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Zelenskyy acusa Eslováquia de abrir ‘segunda frente energética’ contra a Ucrânia | Notícias da guerra Rússia-Ucrânia

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As críticas do presidente da Ucrânia surgem no momento em que se espera que Kiev interrompa o trânsito de gás russo para a Eslováquia, conforme planejado em 1º de janeiro.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, acusou a Eslováquia de Primeiro Ministro Robert Fico de abrir uma “segunda frente energética” contra Kiev, sob as ordens de Moscovo, aprofundando uma disputa já tensa sobre as transferências de gás russo para a Europa.

A Ucrânia bombeia gás natural russo através do seu território para vários países europeus, incluindo a Eslováquia, a Moldávia e a Hungria.

Mas espera-se que interrompa o fluxo quando um acordo de trânsito existente, que foi assinado antes A Rússia invadiu a Ucrânia em 2022expira no final do ano.

Fico, que visitou o presidente russo, Vladimir Putin, em Moscovo no início desta semana, disse na sexta-feira que a Eslováquia consideraria medidas recíprocas contra a Ucrânia – como a suspensão do fornecimento de electricidade de reserva – se Kiev interromper as transferências a partir de 1 de Janeiro.

“Parece que Putin deu a Fico a ordem para abrir a segunda frente energética contra a Ucrânia, à custa dos interesses do povo eslovaco”, escreveu Zelenskyy numa publicação nas redes sociais no sábado.

“As ameaças de Fico de cortar o fornecimento de energia de emergência à Ucrânia neste inverno, enquanto a Rússia ataca as nossas centrais elétricas e a rede energética, só podem ser explicadas por isso”, disse ele, acrescentando que Fico estava “arrastando a Eslováquia para as tentativas da Rússia de causar mais sofrimento aos ucranianos”.

A Eslováquia quer manter o fornecimento de gás russo através da Ucrânia, dizendo que rotas alternativas aumentariam os custos e prejudicariam as suas operações de trânsito, ao mesmo tempo que fariam com que o país perdesse 500 milhões de euros (521 milhões de dólares) em taxas.

Kiev disse que não assinará nenhum novo acordo para o trânsito de gás com Moscou enquanto a guerra entre os dois países se arrasta.

O governo ucraniano foi forçado a importar eletricidade de vários dos seus vizinhos desde que a Rússia começou a atingir a sua rede elétrica no final de 2022, danificando ou destruindo grande parte da capacidade de produção não nuclear do país.

O gás russo representou menos de 10% do Importações de gás da União Europeia em 2023. Em 2021, um ano antes do início da invasão da Ucrânia, representava mais de 40 por cento.

Contudo, os membros da UE na Europa Oriental ainda dependem em grande parte do gás russo por razões geográficas e políticas.

Zelenskyy disse que a Eslováquia representa atualmente 19 por cento das importações de energia da Ucrânia e que Kiev está a trabalhar com os seus vizinhos da UE para reforçar o fornecimento.

“A Eslováquia faz parte do mercado único europeu de energia e Fico deve respeitar as regras europeias comuns”, disse o presidente ucraniano no sábado.

Entretanto, o primeiro-ministro da Eslováquia disse na sexta-feira que o seu país poderia servir como ponto de encontro para possíveis conversações sobre o fim da guerra na Ucrânia.

Fico é um dos poucos líderes europeus que permaneceram próximos do Kremlin, e seu encontro com Putin em Moscou em 22 de Dezembro provocou uma reacção irada por parte da Ucrânia.

“Se alguém recorrer a nós e estiver interessado em organizar conversações de paz na Eslováquia sobre o conflito entre a Ucrânia e a Rússia, pode contar com a nossa hospitalidade”, disse Fico numa mensagem de vídeo publicada no Facebook.

Fico disse que discutiu a proposta com Putin durante a sua visita surpresa à capital russa e ficou satisfeito com a reação positiva.

