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A captura dos norte-coreanos pela Ucrânia oferece uma visão rara da aliança russa, diz Zelenskyy | Ucrânia
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2 anos atrásem
Luke Harding in Pavlohrad, Kate Connolly in Berlin and Mark Gerts
A captura pela Ucrânia de dois soldados norte-coreanos no campo de batalha proporcionou um raro vislumbre do seu papel e da participação de Pyongyang na invasão russa, disse o Presidente Volodymyr Zelenskyy disse.
Os dois soldados foram feitos prisioneiros no oblast de Kursk, palco de intensos combates desde que a Ucrânia lançou um ataque transfronteiriço há cinco meses. O vídeo mostrou soldados das forças especiais carregando um dos norte-coreanos feridos por uma floresta nevada.
Zelenskyy disse Ucrânia daria aos jornalistas acesso à dupla, para que o mundo “pudesse saber a verdade sobre o que está acontecendo”.
Os prisioneiros foram transportados para Kiev e receberam “tratamento médico” adequado para os ferimentos, disse Zelenskyy. Ele elogiou os pára-quedistas e o grupo tático que os recuperou, dizendo: “Esta não foi uma tarefa fácil”.
As forças russas e militares norte-coreanos já tinham executado os seus feridos, a fim de “apagar” qualquer vestígio do envolvimento de Pyongyang na guerra da Rússia contra a Ucrânia, afirmou.
A agência de inteligência ucraniana SBU está questionando os soldados, que receberam nomes russos e documentos militares falsos. A dupla não fala línguas estrangeiras. O serviço de inteligência NIS da Coreia do Sul tem ajudado, disse a SBU.
Os soldados são os primeiros norte-coreanos cativos a sobreviver. Representam uma oportunidade de relações públicas para Kiev, durante um momento precário para a Ucrânia, com o regresso de Donald Trump à Casa Branca.
Zelenskyy faz questão de sublinhar que a Ucrânia está a combater uma coligação sem precedentes de estados autocráticos malignos. Uma delas é a Coreia do Norte, que forneceu a Moscovo mísseis balísticos de curto alcance, granadas de artilharia e – desde Novembro passado – cerca de 10.000 soldados de elite.
A Rússia também aprofundou a sua cooperação com o Irão. Teerã fornece drones kamikaze usados em ataques noturnos contra vilas e cidades ucranianas. A China não contribui directamente com ajuda militar, mas é um aliado diplomático fundamental e fornece componentes microelectrónicos amplamente utilizados nos sistemas de armas russos.
No sábado, a SBU divulgou vídeos e fotografias mostrando os dois norte-coreanos em beliches do hospital, um com as mãos enfaixadas e o outro com a mandíbula enfaixada. Não houve reação imediata do Kremlin. O ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Andriy Sybiga, escreveu nas redes sociais: “Precisamos de pressão máxima contra os regimes de Moscovo e Pyongyang”.
Os soldados teriam dito à SBU que eram combatentes experientes. Um deles disse que foi enviado à Rússia para treinar, não para lutar. Um deles não tinha documentos de identidade, enquanto o outro possuía uma carteira de identidade militar russa que teria sido “emitida em nome de outra pessoa”, um jovem de 26 anos da região russa de Tuva, que faz fronteira com a Mongólia.
Segundo a SBU, ele era um fuzileiro nascido em 2005 e estava no exército norte-coreano desde 2021. O outro escreveu suas respostas devido ao maxilar machucado, informando que nasceu em 1999, ingressou no exército em 2016 e era um atirador de elite.
A agência de inteligência da Coreia do Sul, NIS, confirmou o relato da Ucrânia, acrescentando que um dos soldados disse que as forças norte-coreanas sofreram “perdas significativas durante a batalha”. Um dos homens disse que ficou sem comida ou água por até cinco dias antes de ser capturado.
A Rússia, entretanto, informou que os seus militares avançaram até 3 km da cidade estrategicamente importante de Pokrovsk, na província oriental de Donetsk, e tomaram uma aldeia a sul da cidade. O Estado-Maior da Ucrânia disse que as suas forças repeliram 46 dos 56 ataques a cerca de uma dúzia de cidades no sector de Pokrovsk.
após a promoção do boletim informativo
No sábado, a agência de notícias russa RIA noticiou pela primeira vez na cidade ucraniana de Kurakhove, um centro logístico ao sul de Pokrovsk. Os militares russos disseram na semana passada que haviam capturado a cidade, palco de intensos combates. Unidades de combate ucranianas retiraram-se recentemente do seu último reduto em Kurakhova, uma central térmica.
Os militares ucranianos obtiveram ganhos na região fronteiriça de Kursk, de acordo com relatórios do Instituto para o Estudo da Guerra (ISW), que afirmou que vídeos geolocalizados mostraram que soldados ucranianos avançaram para o norte da aldeia de Pogrebki.
No domingo, a chanceler da Alemanha disse que “não eram más notícias” que Trump esperasse marcar um encontro com o presidente russo, Vladímir Putinnum esforço, segundo o novo presidente dos EUA, para “acabar com essa guerra”. No entanto, Olaf Scholz sublinhou que a soberania da Ucrânia não deve ser posta em causa. Kiev rejeitou qualquer acordo que o obrigue a ceder território à Rússia.
Referindo-se à sua própria conversa telefónica com Putin no mês passado, pela qual recebeu muitas críticas, Scholz disse à emissora ARD: “Chegará o ponto em que será necessário ter conversas reais”. Alemanhao segundo maior contribuinte para o esforço de guerra da Ucrânia depois dos EUA, continuaria a apoiar a Ucrânia, disse ele, “mas ao mesmo tempo a matança tem de parar em algum momento”.
Disse que era necessário “encontrar uma saída para esta guerra, sem uma paz ditada na qual os ucranianos não tenham voz”.
Na manhã de domingo, um petroleiro russo que ficou à deriva no Mar Báltico, a norte da ilha alemã de Rügen, depois de sofrer um apagão devido a uma falha no fornecimento de electricidade, foi manobrado em segurança para o porto de Sassnitz por rebocadores.
Acredita-se que o navio-tanque Eventim, contendo cerca de 99 mil toneladas de petróleo, faça parte de uma extensa operação de Moscou para tentar contornar as sanções, para as quais são frequentemente utilizados navios dilapidados e impróprios para navegar. O navio de 274 metros de comprimento e 24 tripulantes foi efetivamente apreendido pelas autoridades até que seja tomada uma decisão sobre como lidar com ele.
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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2 semanas atrásem
2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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