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AMAZÔNIA

85% do desmatamento em Mato Grosso é ilegal; Acre teve o terceiro maior aumento no desmatamento, aponta estudo

Editorial do Acre.com.br - Da Amazônia para o Mundo!

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Cálculo, feito desde 2016, contradiz declarações de futuro ministro do Meio Ambiente, segundo o qual esse tipo de análise é inviável.

O Mato Grosso registrou neste ano a maior área desmatada desde 2008 e quase ultrapassa o teto que condiciona doações milionárias do Reino Unido e da Alemanha, aponta estudo do ICV (Instituto Centro de Vida), com base nos dados do projeto Prodes, do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).

Ao todo, foram desmatados 1.749 km2 do bioma amazônico (12% a mais do que em 2017), área pouco maior do que a cidade de São Paulo. O estudo adota a periodização do Inpe, compreendida entre agosto e julho do ano seguinte. 

O relatório calculou que 85% desse desmatamento foi ilegal, com destaque para grandes propriedades rurais. O ICV estima esse percentual desde 2016, por meio do cruzamento das imagens satelitais do Inpe com informações fornecidas pelo governo de MT sobre áreas com desmate autorizado e com o CAR (Cadastro Ambiental Rural).

A identificação de desmate ilegal com base no Prodes, feita também pelo Ibama, contradiz diversas declarações recentes do futuro ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, de que esse tipo de análise não é tecnicamente possível. “Você não sabe se esse desmatamento que houve está dentro do limite legal ou fora”, disse àFolha, neste domingo (9).

“Pelo capital de monitoramento que o Brasil tem, essa qualificação está facilmente ao alcance, senão já pronta”, diz Renato Farias, diretor-executivo do ICV. “A transparência da informação ajuda a separar o joio do trigo e contribui com empresas nacionais e internacionais comprometidas em excluir o desmatamento ilegal de sua cadeia de fornecimento.” 

“O Prodes mapeia desmatamentos maiores que 6,25 hectares. Essa escala permite uma localização precisa de posicionamento desses desmates, ilegais ou não”, afirma Cláudio Almeida, coordenador do programa de monitoramento da Amazônia do Inpe.

“As informações geradas já têm sido usadas há alguns anos por empresas esmagadoras de soja e frigoríficos para evitar negócios com fazendas embargadas por desmatamento ilegal”, completou.

O desempenho ruim marca o fim melancólico da gestão ambiental do governo Pedro Taques (PSDB), que não conseguiu se reeleger. Em 2015, durante a assinatura do Acordo de Paris, o tucano havia se comprometido a zerar o desmatamento ilegal em cinco anos. 

Com relação ao desmate total, Mato Grosso representou 22,1% do total da Amazônia Legal (Amapá não teve os dados computados), atrás apenas do Pará (35,9%).

Em termos percentuais, o estado teve o quarto maior aumento (12%), atrás de Acre (82,9%), Roraima (33,3%) e Pará (16,7%). Ao todo, o desmatamento na Amazônia Legal teve um incremento de 13,7% em relação a 2017.

De acordo com o ICV, 83% do desmatamento ocorreu imóveis rurais privados. Em um distante segundo lugar, aparecem os assentamentos de reforma agrária, com 12%.

Em terceiro, estão as terras indígenas, com 5% do total. A maior parte se concentra na Terra Indígena Zoró, no noroeste do estado.

O município mais desmatado é Colniza, no norte do estado, com 237 km2. A região é marcada por violentos conflitos fundiários, como o massacre de nove posseiros e trabalhadores rurais, em abril do ano passado.

Entre as ações recomendadas pelo ICV para combater o crime estão a publicação de uma lista de proprietários rurais responsáveis pelo desmatamento ilegal, melhorar a transparência da base de dados estadual, aprimorar a fiscalização presencial e remota e fortalecer ações entre governo estadual, sociedade civil e setor privado para eliminar o desmate ilegal na cadeia de commodities.

O aumento da área devastada quase comprometeu o programa REM (Redd para os Pioneiros, na sigla em inglês). Assinado no ano passado, o acordo beneficia indígenas, pequenos produtores rurais e fortalecimento institucional e é financiado por doações da Alemanha e do Reino Unido. 

O montante total da ajuda é de €44 milhões (R$ 194,5 milhões) ao longo de quatro anos, até 2021. Para continuar recebendo os repasses, porém, o desmatamento anual não pode ultrapassar a linha de 1.788 km2. Ou seja, faltaram apenas 39 km2 para que o limite fosse desrespeitado. 

Em resposta por escrito, a Sema atribuiu o aumento do desmatamento se deve à “variação cambial, a posicionamentos políticos diversos e problemas sociais ligados à regularização ambiental dos assentamentos e a especulações fundiárias”.

“Com a valorização da moeda americana, o preço das commodities agrícolas sobe, aumentando a pressão nas fronteiras agrícolas, já que com maior ocupação agrícola do solo muitos empreendedores buscam abrir novas áreas.”

A Sema diz que o governo Taques combateu o desmatamento por meio do monitoramento constante, sensibilização dos proprietários rurais e medidas punitivas. 

