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VÍDEO: Criminosos atacam e matam na frente do Presídio da Papudinha
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8 anos atrásem
Detentos colocam fogo em presídio após dois presos serem mortos na saída da unidade – dois presidiários foram executados em frente a Papudinha.
Dois presidiários em regime semi aberto foram mortos a tiros na frente da Papudinha na manhã desta quarta feira(7). Detentos atearam fogo na parte interna da unidade. As vitimas ainda não foram identificadas. Equipes do Corpo de Bombeiros, do Samu e do Batalhão de Operações Especiais(BOPE) foram deslocadas para a área.
A Policia Militar isolou a área e um clima de total insegurança imperava no entorno. Motoristas desviaram a rota e ciclistas e pedestres decidiram não passar nas proximidades.
Detentos que cumprem pena na Unidade Prisional UP4 – conhecida como Papudinha -, em Rio Branco, colocaram fogo no presídio após dois detentos serem mortos a tiros quando saiam do local. Os atentados ocorreram na manhã desta quarta-feira (7) e podem ter sido em represália ao ataque que vitimou outro detento no último dia 2, segundo a Segurança Pública.
O Corpo de Bombeiros foi chamado para controlar o fogo por volta das 5h30, que durou quase uma hora e meia. Os Bombeiros ainda continuam no local. Equipes das Polícias Militar, Civil e o Batalhão de Operações Especiais (Bope) estão no local para evitar que novos ataques ocorram.
Um dos presos morreu ainda no local e o outro ainda chegou a ser socorrido pela viatura do Serviço Móvel de Urgência (Samu), mas não resistiu e morreu minutos depois. A área onde fica o presídio está isolada.
Veja os vídeos, gravados por populares, mostra o Presídio Papudinha pegando fogo.
O delegado Cristiano Bastos, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), disse que ainda é cedo para saber as circunstâncias em que os crimes ocorreram, mas que uma das hipóteses é a guerra entre as facções criminosas.
“Vamos começar os trabalhos e ver quem são os responsáveis pelos crimes. É cedo para a gente afirmar, mas temos informações de que os suspeitos não seriam os presos e os crimes podem ter ligação com a guerra de facções e retaliações entre os grupos criminosos. Não têm testemunhas, a não ser os presos que estavam saindo da unidade”, falou.
Veja as fotos em tempo real, do Presídio Papudinha, em chamas:


O clima foi de muita tensão para os presos que deixavam a Unidade Prisional UP – 4 na manhã desta quarta-feira. Em novo ataque um detento foi executado e outro ficou gravemente ferido. A ação criminosa aconteceu por volta das 6 horas. De acordo com a policia dois criminosos numa motocicleta abriram fogo contra dois detentos que deixavam a unidade.
Os nomes dos presos ainda não foram revelados.
Após o ataque, detentos atearam fogo em duas alas da Papudinha. Cinco caminhões tanque do corpo de bombeiros foram deslocadas para atender a ocorrência.
Na última sexta-feira o detento Mossiene Damasceno foi executado quando deixava a unidade. Em represália, integrantes da facção Bonde dos 13 incendiaram 3 carros e uma motocicleta de membros do comando vermelho.
O Governo anunciou a possibilidade de interditar a UP 4.
Após ataque, Papudinha será desativada e presidiários do Semi Aberto irão retornar ao Regime Fechado.
A informação foi confirmada pelo Diretor do Instituto de Administração Penitência (Iapen), Aberson Carvalho, na manhã desta quarta-feira (07), após uma reunião com a juíza da Vara de Execuções Penais, Luana Campus e o Secretário de Segurança, Emylson Farias.
Com o incêndio causado pelos presos, após o ataque há dois integrantes do Comando Vermelho, mortos por disparos de arma de fogo na saída da unidade, o prédio ficou sem condições de uso e a decisão tomada pelas autoridades é de que os 320 detentos do semi aberto regridam de pena e voltem ao regime fechado. A medida durará até a chegada das toenozeleiras eletrônicas
“A unidade após o incêndio foi dada como perdida e nós em contato com o poder judiciário, a doutora Luana Campus está tomando a decisão agora de que todos os que estão em regime semi aberto sofrerão a regressão de pena e retornarão para o presídio Francisco de Oliveira Conde”, disse o diretor do Iapen.
A previsão é de que ainda nesta semana chegue a encomenda feita pela secretaria de segurança das toenozeleiras eletrônicas e após uma análise do perfil de cada preso, que estava no regime semi aberto, cada um irá passar a ser monitorando 24hs através do equipamento. Com isso, a unidade e o regime semi aberto passará a ser extinto definitivamente. Com informações de Lília Camargo.
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Startup Day-2026 ocorre na Ufac em 21/03 no Centro de Convivência — Universidade Federal do Acre
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12 de março de 2026A Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia (Proint) da Ufac e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Acre (Sebrae-AC) realizam o Startup Day-2026, em 21 de março, das 8h às 12h, no espaço Sebrae-Lab, Centro de Convivência do campus-sede. O evento é dedicado à inovação e ao empreendedorismo, oferecendo oportunidades para transformar projetos em negócios de impacto real. As inscrições são gratuitas e estão abertas por meio online.