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Rede de trabalho franco-brasileira atua em propriedades amazônicas — Universidade Federal do Acre

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Rede de trabalho franco-brasileira atua em propriedades amazônicas — Universidade Federal do Acre

A Ufac integra uma rede de trabalho técnico-científico formada por pesquisadores do Brasil e da França, desenvolvendo trabalhos nas áreas de pecuária sustentável e produção integrada. Também compõem a rede profissionais das Universidades Federais do Paraná e de Viçosa, além do Instituto Agrícola de Dijon (França).

A rede foi construída a partir do projeto “Agropecuária Tropical e Subtropical e Desenvolvimento Regional: Cooperação entre Brasil e França”, aprovado em chamada nacional da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior e do Comitê Francês de Avaliação da Cooperação Universitária com o Brasil. Esse programa iniciou na década de 1970 e, pela primeira vez, uma instituição do Acre teve um projeto aprovado.

Atualmente, alunas do doutorado em Agronomia da Ufac, Natalia Torres e Niqueli Sales, realizam parte do curso no Instituto Agrícola de Dijon, na modalidade doutorado sanduíche. Elas fazem estudos sobre sistemas que integram produção de bovinos, agricultura e a ecofisiologia de espécies forrageiras arbustivas/arbóreas.

Além disso, a equipe do projeto realiza entrevistas com criadores de gado (leite e corte), a fim de produzir informações para proposição de melhorias e multiplicação das experiências de sucesso. Há, ainda, um projeto em parceria com a equipe da Cooperativa Reca para fortalecer a pecuária integrada e sustentável. 

Outra ação da rede é a proposta do sistema silvipastoril de alta densidade de plantas, com objetivo de auxiliar agricultores que possuem embargos ambientais na atividade de recomposição de reservas.  No momento, a equipe discute um consórcio de plantas que atende à legislação ambiental. Da Ufac, fazem parte da rede os professores Almecina Balbino Ferreira, Vanderley Borges dos Santos, Eduardo Mitke Brandão Reis e Eduardo Pacca Luna Mattar, que trabalham nos cursos de Agronomia, Medicina Veterinária e Engenharia Florestal.

 



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Professora publica livro sobre sítios naturais sagrados do povo Nukini — Universidade Federal do Acre

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Professora publica livro sobre sítios naturais sagrados do povo Nukini — Universidade Federal do Acre

A professora Renata Duarte de O. Freitas, do curso de Direito do campus Floresta da Ufac, lança o livro “Aldeia Isã Vakevu, do Povo Originário Nukini: Um Sítio Natural Sagrado no Coração do Juruá” (Lumen Juris, 240 p.). O evento ocorre neste sábado, 7, às 19h, no teatro dos Nauas, em Cruzeiro do Sul. Resultado de investigação científica, a obra integra a cosmologia indígena aos marcos regulatórios da justiça ambiental.

A pesquisa é fundamentada na trajetória de resistência do povo Nukini. O livro presta homenagem à memória de Arlete Muniz (Ynesto Kumã), matriarca, parteira e liderança espiritual que preservou os conhecimentos milenares do Povo da Onça frente aos processos de aculturação e violência histórica.

O texto destaca a continuidade desse patrimônio imaterial, transmitido de geração para geração ao seu neto, o líder espiritual Txane Pistyani Nukini (Leonardo Muniz). Atualmente, esse legado sustenta a governança espiritual no Kupixawa Huhu Inesto, onde a aplicação das medicinas da floresta e a proteção territorial dialogam com a escrita acadêmica para materializar a visão de mundo Nukini perante a sociedade global.

Renata Duarte de O. Freitas introduz no cenário jurídico eixos teóricos que propõem um novo paradigma para a conservação ambiental: sítios naturais sagrados, que são locais de identidade cultural e espiritual; direito achado na aldeia, cuja proposta é que o ordenamento jurídico reconheça que a lei também emana da sacralidade desses locais; e direitos bioculturais, que demonstram que a biodiversidade da Serra do Divisor é preservada porque está ligada ao respeito pelos sítios naturais sagrados.

