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A carta na manga de Hugo Motta para postergar o PL…

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A carta na manga de Hugo Motta para postergar o PL...

Marcela Rahal

Após a decisão do STF de tornar o ex-presidente Bolsonaro réu no processo da trama golpista, parlamentares do PL têm pressionado o Congresso a aprovar o Projeto de Lei da Anistia que prevê o perdão aos condenados pelo 8 de janeiro, e que poderia beneficiar o capitão reformado. Nesta semana, o partido começou a trancar a pauta na Câmara para forçar o presidente da Casa, Hugo Motta, a levar a matéria para votação.

Aliados do parlamentar, que está no Japão, dizem que ele não tem interesse em fazer esse movimento neste momento, até para evitar desgastes com o Supremo.

Por enquanto, a ideia é tentar postergar a pauta, levar para a reunião de líderes e, se precisar, instalar primeiro uma comissão para analisar o projeto, o que retardaria o processo. Não votar a matéria direto no plenário da Câmara. Enquanto isso, o presidente quer discutir alternativas que sejam mais viáveis para a questão dos condenados pelos atos golpistas.

Outro projeto que ganhou força com o recebimento da denúncia da PGR pela Suprema Corte foi a PEC do foro privilegiado, que já foi aprovada no Senado e precisaria ser apreciada na Câmara. A proposta também ajudaria Bolsonaro, que passaria a ser julgado na primeira instância.



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Frase do dia: Ciro Gomes

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Frase do dia: Ciro Gomes

Matheus Leitão

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“Estou muito envergonhado! Isto é uma indignidade inexplicável!” (Ciro Gomes, ex-ministro da Fazenda, usando as redes sociais para reclamar da troca de Carlos Lupi por Wolney Queiroz, seu desafeto no PDT, no comando do Ministério da Previdência Social) 


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Charge do JCaesar: 05 de maio

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Felipe Barbosa

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A articulação para mudar quem define o teto de jur…

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A articulação para mudar quem define o teto de jur...

Nicholas Shores

O Ministério da Fazenda e os principais bancos do país trabalham em uma articulação para transferir a definição do teto de juros das linhas de consignado para o Conselho Monetário Nacional (CMN). 

A ideia é que o poder de decisão sobre o custo desse tipo de crédito fique com um órgão vocacionado para a análise da conjuntura econômica. 

Compõem o CMN os titulares dos ministérios da Fazenda e do Planejamento e Orçamento e da presidência do Banco Central – que, atualmente, são Fernando Haddad, Simone Tebet e Gabriel Galípolo.

A oportunidade enxergada pelos defensores da mudança é a MP 1.292 de 2025, do chamado consignado CLT. O Congresso deve instalar a comissão mista que vai analisar a proposta na próxima quarta-feira. 

Uma possibilidade seria aprovar uma emenda ao texto para transferir a função ao CMN.

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Hoje, o poder de definir o teto de juros das diferentes linhas de empréstimo consignado está espalhado por alguns ministérios. 

Cabe ao Conselho Nacional da Previdência Social (CNPS), presidido pelo ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, fixar o juro máximo cobrado no consignado para pensionistas e aposentados do INSS.

A ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, é quem decide o teto para os empréstimos consignados contraídos por servidores públicos federais.

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Na modalidade do consignado para beneficiários do BPC-Loas, a decisão cabe ao ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Wellington Dias.

Já no consignado de adiantamento do saque-aniversário do FGTS, é o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, que tem a palavra final sobre o juro máximo.

Atualmente, o teto de juros no consignado para aposentados do INSS é de 1,85% ao mês. No consignado de servidores públicos federais, o limite está fixado em 1,80% ao mês.

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Segundo os defensores da transferência da decisão para o CMN, o teto “achatado” de juros faz com que, a partir de uma modelagem de risco de crédito, os bancos priorizem conceder empréstimos nessas linhas para quem ganha mais e tem menos idade – restringindo o acesso a crédito para uma parcela considerável do público-alvo desses consignados.

Ainda de acordo com essa lógica, com os contratos de juros futuros de dois anos beirando os 15% e a regra do Banco Central que proíbe que qualquer empréstimo consignado tenha rentabilidade negativa, a tendência é que o universo de tomadores elegíveis para os quais os bancos estejam dispostos a emprestar fique cada vez menor.



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