ACRE
A base da Antártica da África do Sul atingida pelas reivindicações de assalto: o que aconteceu? | Notícias de ciências e tecnologia
PUBLICADO
2 anos atrásem
As autoridades sul -africanas colocaram um membro da tripulação de uma equipe de pesquisa remota na base iv da Antártica Nacional da África do Sul (SANAE) IV na Antártica sob avaliação psicológica após surgiram relatos de seu comportamento violento, incluindo agressão física e assédio sexual de seus companheiros de equipe.
Os relatórios de agressão foram relatados pela primeira vez no fim de semana passado pelo jornal The Sunday Times da África do Sul, que alegou ter visto um e -mail de angústia enviado por um membro da tripulação a funcionários do governo. Essa pessoa pediu resgate e disse que o membro violento da equipe havia feito ameaças de morte.
As autoridades disseram que os conselheiros psicológicos desde então “constantemente” intervieram remotamente e que o membro da tripulação acusado está sendo “cooperativo”.
Aqui está o que sabemos sobre o incidente e o trabalho de pesquisa que está sendo realizado na Base Sanae IV.
O que aconteceu?
No fim de semana, o Sunday Times informou que um “filme de terror da vida real” estava sendo exibido na base isolada da Antártica que abriga uma equipe de nove homens.
O jornal informou que havia visto um e -mail enviado de um membro da equipe para o Ministério do Meio Ambiente da África do Sul, que supervisiona as missões de pesquisa. No e -mail, o membro da equipe alegou que outro membro da tripulação, cujo nome não foi divulgado pelo Sunday Times, atacou o líder da base e fez uma ameaça de morte.
“Seu comportamento aumentou para um ponto que é profundamente perturbador”, dizia o email, de acordo com o relatório do Sunday Times, com o queixoso pedindo “ação imediata” das autoridades.
“Fico profundamente preocupado com minha própria segurança, constantemente me perguntando se eu poderia me tornar a próxima vítima”.
De acordo com a BBC, que citou fontes oficiais, “uma disputa sobre uma tarefa que o líder da equipe queria que a equipe realizasse-uma tarefa dependente do clima que exigia uma mudança de cronograma”, desencadeou a disputa.

Onde está a base e o que a equipe está fazendo lá?
A base de Sanae IV fica a cerca de 4.000 km (a 2.500 milhas) da África do Sul, 80 km (50 milhas) “interior” da borda da região da terra da rainha leste do continente. Uma estrutura laranja brilhante e três módulos, está empoleirada em um afloramento rochoso na borda da cordilheira de Ahlmann de montanhas e cercada por uma camada de gelo glacial. Os pesquisadores sul -africanos têm coletado dados climáticos científicos para monitoramento climático, estudos atmosféricos e pesquisas geológicas lá desde 1960.
De acordo com informações do Programa Antártico Nacional da África do Sul (SANAP), a equipe atual foi destacada em 1º de fevereiro e está sendo liderada pelo técnico Mbulaheni Kelcey Maewashe. Outros membros da tripulação incluem um médico, cientistas e vários engenheiros.
Equipes de pesquisa como essas geralmente precisam trabalhar juntas de perto e contra um cenário de clima hostil-incluindo dias sombrios de 24 horas no inverno-por vários meses antes que possam sair. A Antártica está agora entrando no inverno.
Muitas vezes, há pouco ou nenhum contato com o mundo exterior. Espera -se que essa equipe permaneça por 13 meses, e um navio de suprimento está planejado para alcançá -los em dezembro – no próximo verão na Antártica – de acordo com o site do programa.
Como o governo sul -africano respondeu?
Em comunicado divulgado na segunda -feira, as autoridades sul -africanas confirmaram que receberam uma mensagem de angústia em 27 de fevereiro. Essa mensagem relatou um suposto ataque ao líder da base – assumido como Maewashe, mas não confirmado pelos funcionários.
A declaração acrescentou que o departamento de meio ambiente “ativou imediatamente o plano de resposta para mediar e restaurar as relações na base” e que o incidente e as alegações de assédio sexual estavam sendo investigados.
Autoridades disseram que o pessoal do governo do Ministério do Meio Ambiente e dos Conselheiros intervieram remotamente. As autoridades disseram que estavam apoiando, mas também que seriam “firmes ao lidar com questões de disciplina”. Nenhum membro da equipe foi nomeado.