Ao analisar a sobreposição de uma parte do território Nukini com o Parque Nacional da Serra do Divisor, a obra oferece uma solução científica: o reconhecimento de que áreas protegidas pelo Estado devem ser geridas em conjunto com os povos originários, respeitando seus territórios sagrados.

 



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Em caravana, ministro da Educação, Camilo Santana, visita a Ufac — Universidade Federal do Acre

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Em caravana, ministro da Educação, Camilo Santana, visita a Ufac — Universidade Federal do Acre

A Ufac recebeu, nesta quarta-feira, 25, na Reitoria, campus-sede, a visita do ministro da Educação, Camilo Santana, no âmbito da caravana Aqui Tem MEC, iniciativa do Ministério da Educação voltada ao acompanhamento de ações e investimentos nas instituições federais de ensino.

Durante a agenda, o ministro destacou que a caravana tem percorrido instituições federais em diferentes Estados para conhecer a realidade de cada campus, dialogar com gestores e a comunidade acadêmica, além de acompanhar as demandas da educação pública federal.

Ao tratar dos investimentos relacionados à Ufac, a reitora Guida Aquino destacou a obra do campus Fronteira, em Brasileia, que conta com R$ 40 milhões em recursos do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A estrutura terá seis cursos, com salas de aula, laboratórios, restaurante universitário e biblioteca.

Abordando a visita, Guida ressaltou a importância da universidade para o Estado e a missão da educação pública. “A Ufac é a única universidade pública federal de ensino superior do Acre e, por isso, tem papel estratégico na formação e no desenvolvimento regional. A educação é que transforma vidas, transforma o país.”

Outro tema tratado durante a agenda foi a implantação do Hospital Universitário no Acre. Camilo Santana afirmou que o Estado é o único que ainda não conta com essa estrutura e informou que o governo federal dispõe de R$ 50 milhões, por meio do Novo PAC, para viabilizar adequações e a implantação da unidade.

Ele explicou que a prioridade continua sendo a concretização de uma parceria para doação de um hospital, mas afirmou que, se isso não ocorrer, o MEC buscará outra alternativa para garantir a instalação do serviço no Estado. “O importante é que nenhum Estado desse país deixe de ter um hospital universitário”, enfatizou.

Guida reforçou a importância do projeto e disse que o Hospital Universitário já poderia ser celebrado no Acre. Ao defender a iniciativa, contou que a unidade contribuiria para qualificar o atendimento, reduzir filas de tratamento fora de domicílio e atender melhor pacientes do interior, inclusive em casos ligados às doenças tropicais da Amazônia. Em tom crítico, declarou: “O cavalo selado, ele só passa uma vez”, ao se referir à oportunidade de implantação do hospital.

Após coletiva de imprensa, o ministro participou de reunião fechada com pró-reitores, gestores, políticos e parlamentares da bancada federal acreana, entre eles o senador Sérgio Petecão (PSD) e as deputadas Meire Serafim (União) e Socorro Neri (PP).

A comitiva do MEC foi formada pela secretária de Educação Básica, Kátia Schweickardt; pelo secretário de Educação Profissional e Tecnológica, Marcelo Bregagnoli; pelo secretário de Educação Superior, Marcus Vinicius David; e pelo presidente da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, Arthur Chioro.

Laboratório de Paleontologia

Depois de participar de reunião, Camilo Santana visitou o Laboratório de Paleontologia da Ufac. O professor Edson Guilherme, coordenador do espaço, apresentou o acervo científico ao ministro e destacou a importância da estrutura para o avanço das pesquisas no Acre. O laboratório foi reformulado, ampliado e recentemente reinaugurado.

Aberto para visitação de segunda a sexta-feira, em horário de expediente, exceto feriados, o local reúne fósseis originais e réplicas de animais que viveram no período do Mioceno, quando o oeste amazônico era dominado por grandes sistemas de rios e lagos. A entrada é gratuita e a visitação é aberta a estudantes e à comunidade em geral.

 



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