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“A China está muito preocupada com as consequências do envolvimento da Coreia do Norte com a Rússia”

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Zhao Tong é diretor de pesquisa do Programa de Política Nuclear do Centro sobre China Contemporânea da Fundação Carnegie. Vive há muito tempo em Pequim e agora vive em Washington, onde realiza pesquisas sobre questões estratégicas de segurança na região Ásia-Pacífico, bem como sobre a política externa e de segurança da China.

O envio de tropas norte-coreanas para a região de Kursk, em apoio às forças russas na guerra na Ucrânia, surpreendeu a China?

Ninguém sabe se a China foi informada antecipadamente desta decisão ou quando o teria sido, mas duvido que tenha sido informada antecipadamente. Os diplomatas chineses até perguntaram aos seus colegas estrangeiros o que sabiam sobre a colaboração Moscovo-Pyongyang. Parece, portanto, que Pequim não foi realmente consultada. E que a Rússia e a Coreia do Norte mantiveram para si toda a extensão da sua cooperação. O nível desta situação apanhou a China de surpresa, especialmente a dimensão do contingente enviado pelos norte-coreanos (10.000 homens, segundo o Pentágono, 23 de outubro) no campo de batalha ucraniano.

Moscovo e Pyongyang não dependem de Pequim?

A Rússia está cada vez mais dependente da China, devido ao seu isolamento económico após a invasão da Ucrânia. Pequim apoia a sua indústria de defesa, obviamente vital para o seu esforço de guerra. Por seu lado, a Coreia do Norte é historicamente extremamente dependente da China. Nos últimos anos, porém, Moscovo tem estado mais ansioso por reforçar os laços económicos com Pyongyang, enquanto Pequim tem mostrado alguma contenção.

A forte dependência económica da Coreia do Norte em relação à China está parcialmente ligada à relutância passada da Rússia em ajudar. Durante muito tempo, estes últimos deram-lhe pouca atenção e contentaram-se em permanecer em segundo plano, atrás da China, no Nordeste Asiático. Mas as suas necessidades ligadas à guerra na Ucrânia mudaram a situação. Em troca do apoio norte-coreano, Moscovo está a aumentar a ajuda económica que fornece a Pyongyang: a Rússia tem capacidades significativas e produz quantidades de alimentos e hidrocarbonetos de que a economia norte-coreana necessita. O domínio chinês sobre a Coreia do Norte está diluído.

“Mapa da Mitologia”, de Qiu Zhijie, na Galleria Continua, em Paris. Tinta da China sobre papel. 245 x 125 cm

Quais são as implicações para Pequim da parceria reforçada entre Moscovo e Pyongyang?

A Coreia do Norte tem estado menos disposta a responder às exigências da China em questões importantes para a segurança chinesa. Pequim não é a favor da aceleração dos programas nuclear e balístico da Coreia do Norte, mas com a ajuda de Moscovo, Pyongyang pode avançar no desenvolvimento dos seus mísseis. O seu progresso preocupa a Coreia do Sul e o Japão, que são assim encorajados a reforçar a sua cooperação com os Estados Unidos. Do ponto de vista chinês, as provocações norte-coreanas podem servir de pretexto para os americanos reforçarem a sua presença estratégica na região. O triângulo Washington-Seul-Tóquio está consolidado.

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Ufac participa de lançamento de projeto na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de lançamento de projeto na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre

A Ufac participou do lançamento do projeto Tecendo Teias na Aprendizagem, realizado na reserva extrativista (Resex) Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira (AC). O evento ocorreu em 28 de março e reuniu representantes do poder público, comunidade acadêmica e moradores da reserva.

Com uma área de aproximadamente 750 mil hectares e cerca de 500 famílias, a Resex é território de preservação ambiental e de produção de saberes tradicionais. O projeto visa fortalecer a educação e promover a troca de conhecimentos entre universidade e comunidade.

O presidente da reserva, Nenzinho, destacou que a iniciativa contribui para valorizar a educação não apenas no ensino formal, mas também na qualidade da aprendizagem construída a partir das vivências no território. Segundo ele, a proposta reforça o papel da universidade na escuta e no reconhecimento dos saberes locais.

O coordenador do projeto, Rodrigo Perea, sintetizou a relação entre universidade e comunidade. “A floresta ensina, a comunidade ensina, os professores aprendem e a Ufac aprende junto.” 

