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A eletricidade finalmente começa a retornar em Cuba após vários dias de apagão | Notícias sobre energia

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A eletricidade está retornando lentamente a Havana, capital de Cuba, dias depois um apagão nacional mergulhou o país de 10 milhões de habitantes na escuridão total na sexta-feira, fazendo com que o governo fechasse todos os locais de trabalho não essenciais e cancelasse as aulas escolares até quinta-feira.

A energia foi restaurada em quase 90% de Havana, segundo autoridades cubanas na segunda-feira, embora as informações sobre outras partes da ilha fossem escassas.

Muitos cubanos ainda estavam com a respiração suspensa depois de anúncios anteriores de que a crise acabara terem sido rapidamente frustrados por novos cortes de energia, deixando apenas hospitais e serviços essenciais operacionais.

“Está de volta!!” Giovanny Fardales, um aliviado tradutor desempregado de 51 anos, escreveu em uma mensagem de texto para a Al Jazeera na segunda-feira, acompanhada por uma foto de uma lâmpada elétrica acesa em uma mesa ao lado de seu telefone.

“Quanto tempo antes que eles cortem novamente? Essa é a questão. Não sendo negativo, apenas realista”, acrescentou.

Somando-se às preocupações, Furacão Oscar atingiu o leste de Cuba no final da tarde de domingo como uma tempestade de categoria 1. Sendo uma tempestade relativamente pequena, ela enfraqueceu rapidamente à medida que avançava para o interior, disse o Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos, causando ondas de até 4 metros (13 pés) ao longo da costa leste.

Telhados e paredes de casas foram danificados e postes de eletricidade e árvores foram derrubados, informou a televisão estatal. A energia foi cortada na cidade de Holguín, a quarta maior cidade de Cuba, com mais de 300 mil habitantes.

O ministro da Energia, Vicente de la O Levy, disse em entrevista coletiva que espera que a rede elétrica seja restaurada até o final de segunda-feira ou início de terça-feira.

O ministro também disse que México, Colômbia, Venezuela e Rússia, entre outras nações, se ofereceram para ajudar, mas não deu detalhes.

Durante o fim de semana, Havana ficou totalmente fechada à noite, com ruas praticamente desertas e apenas alguns bares e casas funcionando com pequenos geradores movidos a combustível.

Uma forte presença policial era visível em pontos da cidade.

Cubanos à noite nas ruas durante um apagão nacional causado por uma falha na rede elétrica em Havana em 18 de outubro de 2024. (Adalberto Roque/AFP)

Protestos

Uma interrupção mais prolongada suscitou receios de instabilidade num país que já lutava contra uma inflação altíssima e a escassez de alimentos, medicamentos, combustível e água.

O presidente cubano, Miguel Diaz-Canel, apareceu na noite de domingo em rede nacional vestido em traje militar, alertando os cubanos para exporem suas queixas com civilidade e não causarem distúrbios.

“Não vamos aceitar nem permitir que ninguém aja com vandalismo e muito menos que altere a tranquilidade do nosso povo”, disse Díaz-Canel, que raramente é visto uniformizado.

Em julho de 2021, os apagões provocaram uma explosão de raiva pública sem precedentescom milhares de cubanos saindo às ruas e gritando slogans como “Liberdade!” e “Estamos com fome”.

Alguns cubanos saíram às ruas em protesto no domingo, à medida que o abastecimento de alimentos diminuía e os residentes começavam a cozinhar com lenha, tentando consumir carnes perecíveis e outros produtos antes que estragassem.

Em Santo Suarez, parte de um bairro populoso no sudoeste de Havana, as pessoas saíram às ruas batendo panelas e frigideiras em protesto na noite de domingo.

A dona de casa Anabel Gonzalez, moradora de Havana Velha, disse à Reuters que estava cada vez mais desesperada depois de três dias sem energia.

“Meu celular está mudo e olha minha geladeira. O pouco que eu tinha foi desperdiçado”, disse ela, apontando para as prateleiras vazias de sua casa de dois cômodos.

