, programação e manutenção ou mudando de emprego. Mas agora os robôs não são fabris, mas humanoides, não são automatizados, mas pensantes. Não será uma picada de inseto, mas um atropelo de uma manada de elefantes —todos nós seremos afetados.

A economia planetária continuará a gerar riqueza, mas não dependerá marxistamente de seres humanos para fazê-lo por intermédio do seu trabalho braçal ou cerebral. Seria fundamental que os governos implementassem políticas públicas que mitiguem os impactos negativos da automação, como programas de requalificação profissional e renda básica universal. Mas, como sabemos, a velocidade dos parlamentos e dos gabinetes não é a mesma dos laboratórios.

A minha esposa já me disse, sem-querer-querendo, que hoje à noite receberei como presente “O Mito do Normal” de Gabor Maté. É sobre superação de traumas. Recomendo-o a todos os leitores, com votos de um feliz 2025.


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Nota da Andifes sobre os cortes no orçamento aprovado pelo Congresso Nacional para as Universidades Federais — Universidade Federal do Acre

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publicado:
23/12/2025 07h31,


última modificação:
23/12/2025 07h32

Confira a nota na integra no link: Nota Andifes



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Ufac entrega equipamentos ao Centro de Referência Paralímpico — Universidade Federal do Acre

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Ufac entrega equipamentos ao Centro de Referência Paralímpico — Universidade Federal do Acre

A Ufac, a Associação Paradesportiva Acreana (APA) e a Secretaria Extraordinária de Esporte e Lazer realizaram, nessa quarta-feira, 17, a entrega dos equipamentos de halterofilismo e musculação no Centro de Referência Paralímpico, localizado no bloco de Educação Física, campus-sede. A iniciativa fortalece as ações voltadas ao esporte paraolímpico e amplia as condições de treinamento e preparação dos atletas atendidos pelo centro, contribuindo para o desenvolvimento esportivo e a inclusão de pessoas com deficiência.

Os equipamentos foram adquiridos por meio de emenda parlamentar do deputado estadual Eduardo Ribeiro (PSD), em parceria com o Comitê Paralímpico Brasileiro, com o objetivo de fortalecer a preparação esportiva e garantir melhores condições de treino aos atletas do Centro de Referência Paralímpico da Ufac.

Durante a solenidade, a reitora da Ufac, Guida Aquino, destacou a importância da atuação conjunta entre as instituições. “Sozinho não fazemos nada, mas juntos somos mais fortes. É por isso que esse centro está dando certo.”

A presidente da APA, Rakel Thompson Abud, relembrou a trajetória de construção do projeto. “Estamos dentro da Ufac realizando esse trabalho há muitos anos e hoje vemos esse resultado, que é o Centro de Referência Paralímpico.”

O coordenador do centro e do curso de Educação Física, Jader Bezerra, ressaltou o compromisso das instituições envolvidas. “Este momento é de agradecimento. Tudo o que fizemos é em prol dessa comunidade. Agradeço a todas as instituições envolvidas e reforço que estaremos sempre aqui para receber os atletas com a melhor estrutura possível.”

O atleta paralímpico Mazinho Silva, representando os demais atletas, agradeceu o apoio recebido. “Hoje é um momento de gratidão a todos os envolvidos. Precisamos avançar cada vez mais e somos muito gratos por tudo o que está sendo feito.”

A vice-governadora do Estado do Acre, Mailza Assis da Silva, também destacou o trabalho desenvolvido no centro e o talento dos atletas. “Estou reconhecendo o excelente trabalho de toda a equipe, mas, acima de tudo, o talento de cada um de nossos atletas.”

Já o assessor do deputado estadual Eduardo Ribeiro, Jeferson Barroso, enfatizou a finalidade social da emenda. “O deputado Eduardo fica muito feliz em ver que o recurso está sendo bem gerenciado, garantindo direitos, igualdade e representatividade.”

Também compuseram o dispositivo de honra a pró-reitora de Inovação, Almecina Balbino, e um dos coordenadores do Centro de Referência Paralímpico, Antônio Clodoaldo Melo de Castro.

(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)



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Orquestra de Câmara da Ufac apresenta-se no campus-sede — Universidade Federal do Acre

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Orquestra de Câmara da Ufac apresenta-se no campus-sede — Universidade Federal do Acre

A Orquestra de Câmara da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 17, uma apresentação musical no auditório do E-Amazônia, no campus-sede. Sob a coordenação e regência do professor Romualdo Medeiros, o concerto integrou a programação cultural da instituição e evidenciou a importância da música instrumental na formação artística, cultural e acadêmica da comunidade universitária.

 

A reitora Guida Aquino ressaltou a relevância da iniciativa. “Fico encantada. A cultura e a arte são fundamentais para a nossa universidade.” Durante o evento, o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes, destacou o papel social da arte. “Sem arte, sem cultura e sem música, a sociedade sofre mais. A arte, a cultura e a música são direitos humanos.” 

Também compôs o dispositivo de honra a professora Lya Januária Vasconcelos.

(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)

 



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