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1º caso da ‘doença da mandioca’ no mundo é diagnosticado em Mâncio Lima

Assessoria, via Acrenoticias.com - Da Amazônia para o Mundo!

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Pesquisa confirma nova doença da cultura da mandioca

Por: Diva Gonçalves. ASCOM/Embrapa Acre. 

Análises moleculares e biológicas identificaram o fungo Rhizoctonia solani AG-1 IA e confirmaram o primeiro registro oficial da “Queima-do-fio da mandioca” no mundo. Constatada em plantios do município de Mâncio Lima, na região do Juruá, maior polo produtor de mandioca do Acre, a doença ataca a parte aérea da planta e causa perdas na produção. Publicada na revista Australasian Plant Disease, edição de julho, a descoberta pode contribuir com as pesquisas para o melhoramento genético da cultura e recomendação de medidas eficazes de controle da doença.

A confirmação de uma nova praga ou doença na agricultura brasileira exige diferentes procedimentos protocolares de diagnose para identificação e caracterização do agente causal (fungo, vírus, bactéria, nematoides). Os estudos de diagnose da Queima-do-fio em mandiocais acreanos iniciaram em abril de 2018, a partir de relatos de agricultores que perceberam a morte de um grande número de plantas nos roçados. O trabalho reuniu profissionais do Acre, Goiás e São Paulo.

“Visitamos os cultivos afetados, junto com técnicos que atuam na defesa vegetal no Estado, e constatamos que 10% das plantas apresentavam características de queima nas folhagens. Coletamos amostras de materiais infectados e realizamos testes de patogenicidade para caracterização do fungo, reprodução dos sintomas da doença e isolamento do patógeno, no laboratório de Fitopatologia da Embrapa Acre. Com base no material isolado, foram feitas análises moleculares e biológicas para identificação da espécie do patógeno. Os resultados nos permitiram concluir que essa doença nunca foi relatada na cultura da mandioca em nenhum país”, explica o pesquisador Amauri Siviero, coordenador dos estudos.

Sintomas

Pesquisas comprovam que o gênero Rhizoctonia possui uma diversidade de espécies de fungos que habitam o solo e atacam diferentes culturas de importância econômica. No Brasil, Rhizoctonia solani AG-1 IA ocorre em feijão, café, arroz, batata, soja, milho e seringueira, entre outras, sempre associado à queima e apodrecimento de determinada parte da planta (raízes, folhas e sementes). A sua principal forma de disseminação é pela ação do vento.

Observações em campo e em ambiente laboratorial revelaram que nos cultivos de mandioca o patógeno se desenvolve em forma de filamentos que se ramificam como teias na copa da planta. “A Queima-do-fio da mandioca provoca a necrose de ramos e folhas que escurecem, secam e adquirem aspecto de queimado, como se um lança-chamas tivesse passado pela lavoura. Os sintomas da doença evoluem rapidamente e as folhas lesionadas se desprendem do caule e ficam penduradas por um fio branco, que é o próprio corpo do fungo”, ressalta Siviero.

Sequenciamento genético

Para caracterização genética do fungo causador da doença foram realizados estudos de descrição e sequenciamento genético, utilizando o sistema de identificação molecular por Barcode genético. Segundo Regina Sartori, técnica do Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de Goiânia, órgão do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) credenciado para a emissão de Laudos Fitossanitários no País, essa ferramenta funciona como “bioidentificador” universal de seres vivos e permite resultados seguros na descrição de espécies, com aplicação de uma pequena sequência de DNA. “Ao compararmos as sequências obtidas com genomas de espécies fúngicas depositados em banco de dados, o índice de similaridade genética com a espécie Rhizoctonia solani (telemorfo: Thanatephorus cucumeris) foi de 99,68%, dado que confirmou o diagnóstico do patógeno”, afirma a especialista.

