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A favela de volta ao mapa da cidade – 15/11/2024 – Mauro Calliari

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Até o Censo passado, elas eram chamadas de “aglomerados subnormais”. A partir de agora, são, simplesmente, “favelas e comunidades”. A nova classificação reduziu o viés negativo e ajudou a criar um retrato mais fiel da nossa realidade: são 16 milhões de pessoas, 8,1% da população brasileira morando em favelas.

Em Manaus e Belém, tem mais gente em favelas que no resto da cidade. No Rio, são 22%. Em São Paulo, 15%. Esses números eloquentes expõem a hesitação histórica brasileira no trato com a favela.

Até a década de 1970, ela era ou ignorada ou vista como ilegal, passível, portanto, de ser removida a qualquer momento. Em guias de ruas antigos, as favelas apareciam simplesmente como áreas hachuradas, um vazio eloquente.

A partir daí, a migração interna, o crescimento orgânico e o custo da habitação fizeram explodir o número de pessoas em favelas. Em São Paulo, entre 1973 e 1993, esse aumento foi de dez vezes. Não era mais possível para governantes, progressistas ou conservadores, ignorá-las. Em vez de remoção e segregação, começaram a aparecer nas décadas seguintes algumas iniciativas de tentar melhorar a condição de vida dentro das comunidades: projetos de autoconstrução, infraestrutura, serviços públicos e títulos de posse.

Alguns números melhoraram. Hoje, em São Paulo, quase todas as casas têm luz e acesso à água. A madeira deu lugar à alvenaria. A precariedade, porém, ainda se manifesta na baixa expectativa de vida, na vulnerabilidade ambiental, na incidência de doenças, no baixo acesso à rede de esgotos e até na ausência de luz (um terço das casas de Heliópolis não recebem nem uma hora de luz por dia),

Falta muito, mas muito mesmo para se transformarem em bairros dignos, mas hoje parece haver um consenso que a solução passa pela inserção da favela na cidade e do Estado na favela.

O Plano Diretor de São Paulo sugere a criação de moradias no centro da cidade, mas como esperar que possam absorver parte dos 1,7 milhão de pessoas que moram em favelas? Por isso são importantes as iniciativas que misturam o poder público, iniciativa privada, movimentos sociais e ONGs, e que apontam para a melhoria da urbanização do que já existe.

Há alguns bons projetos de reurbanização da Prefeitura de São Paulo, como o Cantinho do Céu, na Billings, que mereceriam ser replicados por irem além da infraestrutura, com a construção de bons edifícios habitacionais e com uma bem-vinda preocupação com espaços públicos.

Um dos exemplos mais contundentes de mobilização privada vem de uma ONG chamada Gerando Falcões. Em apenas dois anos, em São José do Rio Preto, conseguiram recursos e acabaram de inaugurar um bairro de casas dignas —a favela Marte— no lugar dos antigos barracos.

A favela está no mapa, e com números mais confiáveis, vai ser preciso ganhar espaço nos planos de governo, com projetos que resistam às trocas de administração e orçamento compatível. Como conciliar a carência de habitação à questão ambiental? Como aumentar a escala das intervenções? É difícil imaginar o futuro das cidades brasileiras sem garantir o futuro das periferias e favelas brasileiras.


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SAE-CZS — Universidade Federal do Acre

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SAE-CZS — Universidade Federal do Acre

A Diretoria Geral do Campus Floresta (DG-Camp), por meio do Setor de Assistência Estudantil (SAE-CZS), comunica a suspensão do Restaurante Universitário nesta segunda-feira, 28, para o Campus Floresta, em decorrência do ponto facultativo decretado pela Reitoria por meio da Portaria n.º 3.914, de 24/09/2026, em virtude da celebração do Aniversário do município de Cruzeiro do Sul (AC).
Contamos com a compreensão de toda a comunidade acadêmica.

 



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Gestão da Ufac realiza visita ao laboratório Charles Mérieux — Universidade Federal do Acre

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2026.09.24 Visita ao laboratório Charles Mérieux (2).jpg

A Ufac realizou uma visita institucional ao Centro de Infectologia Charles Mérieux (CICM). A agenda reuniu a gestão superior da universidade, pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e representantes do centro para alinhar propostas de cooperação que permitam o desenvolvimento de pesquisas avançadas e projetos de inovação em saúde pública nas instalações do laboratório. O encontro ocorreu nessa quinta-feira, 24.

O coordenador de Gestão e Infraestrutura do CICM, George Dobré, apresentou as propostas operacionais para viabilizar o uso da infraestrutura laboratorial por equipes de pesquisadores e estudantes da Ufac. A iniciativa visa unificar o potencial de pesquisa acadêmica da universidade com a capacidade tecnológica e de vigilância do centro.

A reunião contou com a presença do reitor Josimar Ferreira; do pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação, Dionatas Meneguetti; do diretor de Pesquisa da Ufac, Thiago Augusto da Cunha; do diretor-geral da Fiocruz-RO, Jansen Medeiros; e dos pesquisadores da Fiocruz, Gabriel Melim e Deusilene Vieira, que também atua como coordenadora de Pesquisa, Vigilância e Educação do CICM.

(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)



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Membros da Academia Acreana de Letras visitam a Ufac — Universidade Federal do Acre

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2026.09.25 Visita da Academia Acreana de Letras (2).JPG

O reitor da Ufac, Josimar Ferreira, recebeu membros da Academia Acreana de Letras (AAL), que vieram parabenizá-lo pelo mandato e iniciar as tratativas para fortalecimento da parceria institucional, com incentivo à cultura, à literatura e à extensão acadêmica no Estado. A visita de cortesia ocorreu nesta sexta-feira, 25, na sala de reuniões da Reitoria, campus-sede.

As instituições definiram como encaminhamento a elaboração de um termo de cooperação técnica para aproximar as ações da AAL dos cursos de graduação e das pró-reitorias, com destaque para a Pró-Reitoria de Extensão e Cultura. A parceria busca integrar a universidade aos projetos culturais da academia, além de apoiar a realização de um grande evento comemorativo ao aniversário da AAL, previsto para este ano, entre 29 de outubro e 17 de novembro.

“Recebo a Academia Acreana de Letras com muita gratidão. Vamos aproximá-la dos nossos processos formativos e das nossas ações de extensão”, disse o reitor Josimar Ferreira. “A universidade já planeja lançar um edital na área de cultura por meio da Agência de Inovação e a academia terá um papel central nesse contexto.”

O presidente da AAL, José Dourado de Souza, ressaltou a relevância da aproximação com a Ufac. “Ficamos muito felizes em prestar essa homenagem ao reitor Josimar, uma pessoa de muita experiência e aberta ao diálogo. A academia busca esse apoio institucional e de materiais para continuar promovendo eventos culturais e ações nas escolas.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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