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A França solicitou oficialmente à Indonésia o repatriamento de Serge Atlaoui, condenado à morte

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Serge Atlaoui com a sua advogada indonésia Nancy Yuliana, durante uma audiência, em Tangerang, perto de Jacarta, em Abril de 2015.

O pedido oficial de “transferir” de Serge Atlaoui, um francês condenado à morte na Indonésia em 2007 por tráfico de droga, foi transmitido às autoridades do país.

“No dia 19 de dezembro recebemos um ofício solicitando a transferência de Serge Atlaoui. Foi enviado em nome do Ministro da Justiça francês”declarou, sábado, 28 de dezembro, à Agência France-Presse (AFP), Yusril Ihza Mahendra, ministro responsável pelos assuntos jurídicos e direitos humanos na Indonésia. Contactada pela AFP, a embaixada francesa em Jacarta não quis comentar este anúncio.

Serge Atlaoui, de 61 anos, foi preso em 2005 numa fábrica onde foram descobertas drogas nos arredores de Jacarta, tendo as autoridades acusado de ser um “químico”. O artesão soldador de Metz e pai de quatro filhos sempre negou ser traficante de drogas, alegando que apenas instalou máquinas industriais no que acreditava ser uma fábrica de drogas ‘acrílicas’.

Discussões “no início de janeiro”

O caso causou polêmica na Indonésia, onde as leis antidrogas são uma das mais rígidas do mundo. Inicialmente condenado à prisão perpétua, viu o Supremo aumentar a pena, condenando-o à morte em recurso. Ele deveria ser executado juntamente com outras oito pessoas em 2015, mas obteve um adiamento temporário depois que Paris intensificou a pressão, com as autoridades indonésias concordando em deixar um recurso pendente seguir seu curso.

Releia nosso arquivo de 2015 | Artigo reservado para nossos assinantes O recurso do francês Serge Atlaoui foi rejeitado pelos tribunais indonésios

“Como estamos no período de férias de final de ano, discutiremos o conteúdo da carta no início de janeiro”acrescentou o Sr. Yusril. Uma discussão “mais detalhado” será realizado por funcionários do ministério. Da mesma forma, o Ministério da Justiça francês também poderia envolver funcionários da embaixada francesa em Jacarta, segundo Yusril.

Este último afirmou, no final de Novembro, que a França tinha enviado um primeiro pedido à Indonésia. O Ministério da Justiça francês solicitou então a Jacarta a obtenção de uma série de documentos para preparar o pedido oficial de transferência, segundo fonte próxima do caso.

Contactado pela AFP, o advogado francês de Serge Atlaoui, Richard Sédillot, declarou que “a ideia de que a sua pena possa agora ser comutada e que a sua transferência possa então ser ordenada constitui uma esperança considerável”.

Cinco australianos repatriados para o seu país em meados de dezembro

A Indonésia, que tem uma das leis antidrogas mais rígidas do mundo, tem atualmente pelo menos 530 condenados no corredor da morte, segundo o grupo de direitos humanos Kontras, citando dados oficiais. Entre eles, mais de 90 estrangeiros, incluindo duas mulheres, segundo o Ministério da Imigração e Serviços Correcionais.

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A filipina de 39 anos, Mary Jane Veloso, detida em 2010 e também condenada à morte por tráfico de droga, foi repatriada para as Filipinas em meados de Dezembro, após acordo entre os dois países. Além disso, cinco membros australianos dos “Nove de Bali”, detidos na ilha turística em 2005 por tráfico de droga e condenados a pesadas penas de prisão, foram repatriados para o seu país em 15 de Dezembro.

Outro francês, Félix Dorfin, detido na ilha turística de Lombok, foi condenado, além das requisições, à pena de morte em 2019 também por tráfico de droga, o que sempre negou. A pena foi posteriormente comutada para dezenove anos de prisão, que ele cumpre atualmente.

Segundo a associação ECPM, além de Serge Atlaoui, pelo menos quatro franceses estão atualmente condenados à morte em todo o mundo: dois homens em Marrocos e um na China, bem como uma mulher na Argélia.

