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1º voo de Congonhas para Porto Alegre tem emoção e aplauso – 21/10/2024 – Cotidiano

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Fábio Pescarini

Uma bandeira do Rio Grande do Sul pendurada na janela antes do embarque e um aviso com sotaque gaúcho após dez minutos de voo de que aquele avião estava a caminho de Porto Alegre.

O comandante Paulo Zancani, 58, foi aplaudido pelos mais de 180 passageiros do primeiro voo que partiu de Congonhas, na zona sul de São Paulo, para o Aeroporto Salgado Filho, reaberto nesta segunda-feira (21), mais de cinco messes depois de ter sido atingido pela inundação que devastou boa parte do Rio Grande do Sul em maio deste ano.

O voo da Gol, que decolou às 7h, foi o segundo a pousar em Porto Alegre —um avião da Azul, vindo de Campinas (SP), desceu um pouco antes.

“Estamos de braços abertos para receber todos que embarcam para esse destino, seja a negócios ou para estar perto desse povo forte”, disse o piloto pelo sistema de som, para ser aplaudido em seguida.

Com a voz embargada, em uma fala de mais de cinco minutos, o comandante narrou as dificuldades dos últimos meses, quando a Base Aérea de Canoas foi usada provisoriamente como aeroporto comercial.

“Finalmente estamos voltando à nossa casa, pisando no nosso solo”, disse.

O passageiro Fernando Godinho, 40, viaja a cada três meses para o Rio Grande do Sul para dar manutenção em equipamentos farmacêuticos, e não ia a Porto Alegre desde as enchentes.

“É muito melhor descer em Porto Alegre, mais perto do que preciso fazer”, afirmou ele, sentado na primeira fila do avião lotado.

A gaúcha Davia Sivergnini, 40, vai a cada duas semanas a São Paulo para ver a filha que estuda na capital paulista. Ela comemorou a reabertura do Salgado Filho. “Foram tempos difíceis, com passagens a mais de R$ 4.000 para descer em Canoas, longe de casa”, afirmou.

Em solo, os passageiros foram cumprimentados por Andrea Pal, CEO da Fraport Brasil, concessionária que administra o aeroporto. A recepção ficou por conta de grupos com vestes tradicionais gaúchas, bandas folclóricas e um cover do cantor Freddie Mercury, que entoou “We Are The Champions”, do Queen.

“A gente viu muito de perto a questão da enchente. Estamos voltando com infraestrutura”, disse Matheus Motta, gerente de Planejamento e Infraestrutura da Gol, que estava na frente do avião, em meio a uma pista repleta funcionários com coletes em clima de festa e filmando a aeronave com a bandeira do Rio Grande do Sul na fuselagem.

Terminal ainda segue em obras

A menos de 50 metros de onde parou o avião, havia uma máquina mexendo no asfalto da pista. O diretor de informática Thomas Hansen, 50, fez uma selfie com Boeing e trator de fundo.

“Fiz questão de vir neste avião, queria estar no primeiro voo que saiu de Congonhas”, afirmou ele, que mora em São Paulo, mas tem empresa em Porto Alegre.

O aeroporto reabre para voos domésticos. A capacidade total, com 128 voos diários, deve ser retomada em novembro —com a liberação de 1.730 metros dos 3.200 metros da pista principal e a volta da operação para trechos internacionais.

Na manhã desta segunda, algumas áreas do saguão de embarque do aeroporto estavam com luzes apagadas, principalmente nas lojas.

O sistema de alto-falante do terminal também informava que o ar-condicionado operava parcialmente.

Segundo Andrea Pal, algumas limitações estavam previstas para esse início de operação.

“Sabia do início que iríamos ter problemas de toda a parte, de abastecimento de energia e tecnológica que funciona temporariamente”, disse. “Avisei há umas semanas que poderíamos ter apagão, que o wifi e o ar-condicionado podem não funcionar. Mas estamos trabalhando e a programação é finalizar tudo em dezembro.”



