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A família Arnault compra o Paris FC para “devolver à sociedade, ao nosso país, o que nos foi dado”

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Antoine Arnault e o presidente do Paris FC, Pierre Ferracci, no dia 20 de novembro de 2024 em Orly (Val-de-Marne).

Depois do antigo ídolo do Parc des Princes, o brasileiro Rai, outra figura do Paris Saint-Germain dos anos 1990 está prestes a ingressar “no outro clube de futebol parisiense”: Michel Denisot fará parte do conselho de administração do Paris FC, anunciou o presidente do clube, Pierre Ferracci, na quarta-feira, 20 de novembro, durante conferência de imprensa organizada junto aos campos de treino das seleções masculina e feminina do PFC, em Orly (Val-de-Marne), na presença de Antoine Arnault, o mais velho dos família proprietária do grupo de luxo LVMH, que atualmente finaliza a aquisição do clube Ile-de-France.

Leia também | Artigo reservado para nossos assinantes Com aquisição da família Arnault, Paris FC quer sonhar maior

O fechamento desta operação, cujo valor não foi divulgado, ocorrerá antes da próxima assembleia geral extraordinária do Paris FC, marcada para sexta-feira, 29 de novembro, durante a qual será ratificada a nova diretoria do clube. A família Arnault passará então a deter 52% do PFC, ao lado da Alter Paris, da estrutura de Pierre Ferracci (30%) e do grupo austríaco Red Bull (11%). Um quarto acionista, o anglo-cingalês BRI Sports Holdings, retém 7% das ações do clube, mas os novos proprietários esperam convencê-lo a se retirar até 2027, ao mesmo tempo que Ferracci, que deve ceder nesta entregará o restante de suas ações aos herdeiros do grupo LVMH, que passarão a deter 80% do clube.

“O Paris FC pertencerá à minha família”garantiu Antoine Arnault, explicando que, por trás deste projeto “diferente das nossas atividades tradicionais”, “a ideia é devolver à sociedade, a Paris, ao nosso país, o que nos foi dado”. Segundo Arnault, os seus parceiros da Red Bull, já proprietários de clubes de futebol na Alemanha (Leipzig) e na Áustria (Salzburgo), não prevêem a sua participação em termos de propriedade múltipla.

O sonho de um clube “inglês”

Antoine Arnault não é “não estou aqui para mudar tudo ou virar a mesa”ele explicou, mas sim para “fazer as coisas aos poucos, sem pular etapas”. Enquanto a seleção feminina segue atrás dos melhores times da Divisão 1, a seleção masculina ocupa atualmente a liderança do campeonato da Ligue 2 e espera chegar à elite da Ligue 1 em 2025. Para progredir, o novo acionista quer apoiar sobre “valores bonitos e populares”do Paris FC. Ele sonha em fazer disso um clube “Estilo inglês”baseado em “respeito por todos e humildade”bem como treinamento – “a área de Paris é um reservatório de talentos” – e há muito tempo, “algo que conhecemos em nossa profissão”.

Não foram avançados números, mas Antoine Arnault mencionou um esforço financeiro “conseqüente” promover o desenvolvimento do clube. “Se não queremos desperdiçar nosso dinheiro, não fazemos isso para ganhar dinheiro”, no entanto, ele esclareceu. Os novos proprietários pretendem, em particular, melhorar e expandir a infra-estrutura de Orly. Os assentos gratuitos, atualmente oferecidos aos torcedores do PFC no estádio Charléty, em Paris, poderiam ser parcialmente ampliados. “Estamos pensando nisso”garantiu Arnault, que prevê preços em três níveis: estandes gratuitos, outros com tarifas especiais. “acessível” e caixas para parceiros a preços anunciados conforme “corrosivo”.

Resta a questão do estádio. Mesmo que reconheça que Charléty, com a sua pista de atletismo, não é “não é ideal para futebol”Antonio Arnault “aprecio muito” esta infra-estrutura dos 13e distrito da capital, “muito bem servido”. Depois de algum trabalho de desenvolvimento, “é um estádio que poderia muito bem se adequar ao nosso projeto”.



Leia Mais: Le Monde

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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre

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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna.jpg

A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.

Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.

Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.

O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.

Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna-2.jpg

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.

 



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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.

O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.

A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.

O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.

 



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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre

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A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.

Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.

A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.

“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).

A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.

“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”

A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.

Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.

 



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