Também estiveram presentes no lançamento os professores da Ufac, Alexsande Franco, Anderson Mesquita e Tânia Mara; o senador Sérgio Petecão (PSD-AC); o prefeito de Sena Madureira, Gerlen Diniz (PP); e o agente do ICMBio, Aécio Santos.
(Fhagner Silva, estagiário Ascom/Ufac)



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Educação Física homenageia Norma Tinoco por pioneirismo na dança — Universidade Federal do Acre

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Educação Física homenageia Norma Tinoco por pioneirismo na dança — Universidade Federal do Acre

 Os professores Jhonatan Gomes Gadelha e Shirley Regina de Almeida Batista, do curso de Educação Física da Ufac, realizaram a mostra de dança NT: Sementes de uma Pioneira, em homenagem à professora aposentada Norma Tinoco, reunindo turmas de bacharelado e licenciatura, escolas de dança e artistas independentes. O evento ocorreu na noite de 25 de março, no Teatro Universitário, campus-sede, visando celebrar a trajetória da homenageada pela inserção e legitimação da dança no curso.

Norma recebeu uma placa comemorativa pelos serviços prestados à universidade. Os alunos do curso, André Albuquerque (bacharelado) e Matheus Cavalcante (licenciatura) fizeram a entrega solene. Segundo os organizadores, os anos de dedicação da professora ao curso e seu pioneirismo jamais serão esquecidos.

“A ideia, que ganhou corpo e emoção ao longo de quatro atos, nasceu do coração de quem viveu de perto a influência da homenageada”, disse Jhonatan Gomes Gadelha, que foi aluno de Norma na graduação. Ele contou que a mostra surgiu de uma entrevista feita com ela por ocasião do trabalho dele de conclusão de curso, em 2015. “As falas, os ensinamentos e as memórias compartilhadas por Norma naquele momento foram resgatadas e transformadas em movimento”, lembrou.

Gadelha explicou que as músicas que embalaram as coreografias autorais foram criadas com o auxílio de inteligência artificial. “Um encontro simbólico entre a tradição plantada pela pioneira e as ferramentas do futuro. O resultado foi uma apresentação carregada de bagagem emocional, autenticidade e reverência à história que se contava no palco.”

Mostra em 4 atos

A professora de Educação Física, Franciely Gomes Gonçalves, também ex-aluna de Norma, foi a mestre de cerimônias e guiou o público por uma narrativa que comparava a trajetória da homenageada ao crescimento de uma árvore: “A Pioneira: A Raiz (ato I), “A Transformadora: O Tronco” (ato II), “O Legado: Os Frutos” (ato III) e “Homenagem Final: O reconhecimento” (ato IV).

O ato I trouxe depoimentos em vídeo e ao vivo, além de coreografias como “Homem com H” (com os 2º períodos de bacharelado e licenciatura) e “K Dance”, que homenageou os anos 1970. O ex-bolsista Kelvin Wesley subiu ao palco para saudar a professora. A escola de dança Adorai também marcou presença com as variações de Letícia e Rayelle Bianca, coreografadas por Caline Teodoro, e o carimbó foi apresentado pelo professor Jhon e pela aluna Kethelen.

O ato II contou com o depoimento ao vivo de Jhon Gomes, ex-aluno que seguiu carreira artística e acadêmica, narrando um momento específico que mudou sua trajetória. Ele também apresentou um solo de dança, seguido por coreografias da turma de licenciatura e uma performance de ginástica acrobática do 4º período.

No ato III foi exibido um vídeo em que os atuais alunos do curso de Educação Física refletiram sobre o que a dança significa em suas formações. As apresentações incluíram o Atelier Escola de Dança com “Entre o que Fica e o que Parte” (Ana Fonseca e Elias Daniel), o Estúdio de Artes Balancé com “Estrelas” (coreografia de Lucas Souza) e a Cia. de Dança Jhon Gomes, com outra versão de “Estrelas”. A escola Adorai retornou com “Sarça Ardente”, coreografada por Lívia Teodoro; os alunos do 2º período de bacharelado encerraram o ato.

No ato IV, após o ministério de dança Plenitude apresentar “Raridade”, música de Anderson Freire, a professora Shirley Regina subiu ao palco para oferecer palavras à homenageada. Em seguida, a mestre de cerimônias convidou Norma Tinoco a entrar em cena. Ao som de “Muda Tudo”, os alunos formaram um círculo ao redor da professora, cantando o refrão em coro.

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I FÓRUM ESTADUAL "Autismo, Cultura, Mercado de Trabalho e Políticas Públicas no Acre."

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I FÓRUM ESTADUAL "Autismo, Cultura, Mercado de Trabalho e Políticas Públicas no Acre."

09 e 10 de ABRIL
Local: Teatro Universitário da UFAC
11 de ABRIL
Local: Anfiteatro Garibaldi Brasil UFAC

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