Leia Mais: Folha

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PPG em Letras promove seminário para discutir internacionalização — Universidade Federal do Acre

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2026.09.18 Seminário PPGLI (2).jpg

O programa de pós-graduação em Letras: Linguagem e Identidade (PPGLI), da Ufac, realizou seminário para compartilhamento de experiências de internacionalização de seu curso de doutorado e apresentação dos relatórios de estágio e relatos de vivência de cinco doutorandas que retornaram de universidades no exterior. O evento ocorreu na sexta-feira, 18, no auditório do Bloco dos Mestrados, campus-sede.

Professores e estudantes discutiram a consolidação da política de internacionalização do PPGLI, visando à busca pela nota de excelência acadêmica junto à Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). A avaliação da pós-graduação no país varia em uma escala de 1 a 7, na qual os extratos 6 e 7 representam programas de nível internacional.

As cinco doutorandas realizaram intercâmbios de pesquisa em instituições de referência na Europa e na América Latina, abrangendo universidades de Portugal, da França, do México e do Chile. O coordenador do PPGLI, Gerson Albuquerque, disse que isso consolida a produção bibliográfica e técnica em esfera global, incentivando outros alunos a perseguirem o estágio no exterior.

“Para alcançar a excelência, exige-se maturidade temporal, que completaremos em 2027 com oito anos de formação de doutores e uma inserção internacional consolidada”, acrescentou. “O doutorado sanduíche é fundamental para o amadurecimento intelectual dos pesquisadores e para a celebração de convênios que promovam a mobilidade docente e discente.”

A professora e pesquisadora Raquel Ishii ressaltou que a internacionalização do PPGLI dialoga diretamente com as características territoriais e culturais da Amazônia Sul-Ocidental. “Nosso programa atua fortemente com literatura, oralidade e a pluralidade linguística da região, que abriga 16 povos indígenas. Internacionalizar e nacionalizar a produção acadêmica feita no Acre fortalece a agenda científica nacional sobre a diversidade cultural e linguística amazônica.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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Painel do Inova Amazônia aborda empreendedorismo feminino — Universidade Federal do Acre

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Painel Empreendedorismo Feminino, Summit-2026 (2).jpeg

O painel “Empreendedorismo Feminino: Mulheres que Movem a Amazônia” ocorreu no âmbito da programação do  Inova Amazônia Summit-2026, nessa quinta-feira, 17, no auditório Curupira, campus-sede da Ufac. Empreendedoras e pesquisadoras debateram inovação, perspectivas de mercado na Amazônia, superação de barreiras estruturais e liderança feminina na consolidação de negócios sustentáveis.

A discussão foi moderada pela analista Valéria Vidal, do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) nacional. Participaram do painel Mareílde Freire (Saboaria Rondônia), Pâmela Pimentel (Amazonzyme), Márcia Werle (Bioassu Bioindústria), Valda Gonçalves (Engenho), Clarice Maia (Antibiose) e Ana Euler (diretora da Embrapa).

O Summit-2026 é promovido pelo Sebrae-AC, com palestras e oficinas em diversos espaços do campus-sede. O evento começou na quinta-feira, 17, e prossegue até sábado, 19.

(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)



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Do Luto à Luta’ em 22/10 — Universidade Federal do Acre

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Doc Autismo-Do Luto à Luta (2).jpg

O programa “Mãepeutas: Vozes Plurais, vinculado à Pró-Reitoria de Extensão e Cultura, da Ufac, lança, em 22 de outubro, às 18h, na Biblioteca Pública Estadual, o documentário “Autismo: Do Luto à Luta”, dirigido por Felipe Almeida.

O filme foi feito a partir da coleta de depoimentos de histórias reais de luta, dor e superação. Pretende dar voz a mães atípicas do contexto acreano e mostrar seus desafios em meio à luta que é cuidar e educar uma criança com transtorno do espectro autista.



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