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2025 terá Bienal de São Paulo e outras do sul global – 06/01/2025 – Plástico

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Silas Martí

Um poema de Conceição Evaristo, “Da Calma e do Silêncio”, é o norte da Bienal de São Paulo deste ano, que começa bem longe da calma e do silêncio, às vésperas da posse de Donald Trump de volta ao comando da Casa Branca e ataques terroristas a mil nos Estados Unidos, a carnificina ainda em curso na Faixa de Gaza e na Ucrânia e a reconstrução mais do que ruidosa da Síria. Mas a arte, mesmo que sempre entrelaçada ao noticiário, tem lá as suas liberdades.

Seguindo a cartilha, a mostra paulistana, que coroa o calendário deste ano, não deu muitas pistas para onde vai além do verso “quando meus pés abrandarem na marcha, por favor, não me forcem”, dos mais belos do poema de Evaristo, entre os outros que pregam o recuo contra o avanço, a paz contra a agitação —menos turbulência, afinal.

Bonaventure Soh Bejeng Ndikung, o camaronês no comando desta edição, já disse que não quer fazer da mostra um manifesto identitário, ou seja, uma exposição em que a presença de artistas de grupos marginalizados seja vendida como espécie de commodity para sublinhar trabalhos sem densidade. Será lindo ver a Bienal de São Paulo dar um passo nessa direção, em que artistas sejam vistos mais pela obra do que pelo discurso, algo difícil num mercado de arte regido por tendências não muito distantes da indústria fashion.

Em todo caso, Ndikung é o abre-alas de uma série histórica das mostras de arte mais importantes do mundo. Depois dele, um homem negro, duas mulheres negras estarão à frente da Bienal de Veneza, na Itália, e da Documenta, em Kassel, na Alemanha. A também camaronesa Koyo Kouoh vai liderar a mostra italiana no ano que vem, e a americana Naomi Beckwith, do Guggenheim, em Nova York, já foi escalada para juntar os caquinhos da mostra alemã marcada para 2027, na ressaca da catastrófica última edição do evento, atropelada por escândalos de antissemitismo e responsável pela demissão de toda a sua alta cúpula.

SUL GLOBAL Este ano que começa agora também terá em fevereiro mais uma edição da Bienal de Charjah, a mais importante mostra de arte do Oriente Médio, neste ano com a presença da brasileira Luana Vitra, em plena ascensão. Em setembro, mesmo mês de abertura da mostra paulistana, a Bienal de Istambul volta para mais uma edição depois de um hiato prolongado por crises de gestão —o tema, talvez não por acaso, será o papel da arte em época de traumas.

MUSEUS EM EXPANSÃO Além do Masp, que abre seu anexo ao público em março, obra da firma Metro na avenida Paulista, este ano será marcado pela inauguração de uma onda de museus de peso no mundo.

Mais vistoso e mais controverso deles, o Guggenheim de Abu Dhabi deve enfim abrir as portas. Desenhado pelo canadense Frank Gehry e em construção há mais de uma década, acumulando uma série de escândalos de violações de direitos humanos em seus canteiros de obras, este será o maior Guggenheim do mundo em termos de área expositiva, acima daqueles de Nova York, Veneza e Bilbao, na Espanha.

Também será a hora e vez do anexo do New Museum, em Nova York. Sua sede no sul de Manhattan, obra da firma japonesa Sanaa, vencedora do Pritzker, vai dobrar de tamanho com um prédio vizinho desenhado pelo holandês Rem Koolhaas, também laureado com o prêmio máximo da arquitetura, que faz uma extensão da linguagem de total transparência do prédio original.

Os meses a seguir verão ainda expansões do Studio Museum, em Nova York, da Fondation Cartier, em Paris, e do Victoria & Albert, em Londres, esta da mesma firma Diller Scofidio + Renfro, por trás do Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro, estrutura em obras que se arrastam há uma década e meia e já chegou até a enferrujar.


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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.

O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.

A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.

O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.

 



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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre

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A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.

Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.

A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.

“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).

A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.

“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”

A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.

Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.

 



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Ufac e TCE-AC apresentam pesquisa de vitimização em Rio Branco — Universidade Federal do Acre

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Ufac e TCE-AC apresentam pesquisa de vitimização em Rio Branco — Universidade Federal do Acre

 

A Ufac e o Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC) realizaram o Seminário de Apresentação da Pesquisa de Vitimização na Cidade de Rio Branco. O evento, que ocorreu nesta terça-feira, 16, no Plenário do TCE-AC, consistiu em exposições e debate no sentido de contribuir para um diagnóstico da segurança pública e para o aprimoramento das políticas voltadas à população.

A pesquisa foi apoiada por emenda parlamentar do senador Sérgio Petecão (PSD-AC), destinada em 2025 à Ufac. “Quero agradecer a disponibilidade do senador em ajudar a universidade sempre com emendas necessárias para o desenvolvimento da educação e da pesquisa, com retorno garantido para a sociedade acreana”, disse a reitora Guida Aquino.

O seminário teve como público-alvo a comunidade acadêmica, servidores do TCE-AC e do Ministério Público de Contas do Acre, servidores públicos em geral, gestores da área de segurança pública, justiça criminal e direitos humanos e sociedade civil. A pesquisa buscou compreender como a população percebe a segurança, quais situações de violência e criminalidade afetam os cidadãos e como os serviços de segurança pública são avaliados pelas pessoas.

O trabalho provém do grupo de pesquisa Sujeitos, Ações e Percepções: Estudos em Violência e Conflitualidade, coordenado pelo professor da Ufac, Ermício Sena. Ele informou que os produtos da pesquisa foram banco de dados, mapas descritivos de Rio Branco, relatórios de campo, geral e sintético/executivo.

Em seu discurso, Sena agradeceu aos envolvidos na realização da pesquisa e a Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre, que foi a intermediária para contratação do Instituto de Opinião Pública para execução da pesquisa.

 



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