As últimas execuções capitais na Indonésia datam de 2016: um indonésio e três nigerianos, condenados por tráfico de drogas, foram baleados.

O mundo com AFP

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Podcast da Ufac entrevista novo reitor Josimar Ferreira — Universidade Federal do Acre

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O canal UfacTV no YouTube transmitiu ao vivo, na quinta-feira, 13, a estreia da terceira temporada do CapiCast, podcast oficial produzido pela Assessoria de Comunicação da universidade. O episódio inaugural trouxe como convidado o professor Josimar Ferreira, que assumiu a Reitoria da instituição para o quadriênio 2026-2030, em uma entrevista conduzida pela apresentadora e assessora de Comunicação Nattércia Damasceno. A solenidade oficial de transmissão de cargo será na sexta-feira, 21, às 17h, no Teatro Universitário.

Com a temática geral “Ufac em Perspectiva: Floresta, Conhecimento, Futuro”, a nova temporada busca debater o papel da universidade na transformação social e no desenvolvimento regional, integrando a produção acadêmica à preservação ambiental e às demandas da comunidade acreana.

Durante a conversa, o novo reitor relembrou sua trajetória acadêmica iniciada em 1997, quando ingressou no curso de Agronomia como filho de produtores rurais e enfrentou os desafios do ensino superior na época, como a escassez de transporte e de bolsas de estudo. “Estar no cargo de reitor me faz refletir isso, porque eu sei de onde vim, como se diz, o chão de fábrica, um filho de um produtor rural que, graças ao processo educacional, chega ao maior posto da sua casa.”

Ao tratar das prioridades para os primeiros cem dias de gestão, Josimar antecipou medidas voltadas à reestruturação de serviços e ao diálogo com a comunidade. O primeiro ato administrativo a ser submetido ao Conselho Universitário (Consu) será a revogação das reuniões virtuais, garantindo o retorno das sessões presenciais dos colegiados.

O plano de ação inicial também inclui a retomada dos serviços de xerox para alunos e docentes, o estudo para implantação de reconhecimento facial nas catracas do Restaurante Universitário e o foco na conclusão de obras pendentes, como a passarela da Medicina Veterinária e as instalações do Colégio de Aplicação.

Outro tema abordado foi o compromisso com a inclusão e a equidade. O gestor anunciou que proporá ao Consu a criação da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade, estrutura planejada para centralizar e fortalecer as políticas voltadas aos estudantes indígenas, ao Núcleo de Apoio à Inclusão e aos observatórios sociais da instituição.

Por fim, o fortalecimento da comunicação pública foi apontado como peça-chave para romper os muros da academia e levar o conhecimento científico diretamente à sociedade.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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Josimar Ferreira inicia gestão de 4 anos como reitor da Ufac — Universidade Federal do Acre

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Josimar Ferreira inicia gestão de 4 anos como reitor da Ufac-reitor-e-vice.jpg

O reitor da Ufac, Josimar Ferreira, reuniu-se com os novos pró-reitores da administração superior para marcar o início da gestão do quadriênio 2026-2030 e tratar das primeiras ações e prioridades a serem tomadas na universidade. O encontro ocorreu nesta quarta-feira, 12, na Reitoria, campus-sede. A sessão solene pública de transmissão de cargo da Reitoria será realizada na sexta-feira, 21, às 17h, no Teatro Universitário.

Josimar afirmou que a eficiência na aplicação dos recursos e a austeridade estarão entre os princípios da gestão. Hoje ele também se reúne com as equipes das áreas de planejamento e administração para avaliar o orçamento disponível para execução das atividades até o fim do ano. “Esse é um princípio que adotamos desde o primeiro dia”, afirmou.

Entre as primeiras medidas anunciadas está a retomada das reuniões presenciais dos conselhos universitários. Segundo o reitor, a mudança será implementada já nesta primeira semana de gestão.

Outra ação prevista é a criação de uma nova pró-reitoria, voltada a ações afirmativas, equidade, gênero e inclusão. De acordo com Josimar, a proposta é colocar essas políticas no centro da estrutura administrativa da universidade e ampliar sua atuação nas políticas acadêmicas.