Segundo números oficiais, de janeiro a novembro, foram embargados mais de 82 mil hectares, resultando em quase R$ 280 milhões por desmate. Houve também incremento de mais de 132% nas autuações por desmate ilegal nesse período em comparação com o ano anterior.

O governo mato-grossense diz que, além da fiscalização, tem realizado a regularização ambiental dos assentamentos rurais. “Em relação à regularização fundiária, o governo de Mato Grosso obteve junto ao Fundo Amazônia/BNDES mais de R$ 72 milhões para investimento no programa Terra a Limpo, que irá modernizar a gestão fundiária no estado e contribuir para a regularização fundiária de glebas públicas e assentamentos.”

Com relação ao convênio com os países europeus, a Sema afirma que, apesar de área desmatada ter chegado próxima ao limite, “a taxa está controlada e dentro do patamar de segurança institucional”. Explicou também que o primeiro desembolso a Mato Grosso será neste sábado (15). Fabiano Maisonnave. Folha SP.

 

AMAZÔNIA

Projeto ‘Amazônia Protege’ visa combater desmatamento ilegal

Agência de Notícias do MPAC, via Acrenoticias.com

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Idealizado pelo Ministério Público Federal (MPF), o projeto ‘Amazônia Protege’ pretende combater o desmatamento ilegal na Floresta Amazônica brasileira e conta com a parceria do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e da Universidade Federal de Lavras (UFLA).

Pensando nisso, uma campanha publicitária foi desenvolvida para divulgar o funcionamento, os objetivos e as vantagens dessa iniciativa. Em destaque nas peças a nova metodologia de trabalho do MPF, que utiliza imagens de satélite para combater o desmatamento ilegal da Região Amazônica.

O objetivo é conscientizar as pessoas acerca do problema e sensibilizar supermercados e frigoríficos para que deixem de adquirir produtos de áreas desmatadas e, assim, parem de alimentar cadeias produtivas predatórias.

Para conhecer melhor o projeto estão disponíveis peças de campanha publicitária sobre a iniciativa no

endereço http://www.amazoniaprotege.mpf.mp.br/campanha.

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ACRE

Sobrevivente de naufrágio no Rio Tarauacá narra como escapou da morte; veja vídeo

Editorial do Acre.com.br - Da Amazônia para o Mundo!

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No vídeo de 4 minutos, o agricultor narra como sobreviveu, no dia 13 de janeiro de 2019, quando cruzou, em sentido contrário, por outro barco com destino ao município de Jordão.

O sobrevivente narra que perdeu todos seus bens, porém, ninguém morreu. O fato ocorreu nas proximidades da localidade chamada ‘Terra Firme’, no município de Tarauacá, interior do Acre.

O vídeo tem causado controvérsias. Uma testemunha narrou que “O barco Raimundo Ferreira já estava a uns 800 metros ou mais de distância da volta do Terra firme quando infelizmente ocorreu esse fato… Agente nem se quer vimos o ocorrido pq já estávamos muito longe do local…O rio tava enchendo muito e fato que estava correndo bastante e a volta estava muito perigosa…com altas ondas de água. Além da canoa q vinha baixando vim muito carregada de madeira,sendo tbm q nossa outra equipe prestou socorro às pessoas…Nosso barco só veio saber do ocorrido muito depois”, afirmou a passageira Cintia Araújo.

(…) A ‘canca de água’ era tão alta que passou por cima da minha cabeça. Na primeira ‘canca d’água’ nós já descemos (afundamos); eu vi que ia morrer e soltei minhas coisas; vi que ia morrer; um rapaz que vinha descendo em outra canoa, me ajudou (…); eu já estava quase morto dentro do remanso; os outros dois sobreviveram, mas saíram quase mortos“, relata o sobrevivente.

Veja o vídeo:

 

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ACRE

Em Brasília, Prefeita Marilete Vitorino articula projetos e liberação de emendas para Tarauacá

Assecom - Prefeitura de Tarauacá, via Acrenoticias.com - Da Amazônia para o Mundo!

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PREFEITA MARILETE VITORINO VAI A BRASÍLIA EM BUSCA DE RECURSOS PARA O MUNICÍPIO.

Durante toda semana, a prefeita de Tarauacá, Marilete Vitorino, cumpre extensa agenda em Brasília, onde realiza visitas aos Ministérios e se reúne com Deputados Federais e Senadores em busca de recursos para investimentos nas áreas de saúde, infra-estrutura urbana, e esporte.

Na reunião com os senadores do Acre, Sérgio Petecão, Márcio Bittar e Mailza Gomes, a prefeita requisitou recursos dos parlamentares pra reconstruir Tarauacá, principalmente na infra-estrutura urbana.

Com a senadora Mailza Gomes, que está iniciando seu mandato, Marilete Vitorino se colocou à disposição e pediu auxílio na liberação das emendas para Tarauacá de 2017 e 2018, que ainda não foram liberadas. A parlamentar se dispôs ajudar o município.

Para Marilete essas agendas com os parlamentares são de fundamental importância para garantir recursos.

“Estamos buscando recursos para as obras e projetos que são importantes para fazer com que a cidade volte a se desenvolver em todas as áreas”, explicou a prefeita Marilete Vitorino.

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