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Vestuário Social é aberto no Parque de Exposições para atender mulheres abrigadas

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Fernando Santtos

Para trabalhar o fortalecimento da autoestima e valorização das mulheres, o governo do Acre, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH), iniciou os atendimentos do Vestuário Social nesta terça-feira, 18, no Parque de Exposições, em Rio Branco. Ação integra o Programa Juntos Pelo Acre, com doações de roupas femininas para as abrigadas no local.

Roupas novas foram doadas pela Receita Federal e Correios  ao governo do Acre. Foto: Neto Lucena/Secom

O espaço está localizado no gabinete institucional, próximo ao Espaço Indústria, e fica aberto para retirada de roupas das 9h às 17h, todos os dias, exceto aos finais de semana.

Equipes da SEASDH fazem atendimento das 9h às 17h, de segunda a sexta. Foto: Neto Lucena/Secom

O atendimento está sendo feito por uma equipe da SEASDH, que auxilia as mulheres  na escolha das peças com um atendimento semelhante a uma loja de roupas. Cada uma pode escolher até cinco peças.

Espaço foi pensado para ajudar mulheres que estão abrigadas no Parque de Exposições. Foto: Neto Lucena/Secom

Paula Santos, moradora da Habitasa, conta que as águas subiram muito rápido e ela teve que deixar sua casa às pressas.

“Tava com minhas roupas para lavar. Tive que sair com a roupa do corpo e deixei as peças em casa. Não tive como voltar lá, acho que acabei perdendo tudo. Essa doação de roupas é maravilhosa. Muitas outras mulheres, como eu, perderam, e agora a gente não tem como comprar e estamos ganhando. Muito bom mesmo”, disse.

Paula Santos avalia a ação como positiva. Foto: Neto Lucena/Secom

Quem também estava feliz com as peças novas é a venezuelana Paula Mendoza, moradora do bairro 6 de Agosto. Morando no Acre há dois anos, ela veio buscar o kit junto com a filha, Victoria Mendoza, de 11 anos.

“Estou precisando de roupas, tanto eu como minha filha, mas a quantidade que ganhei tá ótima. Fico agradecida. Acho ruim por não estar à vontade em casa. Mas tenho esperança de logo voltar”, disse.

Paula disse que enfrentar a alagação é ruim para todos, mas que com o apoio que vem recebendo do Estado e da prefeitura, fica mais fácil passar por esse período. Foto: Neto Lucena/Secom

“O propósito desse espaço vai além da doação de roupas. Queremos proporcionar acolhimento, respeito e a certeza de que as mulheres não estão sozinhas nesse momento. Contamos com a parceria dos Correios e da Receita Federal, que nos doaram as roupas, todas novas. Muito obrigada”, destacou a governadora em exercício e também secretária da SEASDH, Mailza Assis.

Governadora em exercício, que está à frente da iniciativa, disse que tudo foi pensado para levar acolhimento e melhorar a autoestima das mulheres. Foto: Neto Lucena/Secom

O secretário adjunto da Casa Civil, Ítalo Medeiros, reforçou as parcerias que tornam a ação maior. Ele informou que, desde a criação da iniciativa do Vestuário Social, mais de 13 mil peças já foram entregues. “É um trabalho de união entre todas as secretarias. Temos tratado com muito zelo, levando as vestimentas para quem realmente precisa, com muito cuidado e transparência”, enfatizou.

Adjunto da Casa Civil disse que a união de todas as secretarias garante o sucesso do projeto. Foto: Neto Lucena/Secom

Ao final, a vice-governadora, acompanhada do coordenador da Defesa Civil Estadual, Carlos Batista, visitou famílias que estão abrigadas.

O governo do Estado e a Prefeitura de Rio Branco seguem monitorando a situação  do rios, com apoio às famílias afetadas pela alagação.












 

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PZ e Corpo de Bombeiros fazem curso de combate a incêndio florestal — Universidade Federal do Acre

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Curso combate a incêndio florestal-2026 (2).jpeg

O Parque Zoobotânico (PZ), da Ufac, e o Corpo de Bombeiros Militar do Acre (CBM-AC) realizaram o curso Brigada de Incêndio Florestal, ministrado pelo Sargento Filipe Lima. A capacitação ocorreu na quinta-feira, 10, e sexta-feira, 11, no PZ, campus-sede, reunindo 35 participantes de setores da universidade, dos cursos de Engenharia Florestal, Biologia e Geografia, do doutorado da Rede Bionorte e da comunidade externa, que receberão certificado emitido pelo CBM-AC.

O primeiro dia foi de aulas teóricas sobre conceitos fundamentais, como triângulo do fogo, diferentes tipos de incêndio e técnicas de prevenção. No segundo dia ocorreram atividades práticas, com manuseio e manutenção de equipamentos de combate a incêndio, além de exercícios de campo simulando situações reais de combate e prevenção a incêndios florestais.

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O diretor do PZ, Harley Araújo da Silva, destacou que a iniciativa tem relação direta com os mais de 188 hectares de área florestal do campus-sede, tendo o PZ como o maior fragmento de floresta preservada. “Formar brigadistas preparados para atuar na prevenção e no combate a incêndios florestais é parte essencial do cuidado com esse patrimônio ambiental, tanto para a universidade quanto para as comunidades do entorno.”



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V Simpósio de Ciências Ambientais da Amazônia Sul Ocidental e o II Simpósio de Ciências Agrárias do Vale do Juruá

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Livro reúne pesquisas da Ufac sobre teatro e saberes da floresta — Universidade Federal do Acre

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O professor, pesquisador e artista Flavio da Conceição, da Ufac, organizou o livro “Teatro do Oprimido e as Pedagogias das Florestas” (Mundo Contemporâneo; Edufac, 452 p.), que foi lançado na sexta-feira, 11, durante a 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo.

A obra é resultado de cerca de dez anos de pesquisas desenvolvidas na universidade, reunindo experiências que relacionam a metodologia teatral aos conhecimentos tradicionais da Amazônia. “Apresentamos o Acre como produtor de conhecimento e como semente de um pensamento que pode inspirar outros professores e artistas no resto do Brasil e do mundo”, afirmou Flavio.

As pesquisas que deram origem ao livro começaram após a chegada do professor ao Acre e à Ufac, em 2017. O contato com experiências amazônicas, estudantes filhos de seringueiros e indígenas e conhecimentos tradicionais da floresta levou o pesquisador a rever sua prática com o método Teatro do Oprimido, idealizado por Augusto Boal. A partir dessas vivências, os projetos passaram a investigar como a metodologia poderia ser afetada por esses saberes.

Os estudos teóricos e práticos foram desenvolvidos pelo programa de pesquisa e extensão Gesto da Floresta, criado e coordenado por Flavio através de projetos de iniciação científica e extensão. As atividades envolveram comunidades periféricas de Rio Branco, como Calafate e Cidade do Povo, parcerias com comunidades tradicionais hunikuin e shanenawa e experiências relacionadas ao santo-daime, à Barquinha e à ayahuasca.

Estudantes de graduação e pós-graduação participaram dos projetos e das pesquisas e alguns assinam artigos na publicação. O trabalho também contou com a contribuição de parceiros de outras cidades, países e territórios. Para o organizador, os alunos são coautores das experiências que contribuíram para a construção da proposta das pedagogias das florestas.

Antes da programação em São Paulo, o livro foi apresentado em 3 de setembro, no Rio de Janeiro, durante a 12ª Jornada Internacional de Teatro do Oprimido e Universidade. As atividades integram o projeto Gesto Semeando Cidadania, que conta com apoio do Pulitzer Center.



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