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A exaustão no trabalho pode levar à dificuldade de controlar as emoções, dizem os cientistas | Psicologia
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2 anos atrásem
Nicola Davis Science Correspondent
Se um dia difícil no escritório deixa você mal-humorado e pouco cooperativo, você pode ter uma desculpa: os cientistas dizem que exercitar o autocontrole pode esgotar partes do cérebro relacionadas à tomada de decisões e ao controle de impulsos, deixando você menos capaz de gerenciar seu comportamento em relação aos outros. .
Os pesquisadores dizem que seus resultados estão ligados ao teoria do “esgotamento do ego” – uma ideia controversa em psicologia de que a força de vontade é um recurso limitado que se esgota com o esforço.
Os resultados, acrescentam, sugerem que talvez seja melhor fazer uma pausa após um dia de esforço mental antes de iniciar outras tarefas.
“Se você quiser discutir com seu parceiro e sentir que está mentalmente exausto, não o faça”, disse Erica Ordali, primeira autora do estudo da Escola de Estudos Avançados Lucca do IMT, em Itália. “Sem pressa. Faça isso em outro dia.
Embora a ideia de esgotamento do ego já exista há décadas, ela recebeu críticas, e alguns estudos não conseguiram replicar os resultados. Ordali, no entanto, observou que um factor importante pode ser o facto de as tarefas utilizadas nestes estudos para minar o autocontrolo muitas vezes durarem apenas 10 minutos.
Escrevendo no Anais da Academia Nacional de CiênciasOrdali e seus colegas relataram como exploraram o impacto de uma duração mais longa, pedindo a 44 participantes que realizassem várias atividades baseadas em computador durante 45 minutos, incluindo assistir a videoclipes emocionantes.
Enquanto metade dos participantes foi solicitado a usar o autocontrole durante as atividades, por exemplo, não demonstrando suas emoções em resposta aos vídeos, o outro grupo não teve que exercer autocontrole.
Cada participante também recebeu um fone de ouvido de eletroencefalograma (EEG), permitindo aos pesquisadores medir sua atividade cerebral.
Entre outros resultados, a equipe descobriu que os participantes do grupo de autocontrole apresentaram aumentos na atividade das ondas cerebrais delta nas áreas do córtex pré-frontal relacionadas à tomada de decisões e ao controle dos impulsos, em comparação com a atividade cerebral no início das atividades. Nenhuma mudança semelhante foi observada no outro grupo.
Crucialmente, disse Ordali, as ondas delta são normalmente vistas durante o sono, e não durante a vigília – sugerindo que partes do cérebro “cochilaram” em participantes que exerceram autocontrole.
A equipa pediu então a ambos os grupos que participassem numa variedade de jogos, incluindo um conhecido como “falcões e pombas”, onde os indivíduos tinham de decidir se cooperavam para partilhar recursos ou se comportavam de forma hostil para os proteger.
Os resultados revelam que 86% dos participantes aos quais não foi pedido que exercessem autocontrolo no início do estudo comportaram-se como pombas, envolvendo-se numa cooperação pacífica. Em contraste, o número foi de apenas 41% entre os participantes que inicialmente receberam tarefas de autocontrole, sugerindo que tendiam a se comportar como falcões.
após a promoção do boletim informativo
A equipe não encontrou diferenças quando se tratava de jogos que examinavam as preferências sociais gerais dos participantes, como o quão altruístas eles eram.
A equipe então dividiu outros 403 participantes em dois grupos e repetiu o estudo, mas sem registrar a atividade cerebral dos participantes. Novamente, os participantes que foram solicitados a demonstrar autocontrole posteriormente se comportaram de forma mais agressiva.
Michael Inzlicht, professor de psicologia da Universidade de Toronto que não esteve envolvido no estudo, pediu cautela, observando que a maioria dos resultados comportamentais não mostrou efeitos significativos, enquanto a ligação entre o cérebro e o comportamento não era forte.
“Esses resultados são interessantes e consistentes com uma visão sensata da fadiga”, disse ele. “Mas dada toda a controvérsia passada e a fragilidade destes dados, eu gostaria de ver se eles foram replicados de forma independente antes de chamar a imprensa sobre isso.”
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Egressa de mestrado em CZS obtém prêmio de pós-graduação — Universidade Federal do Acre
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1 de setembro de 2026A engenheira agrônoma Mirian Soares de Amorim, aluna egressa do curso de Agronomia e do mestrado em Ciências Ambientais, do campus Floresta da Ufac, em Cruzeiro do Sul, obteve o 2º lugar na categoria Pós-Graduação do 5º Prêmio Margarida Alves de Estudos sobre Ruralidades e Feminismos, cujo resultado final foi divulgado em 17 de março. O evento foi promovido pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar.
O estudo destaca a articulação entre a transição agroecológica e a igualdade de gênero, enfatizando o papel central das mulheres rurais, ribeirinhas e agricultoras na preservação da agrobiodiversidade e na soberania alimentar na Amazônia. No mestrado, sob orientação do professor Kleber Andolfato de Oliveira, Mirian também aprofundou investigações sobre o desenvolvimento sustentável e o papel das populações rurais no manejo dos ecossistemas amazônicos.
