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Vigilante que matou ex dentro de agência bancária havia tentado invadir casa dela 3 dias antes, diz polícia

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A atendente de banco Tatiane Lima Nery, de 33 anos, foi assassinada na manhã desta segunda-feira (2) porque o ex-namorado, Kennedy Souza Fontenelle, de 26, não aceitava o fim do relacionamento. Essa é a principal linha de investigação da Polícia Civil de Acrelândia, onde ocorreu o crime, interior do estado.

De acordo com a polícia, na sexta (30), o segurança havia tentado invadir a casa da ex, mas a Polícia Militar foi chamada e a vítima foi aconselhada a prestar queixa. Porém, ela não chegou a procurar a delegacia para formalizar uma denúncia.

O crime em Acrelândia terminou com o suspeito morto. Após atirar na ex-namorada, Kennedy Fontenelle deu um tiro na cabeça. O crime aconteceu dentro da agência antes de o banco iniciar os atendimentos ao público. Tatiane trabalhava como atendente e Kennedy como segurança.

“Ela tinha terminado com ele, era um fim de relacionamento bem conturbado e acabou que ele perdeu a cabeça e atirou nela. Estou esperando o Sicredi me enviar as imagens [de segurança]. Mas, tudo indica que foi isso mesmo, não se agradou da situação”, explicou o delegado responsável pelo caso, Dione dos Anjos.

Em nota, o Sicredi informou que lamenta a morte da colaboradora e que a agência deve ficar fechada durante esta semana, ou o tempo que for necessário.

“O Sicredi manifesta profundo pesar aos familiares, amigos e colegas de trabalho pelo falecimento da colaboradora Tatiane de Lima Nery, ocorrido hoje, 2 de maio. O Sicredi está colaborando com as autoridades na apuração do caso e prestando todo o apoio necessário para a família e colaboradores. A agência de Acrelândia permanecerá fechada ao longo desta semana, ou até que haja liberação das autoridades policiais.

Tatiane foi a segunda mulher a ser assassinada no Acre vítima de feminicídio nesta segunda. Durante a madrugada, na zona rural de Feijó, também no interior, Maria Samara Silva do Nascimento, de 19 anos, foi morta com facadas no pescoço e peito. O principal suspeito é o ex-namorado dela, que também não aceitava o fim do relacionamento e está foragido.

Vigilante mata ex-namorada dentro de agência bancária no interior do Acre — Foto: Arquivo/Polícia Civil

Vigilante mata ex-namorada dentro de agência bancária no interior do Acre — Foto: Arquivo/Polícia Civil

Tentativa de invasão

O delegado contou que Fontenelle tentou invadir a casa de Tatiane na última sexta (29). A Polícia Militar foi acionada e ele fugiu antes da chegada da equipe.

A polícia então, orientou Tatiane a ir até a delegacia da cidade prestar queixar contra o ex-namorado. Contudo, a atendente não chegou a prestar queixar e nem pediu medida protetiva. O casal tinha terminado o relacionamento recentemente.

“Ela não comunicou o fato à chefe dela e acabou não dando tempo de tirar ela de perto dele. No crime de ameaça sem a representação da vítima a polícia não pode fazer nada. Como ela não foi, acabou ficando o dito pelo não dito. Hoje [segunda, 2] foram trabalhar normalmente e acabou acontecendo isso”, lamentou o delegado.

Dos Anjos destacou ainda que já ouviu funcionários da agência bancária e parentes de Kennedy, mas não conseguiu ainda conversar com os familiares da atendente.

“Tudo indica que era um problema de passionalidade e um relacionamento que acabou dessa forma. Os familiares dela devo ouvir daqui a dois ou três dias. Agora não tem condições, seria muito cruel”, complementou.

Ainda segundo a polícia, o ex-casal pode ter discutido dentro da agência antes do crime. Os colegas de trabalho dos dois falaram que saíram correndo quando ouviram os disparos. Kennedy teria efetuado três tiros em direção à vítima.

“Ele teve tempo de fugir, mas não fugiu e quando ouviu as viaturas da polícia atirou na cabeça. Um policial que estava lá, que atendeu a ocorrência, ainda ouviu o tiro que deu na cabeça. Ninguém estava entendendo o que estava acontecendo, a polícia achava que era assalto quando foi chamada. Alguém ligou e disse que o segurança tinha surtado e atirado”, concluiu.

Com informações de G1Acre

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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.

O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.

A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.

O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.

 



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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre

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A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.

Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.

A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.

“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).

A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.

“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”

A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.

Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.

 



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Ufac e TCE-AC apresentam pesquisa de vitimização em Rio Branco — Universidade Federal do Acre

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Ufac e TCE-AC apresentam pesquisa de vitimização em Rio Branco — Universidade Federal do Acre

 

A Ufac e o Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC) realizaram o Seminário de Apresentação da Pesquisa de Vitimização na Cidade de Rio Branco. O evento, que ocorreu nesta terça-feira, 16, no Plenário do TCE-AC, consistiu em exposições e debate no sentido de contribuir para um diagnóstico da segurança pública e para o aprimoramento das políticas voltadas à população.

A pesquisa foi apoiada por emenda parlamentar do senador Sérgio Petecão (PSD-AC), destinada em 2025 à Ufac. “Quero agradecer a disponibilidade do senador em ajudar a universidade sempre com emendas necessárias para o desenvolvimento da educação e da pesquisa, com retorno garantido para a sociedade acreana”, disse a reitora Guida Aquino.

O seminário teve como público-alvo a comunidade acadêmica, servidores do TCE-AC e do Ministério Público de Contas do Acre, servidores públicos em geral, gestores da área de segurança pública, justiça criminal e direitos humanos e sociedade civil. A pesquisa buscou compreender como a população percebe a segurança, quais situações de violência e criminalidade afetam os cidadãos e como os serviços de segurança pública são avaliados pelas pessoas.

O trabalho provém do grupo de pesquisa Sujeitos, Ações e Percepções: Estudos em Violência e Conflitualidade, coordenado pelo professor da Ufac, Ermício Sena. Ele informou que os produtos da pesquisa foram banco de dados, mapas descritivos de Rio Branco, relatórios de campo, geral e sintético/executivo.

Em seu discurso, Sena agradeceu aos envolvidos na realização da pesquisa e a Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre, que foi a intermediária para contratação do Instituto de Opinião Pública para execução da pesquisa.

 



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