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Maconha liberada: Uso recreativo da maconha é legalizado pelo Senado

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Governo do Canadá aprova legalização da maconha.

País é o primeiro do G7 a permitir o livre consumo da droga; medida foi promessa de campanha de Justin Trudeau.

Na foto de capa, a posse de maconha se tornou crime no Canadá em 1923, mas o uso medicinal é legal desde 2001 (Chris Roussakis/Getty Images).

O Senado canadense aprovou nesta terça-feira um projeto de lei para legalizar o uso recreativo da maconha no país, fazendo do Canadá o primeiro país do G7 a permitir o livre consumo da droga.

O projeto de lei foi votado pelo Senado e aprovado por 52 votos a favor e 29 contra. Na segunda (18), já havia passado pela Câmara dos Comuns, com 205 votos contra 82.

A medida foi uma promessa de campanha do primeiro-ministro Justin Trudeau e regula a produção, a comercialização e o consumo da droga.O projeto ainda precisa receber o consentimento real da governadora-geral – a representante da monarquia britânica no país – antes de se tornar lei, provavelmente em setembro. É esperado, contudo, que a medida seja aprovada sem problemas.

“Em muitos países, entre eles o Canadá, é mais fácil (para um menor de idade) comprar um baseado do que comprar uma cerveja. Isso não tem nenhuma lógica! E, além disso, é uma terrível fonte de receita para o crime organizado”, defendeu Trudeau em maio.Seu governo liberal considera que, “ao controlar e regulamentar a venda da maconha, poderemos proteger melhor nossas comunidades, nossos jovens”, explicou.

Regularização

A proposta aprovada hoje torna legal que qualquer pessoa com mais de 18 anos possua no máximo 30 gramas de maconha. Também permite que os canadenses cultivem até quatro plantas de maconha em suas casas.

Agora, províncias e territórios terão a tarefa de organizar sua comercialização. Ontário e Québec, que representam mais de dois terços da população canadense, já preveem um marco regulatório estrito nas mãos de empresas públicas especializadas.

Em termos de valor, a produção da “indústria de cannabis iguala a da indústria de cerveja” e é “maior do que a indústria do cigarro”, segundo números oficiais que estimam em 5,7 bilhões de dólares canadenses (cerca de 16 bilhões de reais) os gastos dos canadenses com maconha em 2017.

A posse de maconha se tornou crime no Canadá em 1923, mas o uso medicinal é legal desde 2001. Veja (Com AFP).

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PZ e Corpo de Bombeiros fazem curso de combate a incêndio florestal — Universidade Federal do Acre

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O Parque Zoobotânico (PZ), da Ufac, e o Corpo de Bombeiros Militar do Acre (CBM-AC) realizaram o curso Brigada de Incêndio Florestal, ministrado pelo Sargento Filipe Lima. A capacitação ocorreu na quinta-feira, 10, e sexta-feira, 11, no PZ, campus-sede, reunindo 35 participantes de setores da universidade, dos cursos de Engenharia Florestal, Biologia e Geografia, do doutorado da Rede Bionorte e da comunidade externa, que receberão certificado emitido pelo CBM-AC.

O primeiro dia foi de aulas teóricas sobre conceitos fundamentais, como triângulo do fogo, diferentes tipos de incêndio e técnicas de prevenção. No segundo dia ocorreram atividades práticas, com manuseio e manutenção de equipamentos de combate a incêndio, além de exercícios de campo simulando situações reais de combate e prevenção a incêndios florestais.

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O diretor do PZ, Harley Araújo da Silva, destacou que a iniciativa tem relação direta com os mais de 188 hectares de área florestal do campus-sede, tendo o PZ como o maior fragmento de floresta preservada. “Formar brigadistas preparados para atuar na prevenção e no combate a incêndios florestais é parte essencial do cuidado com esse patrimônio ambiental, tanto para a universidade quanto para as comunidades do entorno.”



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V Simpósio de Ciências Ambientais da Amazônia Sul Ocidental e o II Simpósio de Ciências Agrárias do Vale do Juruá

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Livro reúne pesquisas da Ufac sobre teatro e saberes da floresta — Universidade Federal do Acre

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O professor, pesquisador e artista Flavio da Conceição, da Ufac, organizou o livro “Teatro do Oprimido e as Pedagogias das Florestas” (Mundo Contemporâneo; Edufac, 452 p.), que foi lançado na sexta-feira, 11, durante a 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo.

A obra é resultado de cerca de dez anos de pesquisas desenvolvidas na universidade, reunindo experiências que relacionam a metodologia teatral aos conhecimentos tradicionais da Amazônia. “Apresentamos o Acre como produtor de conhecimento e como semente de um pensamento que pode inspirar outros professores e artistas no resto do Brasil e do mundo”, afirmou Flavio.

As pesquisas que deram origem ao livro começaram após a chegada do professor ao Acre e à Ufac, em 2017. O contato com experiências amazônicas, estudantes filhos de seringueiros e indígenas e conhecimentos tradicionais da floresta levou o pesquisador a rever sua prática com o método Teatro do Oprimido, idealizado por Augusto Boal. A partir dessas vivências, os projetos passaram a investigar como a metodologia poderia ser afetada por esses saberes.

Os estudos teóricos e práticos foram desenvolvidos pelo programa de pesquisa e extensão Gesto da Floresta, criado e coordenado por Flavio através de projetos de iniciação científica e extensão. As atividades envolveram comunidades periféricas de Rio Branco, como Calafate e Cidade do Povo, parcerias com comunidades tradicionais hunikuin e shanenawa e experiências relacionadas ao santo-daime, à Barquinha e à ayahuasca.

Estudantes de graduação e pós-graduação participaram dos projetos e das pesquisas e alguns assinam artigos na publicação. O trabalho também contou com a contribuição de parceiros de outras cidades, países e territórios. Para o organizador, os alunos são coautores das experiências que contribuíram para a construção da proposta das pedagogias das florestas.

Antes da programação em São Paulo, o livro foi apresentado em 3 de setembro, no Rio de Janeiro, durante a 12ª Jornada Internacional de Teatro do Oprimido e Universidade. As atividades integram o projeto Gesto Semeando Cidadania, que conta com apoio do Pulitzer Center.



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