Navios de energia de Cuba
Pessoas assistem ao navio de bandeira turca chegar à Baía de Havana, em Cuba, terça-feira, 15 de novembro de 2022. (Ismael Francisco/AP)

Centrais elétricas envelhecidas

A rede eléctrica de Cuba depende fortemente de combustível importado para as oito centrais eléctricas a petróleo degradadas da ilha, uma das quais avariou na sexta-feira, provocando o apagão, segundo o chefe do fornecimento de electricidade do Ministério da Energia, Lazaro Guerra.

A energia foi brevemente restaurada no domingo para algumas centenas de milhares de habitantes antes que a rede falhasse novamente, de acordo com a concessionária nacional de energia elétrica.

Para reforçar a sua rede, nos últimos anos, Cuba alugou meia dúzia de “navios de energia” flutuantes a uma empresa turca, acrescentando centenas de geradores diesel mais pequenos, do tamanho de contentores, para cidades do interior.

Díaz-Canel atribuiu a situação às dificuldades de Cuba para adquirir combustível para as suas centrais eléctricas, o que atribuiu ao endurecimento do embargo comercial dos EUA, que durou seis décadas, durante a presidência de Donald Trump.

Mas a ilha está no meio da sua pior crise económica desde o colapso da União Soviética, a sua principal benfeitora e aliada na Guerra Fria, no início da década de 1990.

“Os cubanos estão cansados ​​de tanta coisa… Não há vida aqui, (as pessoas) não aguentam mais”, disse Serguei Castillo, um pedreiro de 68 anos, à agência de notícias francesa AFP.



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Ufac retoma Semana Acadêmica de Física após 6 anos, com planetário — Universidade Federal do Acre

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Ufac retoma Semana Acadêmica de Física após 6 anos, com planetário — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) realiza até esta sexta-feira, 23, a 3ª Semana Acadêmica de Física, no prédio do curso, no campus-sede, em Rio Branco. Iniciado nessa segunda-feira, 19, o evento retoma as atividades presenciais da semana acadêmica após seis anos de interrupção, causada pela pandemia de covid-19 e pela reorganização do calendário universitário.

A programação tem atrações abertas ao público, como oficinas de astronomia, observação do Sol com telescópio e um planetário móvel, instalado no segundo andar do prédio de Física. Há ainda palestras, apresentações de pesquisas de estudantes e minicursos práticos de elaboração de material didático, física experimental, criação de mapas, processamento de dados e sismologia.

Organizada em três eixos temáticos, a semana é voltada aos estudantes da licenciatura e do bacharelado em Física e do curso de Física Aplicada às Ciências da Terra. Os primeiros dias tiveram debates e palestras sobre o ensino de física e a formação docente. Em seguida, a programação trata de física pura, como mecânica quântica, relatividade e física de partículas, e termina com geofísica, astronomia e fenômenos naturais.

Segundo o coordenador do evento e professor do curso de Física, Victor Carreira, a retomada presencial reaproxima o curso da comunidade externa e das escolas de educação básica. Turmas do Instituto Federal do Acre visitaram a semana, e escolas da rede pública foram convidadas.

“A semana acadêmica é muito importante tanto para os nossos alunos quanto para a comunidade em geral de Rio Branco”, disse Carreira. “É uma oportunidade para jovens do ensino médio conhecerem a universidade e vivenciarem a ciência na prática.”

A cerimônia de encerramento ocorre nesta sexta-feira, 23, à tarde.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)

 



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Pavic-Lab da Ufac apresenta seis trabalhos em congresso internacional de computação — Universidade Federal do Acre

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Pavic-Lab da Ufac apresenta seis trabalhos em congresso internacional de computação — Universidade Federal do Acre

Pesquisadores do projeto Pavic-Lab, da Universidade Federal do Acre (Ufac), apresentaram seis trabalhos científicos durante a Conference on Graphics, Patterns and Images (SIBGRAPI 2026), congresso internacional de referência nas áreas de computação gráfica, processamento de imagens e visão computacional, realizado de 29 de setembro a 2 de outubro, em Goiânia (GO). As pesquisas foram desenvolvidas no projeto de pesquisa e desenvolvimento (P&D) Pesquisas Aplicadas em Visão e Inteligência Computacional (Pavic-Lab), uma iniciativa de cooperação técnico-científica entre a Ufac, Motorola, Flextronics e Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape).