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Ufac consolida criação do curso de Farmácia com 50 vagas — Universidade Federal do Acre
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31 de agosto de 2026O reitor da Ufac, Josimar Ferreira, reuniu-se com membros da comissão responsável pela proposta de criação do curso de Farmácia. O encontro ocorreu nesta segunda-feira, 31, na sala de reuniões da Reitoria, visando consolidar o Projeto Político-Pedagógico da nova graduação, além de homenagear, com a entrega, pela Federação Nacional dos Farmacêuticos (Fenafar), de Menção Honrosa ao reitor e a pessoas cujo empenho culminou na abertura do curso.
A iniciativa faz parte do programa Universidades Transformadoras, pactuada com o Ministério da Educação (MEC). O curso prevê a oferta de 50 vagas para estudantes e liberação de 11 códigos de vagas para professores. A aula inaugural e início das atividades acadêmicas estão previstos entre 2028 e 2029.
“Esse é um curso que se assenta fortemente na demanda de conhecer os bioativos da floresta amazônica e transformar esse conhecimento em riqueza, patentes, inovação e qualidade de vida para a sociedade”, disse Josimar Ferreira. Além disso, ele ressaltou a necessidade de conectar o novo curso às estruturas já consolidadas da Ufac, otimizando disciplinas e espaços curriculares em conjunto com as áreas de saúde e química.
A presidente da comissão de criação do curso, Andréia Andrade, lembrou que o projeto começou em 2011. “Hoje nos reunimos com a perspectiva de viabilizar a abertura do curso diante do que já temos na instituição. Nosso objetivo é ofertar uma formação generalista, com investimento otimizado na estrutura existente e com forte inserção na pesquisa e extensão, aproveitando a nossa biodiversidade e criando caminho para futuros programas de pós-graduação.”
Também participaram da reunião representantes externos da categoria profissional, como a ex-conselheira federal, membro da comissão e diretora de Relações Institucionais da Fenafar, Isabela de Oliveira Sobrinho. “Acompanhei a busca por esse projeto pedagógico desde o início e ver essa etapa final é um avanço enorme”, pontuou. “É um trabalho a muitas mãos para trazer o melhor para a Ufac. Trata-se de um curso de grande magnitude, focado em tecnologias de medicamentos e em pesquisas com nossas plantas nativas para gerar qualidade de vida à população.”
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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Seminário na Ufac debate formação em enfermagem obstétrica — Universidade Federal do Acre
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28 de agosto de 2026A Ufac sediou o seminário Desafios Atuais na Formação para a Prática da Enfermagem Obstétrica, que ocorreu nesta sexta-feira, 28, na sala dos Colegiados, campus-sede. O encontro reuniu professores, pesquisadores, gestores e profissionais de saúde para debater a reestruturação do modelo de assistência ao parto e ao nascimento, o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e a interiorização da qualificação profissional no Estado.
O evento integra um projeto nacional, composto por uma rede de 40 instituições de ensino superior articuladas para formar mais de 700 enfermeiras obstétricas pelo país, com foco prioritário nas regiões do interior. No Acre, o programa abrange turmas de especialização e residência voltadas para profissionais atuantes nas regionais do Alto Acre, Alto Purus, Baixo Acre, Tarauacá-Envira e Juruá.
“A Ufac cumpre o seu papel social ao ampliar a formação e capacitar profissionais que atuam em um momento tão ímpar quanto o nascimento de uma criança”, disse o reitor Josimar Ferreira. “Contamos com alunos de todas as regionais. Isso gera um efeito multiplicador: o profissional capacitado coordena equipes locais e eleva diretamente a qualidade do atendimento prestado à população pelo SUS.”
A coordenadora das formações no Estado e professora da Ufac, Sheley Borges, destacou a necessidade de repensar a prática profissional para garantir um cuidado humanizado e seguro. “A intencionalidade da nossa formação é reduzir a mortalidade materna e neonatal e alcançar as mulheres em uma dimensão em que sejam respeitadas. Queremos garantir que as escolhas não ocorram por medo, como optar por uma cesariana sem compreender que é uma cirurgia de grande porte.”
A coordenadora nacional do curso de especialização em Enfermagem Obstétrica da Rede Alyne, vinculada à Universidade Federal de Minas Gerais, Kleyde Ventura, ressaltou a relevância estratégica da parceria com a Ufac. “No Acre, vivemos uma condição muito especial, pois, com exceção de uma aluna, todas as especializadas são do interior. Estamos interiorizando e descentralizando os modos de formar, abordando o trabalho multiprofissional e a articulação de redes para garantir assistência de qualidade e direitos assegurados.”
Também participaram do seminário o promotor de Justiça do MP-AC, Gláucio Oshiro; o coordenador do curso de Enfermagem da Ufac, João Francalino; e o epidemiologista Serafim Salgado, coordenador das metodologias aplicadas no programa de formação.
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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