Com base nesses resultados, pesquisadores da Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna/SP) realizaram análises biológicas comparativas de Rhizoctonia solani com a coleção de fungos isolados da Unidade, e testes de pareamento para confirmação do tipo de fungo e do seu grupo genético. “Confrontamos características genéticas de isolados de Rhizoctonia solani com sequências genéticas disponíveis no GenBank, principal banco de dados do Centro Nacional para Informação Biotecnológica dos Estados Unidos (NCBI) e detentor do maior acervo de informações genômicas disponiblizadas publicamente. Os resultados demonstraram alta compatibilidade com o grupo de fungos AG-1 IA”, conta a pesquisadora Kátia Nechet.

Medidas de controle

As pesquisas mostraram que o fungo é agressivo e os danos causados às folhas reduzem a capacidade de fotossíntese vegetal, comprometendo o desenvolvimento das raízes, devido ao esforço da planta para emitir novas folhagens.  Para controlar a Queima-do-fio nos mandiocais do Juruá, os pesquisadores testaram fungicidas à base de cobre, recomendados pela pesquisa para uso em outras culturas susceptíveis ataque do fungo. Os agricultores foram orientados a pulverizar os cultivos com uma calda bordalesa para proteger as plantas sadias e eliminar as plantas doentes, por incineração. “Embora nessa fase preliminar tenha sido possível controlar a doença, precisamos avançar nos estudos para comprovar a eficiência destes produtos na cultura da mandioca”, enfatiza Siviero.

A inclusão do fungo Rhizoctonia solani no rol oficial de patógenos da cultura da mandioca no País, procedimento de responsabilidade do Mapa, permitirá a adoção de medidas de prevenção por parte dos órgãos de defesa fitossanitária e respaldará a realização de pesquisas para desenvolvimento de métodos eficientes de controle.

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Polícia prende acusados de tiroteio na Sobral

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Na tarde dessa terça-feira (17), a Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa, prendeu 5 suspeitos de envolvimento em crimes no bairro Belo Jardim e Sobral encaminhou no dia de hoje para o presídio Francisco de Oliveira Conde.

A operação é uma resposta ao cumprimento de 4 mandados de busca e apreensão e 5 mandados de prisão, no qual pelas investigações, poderá dar um desfecho no caso dos motoqueiros que em julho deste ano, realizaram vários disparos em via pública do bairro Sobral, ferindo várias pessoas e levando a óbito uma das vítimas.

Na ação, os policiais também apreenderam motocicletas que foram utilizadas no dia do crime da região da Sobral, foram apreendidos outros objetos de interesse para a investigação.

Em ambos os casos, os investigadores identificaram os autores dos crimes e obtiveram comprovação da autoria, tendo sido representado ao poder judiciário por mandados de busca de apreensão domiciliar e prisão dos envolvidos, o que foi deferido pelo Juiz.

Os presos que foram levados ao presídio nesta quarta-feira (18), onde aguardarão o encerramento das investigações até seu julgamento.

AGAZETA.NET

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8° BPM realiza maior apreensão de arma de fogo no ano

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A Polícia Militar, através do 8° BPM, CPO II realizou na manhã de hoje (18), a maior apreensão de arma de fogo, ao longo do Bairro da Vitória, por volta das 06h30.

Na ocasião, os militares levantaram informações de uma casa em que estariam escondidas armas de fogo.

Ato continuo, montou-se uma operação dos locais em que estariam escondido essas armas sendo logrado êxito nas apreensões de um Rifle CBC cal.22, uma PT 100, Escopeta cal.20, Escopeta cal.20, Escopeta cal. 28, Revólver cal. 38
Besta artesanal cal 28, 01 colete balístico e aproximadamente 15 munições intactas de diversos calibres.

Por esses fatos, foram efetuadas as prisões dos nacionais Kenisson de Queiroz Mendonça 24 anos, Danilo Lima da Silva 19, Marcos Sória Dimas 19, Luis Eduardo Cardoso Vieira 18 e, ainda, de mais 04 menores infratores.

Todos os envolvidos foram conduzidos na delegacia para os procedimentos cabíveis, sendo que operação durou mais de 04 horas e muitos militares que saiam de serviço permaneceram para ajudar nessa missão.

Assessoria do 8° BPM

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