Segundo a professora do Centro de Ciências Exatas e Tecnológicas (CCET), Ana Beatriz Alvarez Mamani, a participação no congresso contribui para divulgar a produção científica desenvolvida no Acre e ampliar o intercâmbio com outras instituições. Ela destacou que a presença da Ufac em eventos científicos também ajuda a reduzir as desigualdades regionais na ciência brasileira, além de possibilitar novas parcerias e o aperfeiçoamento das pesquisas.

A equipe foi composta pela professora Ana Beatriz Alvarez Mamani, pelo pesquisador Quefren Leher, pelos mestrandos do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Computação (PPGCC) Clécio Silva, Lucas Carvalho, Gustavo Ferreti, Julio Martins e Ian Teixeira, além do graduando em Sistemas de Informação Kauã Galvão de Macedo.

Dos seis trabalhos apresentados, um integrou uma sessão especial do congresso e já foi publicado na revista científica Computers & Graphics. Outros três foram apresentados na programação principal, com previsão de publicação nos anais do Instituto de Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos (IEEE) e na biblioteca digital da Sociedade Brasileira de Computação (SBC). Os dois trabalhos restantes foram apresentados em workshops, também com previsão de publicação na biblioteca digital da SBC.

As pesquisas estão divididas em duas áreas principais: reconstrução tridimensional e processamento de imagens. Na primeira, Clécio Silva apresentou um método computacional para criar representações digitais mais detalhadas de ambientes internos a partir de imagens. A tecnologia pode ser aplicada em jogos, realidade virtual e aumentada, simulações e projetos da construção civil.

Na área de processamento de imagens, Lucas Carvalho apresentou uma pesquisa para reconstruir imagens de alta faixa dinâmica (HDR) a partir de uma única imagem convencional, buscando recuperar detalhes em regiões claras e escuras. Gustavo Ferreti desenvolveu uma rede neural para combinar imagens com diferentes níveis de exposição e melhorar a qualidade visual dos resultados.

Julio Martins apresentou uma metodologia para reduzir o custo computacional da reconstrução de imagens HDR, preservando a qualidade das imagens produzidas. Ian Teixeira investigou o uso de mecanismos de atenção em modelos de inteligência artificial para recuperar informações em imagens de baixa qualidade. Já Kauã Galvão de Macedo apresentou uma abordagem que combina redes neurais e técnicas de processamento de sinais para melhorar imagens capturadas em ambientes com pouca iluminação.

Os métodos desenvolvidos apresentam potencial de aplicação em sistemas embarcados com recursos computacionais limitados, como dispositivos eletrônicos que integram processamento de imagens, permitindo aprimorar a qualidade visual com menor demanda de processamento.

Para o graduando Kauã Galvão de Macedo, a participação no congresso proporcionou a oportunidade de apresentar os resultados de sua pesquisa e conhecer novas abordagens científicas. “Foi uma ótima experiência, tanto pela oportunidade de apresentar minhas pesquisas desenvolvidas na Ufac quanto pela troca de conhecimentos com pesquisadores de outras instituições”, afirmou.

Segundo Kauã, as discussões realizadas durante o evento possibilitaram o contato com técnicas que poderão contribuir para suas pesquisas e para os projetos desenvolvidos pelo Pavic-Lab, além de abrir oportunidades de colaboração científica.

O mestrando em Ciência da Computação Gustavo de Souza Ferreti também destacou a importância da experiência para sua formação acadêmica. “Tive a oportunidade gratificante de conhecer professores e pesquisadores com ampla trajetória no nosso campo, além de ouvir sobre suas vivências e receber orientações valiosas para aprimorar meu trabalho”, disse.