“O suposto autor participou de bom grado de avaliação psicológica adicional, mostrou remorso e é de bom grado cooperativa”, afirmou o ministério. O membro da equipe acusado também escreveu um pedido formal de desculpas à vítima do suposto ataque, dizia o comunicado.
Autoridades disseram que a equipe não seria evacuada.
Todos os membros da tripulação foram submetidos à avaliação psicológica antes de sua implantação, disseram as autoridades, para testar sua aptidão pelo extremo isolamento e clima que eles enfrentariam, e todos foram declarados em forma.
“Não é incomum que uma vez que os indivíduos cheguem às áreas extremamente remotas onde as bases científicas estão localizadas, é necessário um ajuste inicial ao meio ambiente”, afirmou o Ministério do Meio Ambiente.

Quais outros países têm bases na Antártica?
Existem cerca de 70 estações de pesquisa permanentes no continente gelado – bem como nas ilhas próximas a ele – operadas por vários países. Enquanto algumas bases estão ativas durante todo o ano, outras instalações operam apenas durante os meses de verão da Antártica de outubro a março, quando as espécies animais estão ativas.
Alguns deles, além da Sanae IV da África do Sul, incluem:
- Estados Unidos: Estação do Pólo Sul de Amundsen-Scott e McMurdo
- China: Estação Kunlun e Great Wall Station
- Rússia: Vostok, Bellingshausen, Progress e Mirny Stations
- Polônia: Estação Arctowski
- Índia: Estação Bharati
- Brasil: Comandante Ferraz Station
- Coréia do Sul: Estações de Jang Bogo e King Sejong
- Ucrânia: Estação Akademik Vernadsky
- Chile: Gonzales viu a base de pesquisa
- Argentina: Base Antártica Brown Almirante

Um regulamento do conjunto de tratados da Antártica de 1959 para os signatários e garantiu que pesquisadores e países trabalhem juntos para manter o ecossistema intocado do continente. As estações são compensadas com cerca de 1.200 pessoas nos meses de inverno e cerca de 4.000 pessoas no verão.
Houve outros incidentes violentos em bases na Antártica?
Tais incidentes, embora raros, foram registrados em tais expedições no passado.
- Em outubro de 2018, surgiram relatos de uma facada no refeitório da estação de pesquisa de Bellingshausen, operada pela Rússia. O agressor, Sergey Savitsky, um engenheiro elétrico de 54 anos, foi removido e colocado sob “prisão domiciliar” na Rússia. Observou -se que ele estava passando por um “colapso emocional”. A vítima, o soldador de 52 anos, Oleg Beloguzov, que foi ferido e evacuado para o Chile para tratamento, retirou posteriormente as acusações devido ao remorso de Savitsky.
- A estação Marion Island, na África do Sul, que fica perto da Antártica e não nela, relatou um incidente violento em 2017 depois que um membro da equipe esmagou um quarto de colega com um machado sobre problemas de relacionamento.
- Equipes da Austrália e dos EUA revelaram alegações de assédio sexual contra membros da tripulação em relatórios separados, encomendados pelos programas da Antártica dos respectivos países em 2022. Os membros se queixaram de pedidos indesejados de sexo e exibições de material pornográfico, entre outras questões.
Relacionado
VOCÊ PODE GOSTAR
ACRE
Ufac e SEE discutem disponibilização de produtos educacionais para professores da rede estadual — Universidade Federal do Acre
PUBLICADO
5 horas atrásem
15 de outubro de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac), por meio do Mestrado Profissional em Ensino de Ciências e Matemática (MPECIM), reuniu-se com representantes da Secretaria de Estado de Educação do Acre (SEE) na manhã desta terça-feira, 13, para discutir possibilidades de parceria para disponibilizar produtos educacionais desenvolvidos no programa de pós-graduação aos professores da rede estadual de ensino. O encontro ocorreu na sede da secretaria.
A proposta busca ampliar o acesso dos professores aos materiais produzidos no âmbito do MPECIM, contribuindo para o fortalecimento das práticas pedagógicas e da formação continuada dos docentes.