A nova gestão também dará continuidade ao processo de realização do vestibular do curso de Medicina. O reitor informou que a Ufac já garantiu recursos e iniciará a fase de contratação da empresa responsável pelo certame. A previsão é que as provas sejam aplicadas nas cinco regionais do Acre, com manutenção do bônus regional.

A interiorização também está entre as prioridades apresentadas. A gestão pretende iniciar discussões sobre a ampliação da presença permanente da universidade no interior, incluindo a regional do Purus, em Sena Madureira, e a região de Tarauacá e Envira.

Josimar destacou ainda a intenção de ampliar a aproximação da Ufac com diferentes setores da sociedade. “Queremos aproximar a relação com a sociedade, com o serviço, com o comércio, com a indústria, e com isso fortalecer o nosso tripé, o ensino, a pesquisa e a extensão.”

Integram a nova administração superior a vice-reitora Almecina Balbino; a pró-reitora de Graduação, Danila Torres; o pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação, Dionatas Meneguetti; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Marco Amaro; a pró-reitora de Assuntos Estudantis, Aline Nicolli; o pró-reitor de Planejamento, Edcarlos Souza; o pró-reitor de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas, Thiago Lima; e o pró-reitor de Administração, Tone Roca.

 



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Proaes lança plataforma para cadastro da assistência estudantil — Universidade Federal do Acre

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A Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes), da Ufac, oficializou o lançamento do Cadastro da Assistência Estudantil (Caes) nessa terça-feira, 11. A nova plataforma digital foi desenvolvida para reformular o processo de seleção de bolsas e auxílios financeiros da instituição, com o objetivo de reduzir a burocracia, otimizar o fluxo socioeconômico e ampliar o acesso dos acadêmicos aos programas de permanência universitária.

A plataforma já está disponível para acesso e o preenchimento do cadastro poderá ser realizado ao longo do ano de 2026. A transição completa do fluxo de seleção para o novo ambiente digital será concluída para ter validade nos editais previstos para o ano letivo de 2027.

O sistema apresenta interface que se adapta, permitindo o preenchimento e acompanhamento das etapas diretamente por dispositivos móveis, como celulares e tablets. Outra mudança estrutural do Caes é a otimização do formulário socioeconômico, que teve sua extensão reduzida de 14 para 9 páginas. O documento passa a ser pré-preenchido de forma automática com dados cadastrais já existentes nas bases de dados integradas da Ufac, evitando a inserção repetitiva de informações pessoais pelos discentes.

O modelo operacional introduz a aprovação prévia do cadastro socioeconômico, que terá validade mínima de dois anos. Com a homologação efetuada pela equipe de assistentes sociais da Proaes, o estudante integrará um banco de dados unificado, ficando apto a diferentes modalidades de auxílios e bolsas por meio de uma manifestação de interesse digital, sem a necessidade de reapresentar a documentação completa a cada novo edital lançado. Apenas modalidades específicas que demandem comprovações complementares, como o auxílio-creche, exigirão anexos pontuais.

O desenvolvimento da ferramenta durou aproximadamente dez meses e foi viabilizado por uma cooperação técnica entre a Proaes, o projeto WebAcademy, sob coordenação do professor Daricélio Moreira, o Núcleo de Tecnologia da Informação e o corpo de assistentes sociais da universidade, que atuaram na especificação das regras de negócio do software. Três acadêmicos selecionados via edital atuaram diretamente na programação e construção do sistema.

“O Cadastro da Assistência Estudantil vai trazer uma redução na burocracia e a possibilidade de melhorar o acesso dos estudantes aos benefícios da Proaes”, disse o pró-reitor de Assuntos Estudantis, Isaac Dayan. “Temos vários aspectos que ajudam o estudante a ter uma melhor experiência na hora de concorrer, como uma interface intuitiva e a redução da quantidade de páginas do formulário. Acreditamos que será um grande avanço na política de assistência estudantil.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)

 



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