O Pavic-Lab desenvolve atividades de pesquisa voltadas ao processamento de imagens, ao aprimoramento da qualidade visual e à reconstrução tridimensional de ambientes e objetos. Após a participação no congresso, a equipe dará continuidade às pesquisas científicas, com novos experimentos e avaliações para aperfeiçoar os métodos, reduzir custos computacionais e ampliar as possibilidades de aplicação prática dos resultados.



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Ufac abre 1ª Conferência Internacional Amazônia Nexus — Universidade Federal do Acre

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Ufac abre 1ª Conferência Internacional Amazônia Nexus — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) iniciou, na manhã desta segunda-feira, 19, a 1ª Conferência Internacional Amazônia Nexus. A solenidade de abertura ocorreu no auditório do e-Amazônia, no campus-sede, em Rio Branco, e reuniu professores, estudantes, participantes externos e palestrantes locais, nacionais e internacionais.

A vice-reitora da Ufac, Almecina Balbino, destacou que o evento busca fortalecer a produção científica regional e estreitar os laços interinstitucionais. Segundo ela, a conferência favorece a criação de uma rede de conexão entre os programas de pós-graduação e viabiliza a internacionalização por meio da cooperação Sul-Sul, permitindo que pesquisadores externos contribuam diretamente para os estudos sobre o território amazônico.

O pró-reitor de Extensão e Cultura, Marco Amaro, ressaltou o papel da extensão universitária na articulação do conhecimento científico com a comunidade. “Não existe integração entre ensino, pesquisa e extensão se a gente tirar as pesquisas da prateleira sem estarmos envolvidos com ações de extensão, que fazem a intermediação entre o conhecimento da universidade e a sociedade”, declarou. Ele também destacou que a rede de contatos estabelecida entre as diferentes áreas fortalece a qualidade acadêmica da instituição.

O coordenador do evento, professor Flávio Roberto Chaves da Silva, expressou satisfação com o início da conferência e destacou a dimensão coletiva da iniciativa. “É com muita alegria, satisfação e gratidão que damos início a este projeto que nasceu do desejo de fortalecer a ciência, a cooperação e a internacionalização da pesquisa na Amazônia. Celebramos a coragem de começar, a força do trabalho coletivo e a realização de um sonho. Que esta seja a primeira de muitas edições, promovendo o conhecimento e contribuindo para o desenvolvimento sustentável da nossa região”, afirmou o docente, agradecendo a parceria dos palestrantes, da comissão organizadora e dos apoiadores.

Durante a abertura, a mesa de debates destacou a importância do encontro para a região. O professor e pesquisador Lin Shau Ming, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), um dos palestrantes do dia, ressaltou que os estudos sobre plantas medicinais e agrobiodiversidade contribuem para o bem-estar das comunidades tradicionais. Segundo ele, o tema está alinhado à proposta central do evento de promover a integração de diferentes saberes e áreas do conhecimento na universidade.

A coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Ciência Animal na Amazônia Ocidental, Cíntia Daudt, destacou o compromisso social da universidade com a produção de conhecimento e o desenvolvimento regional. “É um evento bem importante para a nossa região e para a nossa universidade. Estamos aqui cumprindo o nosso ato de educação. Como dizia Paulo Freire, ‘educar é um ato político’. Nós estamos cumprindo a nossa parte, unindo ensino, pesquisa e extensão em um único evento”, afirmou.

A cerimônia de abertura contou ainda com a participação do pró-reitor de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação, Dionatas Meneguetti; dos coordenadores Fernando da Silva Souza, de Ciência, Inovação e Tecnologia para a Amazônia; Felipe Souza, de Ciência Florestal; Regina Lúcia Ferreira, de Produção Vegetal; e da vice-coordenadora Danúsia Rocha, de Saúde Coletiva.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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