O Startup Day-2026 visa fortalecer o ecossistema, promover a troca de experiências, produzir e compartilhar conhecimento, gerar inovação e fomentar novos negócios. A programação conta com show de acolhimento e encerramento, apresentações, painel e palestra, além de atividades paralelas: carreta game do Hospital de Amor de Rio Branco, participação de startups de game em tempo real, oficina para crianças, exposição de grafiteiros e de projetos de pesquisadores da Ufac.
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A lógica de valor da Thryqenon (TRYQN) é apoiar a evolução da economia verde por meio de sua infraestrutura digital de energia
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10 de março de 2026Com a aceleração da transição para uma economia de baixo carbono e a reestruturação do setor elétrico em diversos países, cresce a discussão sobre como a infraestrutura digital pode sustentar, no longo prazo, a evolução da economia verde. Nesse contexto, a plataforma de energia baseada em blockchain Thryqenon (TRYQN) vem ganhando atenção por propor uma estrutura integrada que combina negociação de energia, gestão de carbono e confiabilidade de dados.
A proposta da Thryqenon vai além da simples comercialização de energia renovável. Seu objetivo é construir uma base digital para geração distribuída, redução de emissões e uso colaborativo de energia. À medida que metas de neutralidade de carbono se tornam compromissos regulatórios, critérios como origem comprovada da energia, transparência nos registros e liquidação segura das transações deixam de ser diferenciais e passam a ser requisitos obrigatórios. A plataforma utiliza registro descentralizado em blockchain, correspondência horária de energia limpa e contratos inteligentes para viabilizar uma infraestrutura verificável e auditável.
A economia verde ainda enfrenta obstáculos importantes. Existe descompasso entre o local e o momento de geração da energia renovável e seu consumo final. A apuração de emissões costuma ocorrer de forma anual, dificultando monitoramento em tempo real. Além disso, a baixa rastreabilidade de dados limita a criação de incentivos eficientes no mercado. A Thryqenon busca enfrentar essas lacunas por meio de uma estrutura digital que integra coleta, validação e liquidação de informações energéticas.
Na arquitetura da plataforma, há conexão direta com medidores inteligentes, inversores solares e dispositivos de monitoramento, permitindo registro detalhado da geração e do consumo. Na camada de transações, o sistema possibilita verificação automatizada e liquidação hora a hora de energia e créditos de carbono, garantindo rastreabilidade. Já na integração do ecossistema, empresas, distribuidoras, comercializadoras e consumidores podem interagir por meio de interfaces abertas, promovendo coordenação entre diferentes agentes do setor elétrico.
O potencial de longo prazo da Thryqenon não está apenas no crescimento de usuários ou no volume de negociações, mas em sua capacidade de se posicionar como infraestrutura de suporte à governança energética e ao mercado de carbono. Com o avanço de normas baseadas em dados e reconhecimento internacional de créditos ambientais, plataformas transparentes e auditáveis tendem a ter papel relevante na transição energética e no financiamento sustentável.
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Bancos vermelhos na Ufac simbolizam luta contra feminicídio — Universidade Federal do Acre
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9 de março de 2026A Ufac inaugurou a campanha internacional Banco Vermelho, símbolo de conscientização sobre o feminicídio. A ação integra iniciativas inspiradas na lei n.º 14.942/2024 e contempla a instalação, nos campi da instituição, de três bancos pintados de vermelho, que representa o sangue derramado pelas vítimas. A inauguração ocorreu nesta segunda-feira, 9, no hall da Reitoria.
São dois bancos no campus-sede (um no hall da Reitoria e outro no bloco Jorge Kalume), além de um no campus Floresta, em Cruzeiro do Sul. A reitora Guida Aquino destacou que a instalação dos bancos reforça o papel da universidade na promoção de campanhas e políticas de conscientização sobre a violência contra a mulher. “A violência não se caracteriza apenas em matar, também se caracteriza em gestos, em fala, em atitudes.”
A secretária de Estado da Mulher, Márdhia El-Shawwa, ressaltou a importância de a Ufac incorporar o debate sobre o feminicídio em seus espaços institucionais e defendeu a atuação conjunta entre universidade, governo e sociedade. Segundo ela, a violência contra a mulher não pode ser naturalizada e a conscientização precisa alcançar também a formação de crianças e adolescentes.
A inauguração do Banco Vermelho também ocorre no contexto da aprovação da resolução do Conselho Universitário n.º 266, de 21/01/2026, que institui normas para a efetividade da política de prevenção e combate ao assédio moral, sexual, discriminações e outras violências, principalmente no que se refere a mulheres, população negra, indígena, pessoas com deficiência e LGBTQIAPN+ no âmbito da Ufac em local físico ou virtual relacionado.
No campus Floresta, em Cruzeiro do Sul, a inauguração do Banco Vermelho contou com a participação da coordenadora do Centro de Referência Brasileiro da Mulher, Anequele Monteiro.

Participaram da solenidade, no campus-sede, a pró-reitora de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas, Filomena Maria Cruz; a pró-reitora de Graduação, Ednaceli Damasceno; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Carvalho; a coordenadora do projeto de extensão Infância Segura, Alcione Groff; o secretário de Estado de Saúde, Pedro Pascoal; a defensora pública e chefe do Núcleo de Promoção da Defesa dos Direitos Humanos da Mulher, Diversidade Sexual e Gênero da DPE-AC, Clara Rúbia Roque; e o chefe do Centro de Apoio Operacional de Proteção à Mulher do MP-AC, Victor Augusto Silva.
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