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‘A gente vai ter um salto importante’, diz Padilha…

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Marcela Rahal

A entrevista coletiva que o presidente Lula deu nesta quinta-feira, 30, a jornalistas no Palácio do Planalto parece ter agradado integrantes da Esplanada que viram, além da oportunidade de reforçar melhor as ações do governo, a chance de mostrar uma imagem positiva em relação a saúde do petista. Lula ficou por mais de uma hora, em pé, respondendo a perguntas de forma bem humorada.

A ideia da nova equipe de comunicação, liderada pelo ministro da secretaria de Comunicação, Sidônio Palmeira, era desmistificar a imagem de que o presidente está fragilizado, aos 79 anos, depois de uma cirurgia de emergência a qual foi submetido para tratar uma hemorragia intracraniana. O problema aconteceu em decorrência de um acidente doméstico.

“O presidente está muito bem, teve um acidente, não foi algo decorrente de uma doença, se recuperou muito bem. Muita gente tinha uma imagem diferente dessa situação de vitalidade do presidente Lula”, destacou o ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, em entrevista ao programa Os Três Poderes, de VEJA.

Outra missão, da equipe de comunicação, foi fazer com que o presidente volte a falar de uma forma mais direta com a população para, quem sabe, conseguir reverter pelo menos uma parte da desaprovação constatada por recentes pesquisas. “Acho que a gente vai ter um salto importante”, aposta Padilha.

Talvez, o novo erro do governo seja acreditar que tudo se resolverá com a comunicação. Além de ações positivas, existe a necessidade de um projeto de governo, políticas que realmente impactem a população, que chega ao mercado e ainda vê os preços nas alturas, por exemplo.



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Frase do dia: Ciro Gomes

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Frase do dia: Ciro Gomes

Matheus Leitão

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“Estou muito envergonhado! Isto é uma indignidade inexplicável!” (Ciro Gomes, ex-ministro da Fazenda, usando as redes sociais para reclamar da troca de Carlos Lupi por Wolney Queiroz, seu desafeto no PDT, no comando do Ministério da Previdência Social) 


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Charge do JCaesar: 05 de maio

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Charge do JCaesar: 05 de maio

Felipe Barbosa

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A articulação para mudar quem define o teto de jur…

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A articulação para mudar quem define o teto de jur...

Nicholas Shores

O Ministério da Fazenda e os principais bancos do país trabalham em uma articulação para transferir a definição do teto de juros das linhas de consignado para o Conselho Monetário Nacional (CMN). 

A ideia é que o poder de decisão sobre o custo desse tipo de crédito fique com um órgão vocacionado para a análise da conjuntura econômica. 

Compõem o CMN os titulares dos ministérios da Fazenda e do Planejamento e Orçamento e da presidência do Banco Central – que, atualmente, são Fernando Haddad, Simone Tebet e Gabriel Galípolo.

A oportunidade enxergada pelos defensores da mudança é a MP 1.292 de 2025, do chamado consignado CLT. O Congresso deve instalar a comissão mista que vai analisar a proposta na próxima quarta-feira. 

Uma possibilidade seria aprovar uma emenda ao texto para transferir a função ao CMN.

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Hoje, o poder de definir o teto de juros das diferentes linhas de empréstimo consignado está espalhado por alguns ministérios. 

Cabe ao Conselho Nacional da Previdência Social (CNPS), presidido pelo ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, fixar o juro máximo cobrado no consignado para pensionistas e aposentados do INSS.

A ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, é quem decide o teto para os empréstimos consignados contraídos por servidores públicos federais.

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Na modalidade do consignado para beneficiários do BPC-Loas, a decisão cabe ao ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Wellington Dias.

Já no consignado de adiantamento do saque-aniversário do FGTS, é o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, que tem a palavra final sobre o juro máximo.

Atualmente, o teto de juros no consignado para aposentados do INSS é de 1,85% ao mês. No consignado de servidores públicos federais, o limite está fixado em 1,80% ao mês.

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Segundo os defensores da transferência da decisão para o CMN, o teto “achatado” de juros faz com que, a partir de uma modelagem de risco de crédito, os bancos priorizem conceder empréstimos nessas linhas para quem ganha mais e tem menos idade – restringindo o acesso a crédito para uma parcela considerável do público-alvo desses consignados.

Ainda de acordo com essa lógica, com os contratos de juros futuros de dois anos beirando os 15% e a regra do Banco Central que proíbe que qualquer empréstimo consignado tenha rentabilidade negativa, a tendência é que o universo de tomadores elegíveis para os quais os bancos estejam dispostos a emprestar fique cada vez menor.



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