Participaram da reunião o coordenador do MPECIM, Pierre André Garcia Pires; a secretária adjunta de Ensino, Gleicicleia Gonçalves de Souza; e a assessora técnico-pedagógica da Diretoria de Ensino, Fabiany Soares Mamed.
O encontro permitiu discutir possibilidades de cooperação entre as instituições para viabilizar o acesso dos professores da rede estadual aos produtos educacionais desenvolvidos pela universidade
Relacionado
ACRE
Ufac inaugura núcleo de apoio administrativo às coordenações de curso — Universidade Federal do Acre
PUBLICADO
1 dia atrásem
14 de outubro de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) inaugurou, na manhã desta terça-feira, 13, o Núcleo Integrado de Apoio às Coordenações (NIAC), instalado na Pró-Reitoria de Graduação (Prograd). A iniciativa tem como objetivo oferecer suporte administrativo aos cursos de graduação, neste momento com atendimento prioritário a oito coordenações que estão sem servidores técnico-administrativos. A proposta prevê também o desenvolvimento de outras ações de apoio às coordenações no âmbito do núcleo. A solenidade contou com a participação do reitor Josimar Ferreira, da vice-reitora Almecina Balbino, da pró-reitora de Graduação, Danila Torres, e da pró-reitora de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas substituta, Juliana Queirós.
O reitor destacou a importância da iniciativa para o funcionamento dos cursos e reconheceu a colaboração dos servidores envolvidos. “Quero parabenizar toda a equipe da Prograd, reconhecer o voluntariado dos nossos secretários de curso e o apoio das coordenações”, afirmou Josimar. Segundo ele, o serviço dará suporte especialmente às coordenações que estão sem secretários, mas também poderá atender aos demais coordenadores de curso.
A criação do NIAC é uma iniciativa da Prograd e da Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Prodgep), que contou também com a participação inicial do Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca). O espaço foi organizado nas instalações da Prograd para facilitar o acompanhamento das atividades e o apoio aos servidores.
Segundo a pró-reitora Danila Torres, a proposta surgiu da necessidade de atender coordenações que enfrentam dificuldades na execução das atividades administrativas. Algumas delas estão há mais de oito meses sem servidores técnicos, deixando os coordenadores responsáveis também pelas rotinas administrativas. “A gente vai tentar apoiar as coordenações naquilo que elas precisam”, explicou.
O núcleo funciona por meio de uma escala de revezamento de servidores técnico-administrativos de outras coordenações. Atualmente, sete profissionais participam voluntariamente da iniciativa, com autorização das chefias imediatas, dedicando dois dias por semana ao atendimento compartilhado, sem deixar suas atividades nas unidades de origem.
A meta é ampliar a equipe para dez servidores, permitindo a presença de dois profissionais no turno da manhã e dois à tarde. “O serviço deles é padrão, é comum, então não tem um técnico para uma coordenação. Todos trabalham em todas essas oito coordenações”, explicou Danila.
Entre as primeiras demandas do NIAC está o lançamento das ofertas de disciplinas do semestre letivo 2026.2 no sistema acadêmico, considerando o início das solicitações de matrícula pelos estudantes nesta quinta-feira, 15. A medida busca assegurar o andamento dos procedimentos acadêmicos nas coordenações que não dispõem de técnicos para executar essas atividades.
Além do atendimento inicial às oito coordenações, a proposta é ampliar gradualmente a atuação do núcleo para oferecer suporte às demais unidades acadêmicas, incluindo o auxílio a novos coordenadores nas rotinas administrativas dos cursos e o desenvolvimento de outras ações de apoio às coordenações.
Relacionado
ACRE
Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
PUBLICADO
6 dias atrásem
9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
Relacionado
PESQUISE AQUI
MAIS LIDAS
ACRE6 dias agoAlunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
ACRE1 dia agoUfac inaugura núcleo de apoio administrativo às coordenações de curso — Universidade Federal do Acre
ACRE5 horas agoUfac e SEE discutem disponibilização de produtos educacionais para professores da rede estadual — Universidade Federal do Acre
Warning: Undefined variable $user_ID in /home/u824415267/domains/acre.com.br/public_html/wp-content/themes/zox-news/comments.php on line 48
You must be logged in to post a comment Login