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A China implantou quase vinte aviões e drones ao redor da ilha, após a venda de mísseis americanos
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A China implantou quase vinte aviões de combate e drones como parte de um “patrulha conjunta de prontidão para combate” perto de Taiwan no domingo, 27 de outubro, disseram as autoridades taiwanesas. O Ministério da Defesa de Taiwan disse ter detectado dezenove aeronaves chinesas perto da ilha durante quase quatro horas, como parte de uma “patrulha conjunta de prontidão para combate” de Pequim com navios de guerra.
Esta é a terceira patrulha desse tipo relatada pelo Ministério da Defesa em outubro.“Os militares taiwaneses monitoraram de perto a situação através de sistemas conjuntos de inteligência, vigilância e reconhecimento, e implantaram aeronaves, navios de guerra e sistemas de mísseis terrestres como uma resposta apropriada”acrescentou o ministério.
A China condenou na noite de sábado a venda a Taiwan de sistemas de mísseis americanos aprovados na sexta-feira por Washington, denunciando uma ação que “prejudica gravemente as relações sino-americanas” et “põe em perigo a paz” na região.
A venda de sistemas de mísseis terra-ar para Taiwan “viola gravemente a soberania e os interesses de segurança da China” no estreito, disse o Ministério das Relações Exteriores da China em comunicado. O documento especifica que Pequim poderia tomar “todas as medidas necessárias para defender firmemente a soberania nacional, a segurança e a integridade territorial”.
Uma venda de mísseis no valor de mais de um bilhão de dólares
A transação no valor de 1,16 mil milhões de dólares, que ainda terá de ser validada pelo Congresso dos EUA, inclui vários sistemas antiaéreos, incluindo Nasams (Sistema Avançado de Mísseis de Superfície para Ar da Noruega) e 123 mísseis, segundo a agência responsável pela venda de militares. equipamentos no exterior.
Outra venda anunciada na sexta-feira diz respeito a sistemas de radar por um valor total de US$ 828 milhões. Os equipamentos serão retirados diretamente dos estoques da Força Aérea dos EUA.
O Ministério da Defesa de Taiwan expressou a sua “gratidão sincera” por esta venda que poderia ajudar o exército “continuar a melhorar a sua capacidade de defesa e manter conjuntamente a paz e a estabilidade através do estreito”.
Os Estados Unidos não reconhecem Taiwan como um estado e consideram a República Popular da China como o único governo legítimo, mas mesmo assim fornecem ajuda militar significativa a Taipei. Pequim opõe-se regularmente ao apoio americano a Taiwan e acusa Washington de se intrometer nos seus assuntos.
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A China considera Taiwan como uma parte do seu território que ainda não conseguiu reunificar com o resto, desde o fim da guerra civil chinesa em 1949. Se disser que é a favor de uma “reunificação pacífica”nunca renunciou ao uso da força militar e envia regularmente navios de guerra e aviões de combate pela ilha.
Em meados de Outubro, Taiwan detectou um número recorde de 153 aviões chineses num único dia perto da ilha, após um dia de manobras militares chinesas. Um mês antes, Pequim havia sancionado empresas de defesa americanas, em retaliação à aprovação de Washington da venda de equipamento militar a Taiwan.
O mundo com AFP
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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre
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3 dias atrásem
15 de maio de 2026O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.
Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).
O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.
Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.
Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.
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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.
Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.
Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.
O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.
“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.
A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.
“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.
Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.
A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.
Fhagner Soares – Estagiário
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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.
A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).
O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.
Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.
“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.
O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.
Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.
Fhagner Soares – Estagiário
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