POLÍTICA
A decisão de Lira que devolve à estaca zero o proj…
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1 ano atrásem
Da Redação
Estava na pauta da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara desta terça-feira, 29, o projeto de lei que anistia os golpistas envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023. Na ocasião, militantes bolsonaristas invadiram e destruíram os prédios dos Três Poderes, em Brasília, por não aceitarem a vitória do presidente Lula sobre Jair Bolsonaro na eleição de 2022. O projeto, no entanto, voltará à estaca zero.
Isso porque o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), decidiu criar uma comissão especial para debater o tema. Com isso, o texto não será mais analisado pela CCJ, de maioria bolsonarista. Na prática, a decisão de Lira atrasa a tramitação da matéria. Isso porque agora os partidos terão que indicar membros, a comissão precisará ser instalada e, depois disso, os membros vão eleger o presidente e o relator, além da criação de um cronograma de debates e, só depois, o texto será votado.
O PL da Anistia já havia sido pautado antes, mas um pedido de vista postergou a votação, em uma articulação da base governista, que é contra a iniciativa e tenta barrar o avanço da proposta. A matéria voltou a ser colocada em pauta pela presidente da CCJ, a deputada bolsonarista Caroline de Toni (PL-SC). “Chegou a hora de avançarmos nessa discussão, trazendo alívio àqueles que foram injustamente processados, sem o devido respeito aos princípios legais, como a presunção de inocência, o contraditório, a ampla defesa e o direito ao duplo grau de jurisdição”, afirmou na última sexta-feira, 25.
O que diz a proposta?
A proposta prevê perdão a todos que participaram de atos com motivação político-eleitoral entre 8 de janeiro de 2023 e a data de vigência da futura lei. Quem apoiou os atos com doações, apoio logístico, prestação de serviços ou publicações em redes sociais também será beneficiado. A norma também garante aos envolvidos o cancelamento de multas aplicadas pela Justiça e atinge todas as medidas de restrição de direitos, como uso de tornozeleira eletrônica, prisão e limitação do uso de meios de comunicação.
Sucessão na Câmara
A oposição considera o projeto prioritário. Se for aprovada no colegiado, a proposta seguirá para o plenário da Câmara. Para prosseguir a partir daí, dependerá do presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL). O deputado tem sido pressionado tanto pela base do governo quanto pela oposição, uma vez que o texto entrou no cálculo político para a sua sucessão. A eleição da Mesa Diretora da Casa ocorre em fevereiro do ano que vem.
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POLÍTICA
A articulação para mudar quem define o teto de jur…
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10 meses atrásem
5 de maio de 2025Nicholas Shores
O Ministério da Fazenda e os principais bancos do país trabalham em uma articulação para transferir a definição do teto de juros das linhas de consignado para o Conselho Monetário Nacional (CMN).
A ideia é que o poder de decisão sobre o custo desse tipo de crédito fique com um órgão vocacionado para a análise da conjuntura econômica.
Compõem o CMN os titulares dos ministérios da Fazenda e do Planejamento e Orçamento e da presidência do Banco Central – que, atualmente, são Fernando Haddad, Simone Tebet e Gabriel Galípolo.
A oportunidade enxergada pelos defensores da mudança é a MP 1.292 de 2025, do chamado consignado CLT. O Congresso deve instalar a comissão mista que vai analisar a proposta na próxima quarta-feira.
Uma possibilidade seria aprovar uma emenda ao texto para transferir a função ao CMN.
Hoje, o poder de definir o teto de juros das diferentes linhas de empréstimo consignado está espalhado por alguns ministérios.
Cabe ao Conselho Nacional da Previdência Social (CNPS), presidido pelo ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, fixar o juro máximo cobrado no consignado para pensionistas e aposentados do INSS.
A ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, é quem decide o teto para os empréstimos consignados contraídos por servidores públicos federais.
Na modalidade do consignado para beneficiários do BPC-Loas, a decisão cabe ao ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Wellington Dias.
Já no consignado de adiantamento do saque-aniversário do FGTS, é o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, que tem a palavra final sobre o juro máximo.
Atualmente, o teto de juros no consignado para aposentados do INSS é de 1,85% ao mês. No consignado de servidores públicos federais, o limite está fixado em 1,80% ao mês.
Segundo os defensores da transferência da decisão para o CMN, o teto “achatado” de juros faz com que, a partir de uma modelagem de risco de crédito, os bancos priorizem conceder empréstimos nessas linhas para quem ganha mais e tem menos idade – restringindo o acesso a crédito para uma parcela considerável do público-alvo desses consignados.
Ainda de acordo com essa lógica, com os contratos de juros futuros de dois anos beirando os 15% e a regra do Banco Central que proíbe que qualquer empréstimo consignado tenha rentabilidade negativa, a tendência é que o universo de tomadores elegíveis para os quais os bancos estejam dispostos a emprestar fique cada vez menor.
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