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A entrevista de Kamala Harris pela Fox News foi um teatro de queixas, não jornalismo político | Margaret Sullivan

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Margaret Sullivan

Bret Baier iniciou sua entrevista na noite de quarta-feira com Kamala Harris com uma enxurrada de perguntas combativas sobre imigração, destinadas menos a obter respostas substantivas do que a provar como o apresentador da Fox poderia ser um cara durão.

Sua abordagem agressiva era compreensível, de certa forma, já que Baier estava sob pressão há dias desde o Donald Trump fiel; eles estavam convencidos de que ele iria pegar leve com a candidata democrata à presidência e talvez até permitir que a campanha dela editasse a entrevista ou visse as perguntas com antecedência.

Então, Baier saiu com armas em punho, mal permitindo que o vice-presidente terminasse uma frase antes de começar com objeções e argumentos.

Depois de 10 minutos brincando de “pegadinha” sobre imigração, Baier voltou-se para o próximo assunto óbvio, exibindo um videoclipe no qual Harris expressava apoio às pessoas trans nas prisões.

O ódio dos imigrantes. Transfobia. E mais tarde, a idade de Joe Biden. Baier estava correndo pelo Notícias da raposa lista de reprodução dos maiores sucessos.

Isto foi teatro de queixas, não jornalismo político.

Mas Harris entrou em ação. Ela teve seus momentos.

Falando depois sobre o que alguns consideraram como controle de danos corporativos, os colegas de Baier na Fox News expressaram sua aprovação. Martha MacCallum classificou a atuação de Baier como “magistral”, enquanto Dana Perino analisou a entrevista como “super boa”.

Não consigo imaginar que muitos espectadores concordassem. Se eles chegassem lá esperando aprender mais sobre as políticas de Harris ou ter uma noção verdadeira de seu caráter, teriam ficado desapontados. Esse não era o plano de jogo e não foi o resultado.

Mas Harris conseguiu algo de qualquer maneira.

Apenas sentando-se com um apresentador da Fox, ela fez algumas declarações.

Primeiro, que ela não tem medo e está disposta a falar com todos os eleitores. É difícil imaginar Donald Trump, hoje em dia, submetendo-se a uma entrevista com, digamos, Rachel Maddow, da MSNBC; ainda esta semana, ele desistiu de uma entrevista na CNBC e cancelou anteriormente um contrato de 60 minutos da CBS News.

Em segundo lugar, Harris conseguiu apresentar alguns fragmentos da realidade aos telespectadores dedicados da Fox que provavelmente não foram expostos a algumas das críticas mais preocupantes a Trump.

“Que ele não está apto para servir. Que ele é instável. Ele é perigoso”, foi como ela caracterizou o que milhões de americanos estão sentindo. “E que as pessoas estão exaustas.”

Ela até conseguiu mencionar, com alguma extensão, a visão dura do antigo comandante-em-chefe de Mark Milley, que serviu em dois cargos militares de topo – incluindo presidente do Estado-Maior Conjunto – durante a administração Trump.

Milley chamou Trump de “fascista até a medula” e disse que ninguém jamais foi tão perigoso para os Estados Unidos.

Então talvez tenha sido isso que um dos principais especialistas da Fox News, Brian Stelter, chamou de “estratégia Google” da campanha de Harris. Na CNN, Stelter especulou que os telespectadores poderiam ouvir esses comentários e procurar mais online, perfurando assim a bolha de informação em que vivem.

Sem dúvida, a grande maioria dos telespectadores regulares da Fox já está decidida – eles estão com Trump. Não importa seu declínio mental. Não importa suas convicções criminais. Não importa as ameaças que ele faça ou as ameaças que represente.

Mas poderá haver uma pequena percentagem dos milhões de pessoas que sintonizaram e que – apesar de todo o ruído e interrupções – conseguiram ouvir uma alternativa razoável, inteligente e estável a Trump. Talvez alguns deles morem no importante estado da Pensilvânia, onde a entrevista foi gravada, ou em Wisconsin ou Michigan.

Nesta eleição ao ar livre, mesmo esse pequeno ajuste pode fazer toda a diferença.



Leia Mais: The Guardian

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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre

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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna.jpg

A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.

Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.

Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.

O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.

Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna-2.jpg

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.

 



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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.

O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.

A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.

O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.

 



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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre

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A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.

Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.

A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.

“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).

A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.

“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”

A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.

Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.

 



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