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A guerra de Marc Bloch, “raro sobrevivente” das leis antijudaicas de Vichy, mas capturado pela Gestapo
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2 anos atrásem
Ele escreveu este versículo de Corneille em seus cadernos: “Não odeio a vida e adoro usá-la / Mas sem apego que cheira a escravidão” (PolieuctoV, II). Marc Bloch, em Outubro de 1940, reflectiu sobre a vida, sobre a guerra, sobre a história, na sua casa em Fougères, um belo edifício com portadas cor de vinho rodeado por um grande jardim, na pequena aldeia de Bourg-d’Ahem, no coração de Creuse. O grande historiador tem 54 anos, tem poliartrite dolorosa e seis filhos e acaba de dar os retoques finais em seu livro A estranha derrota (Franc-Tireur, 1946) – obra importante que só seria publicada após a Libertação e após a sua execução.
Marc Bloch é professor de história na Sorbonne desde 1936, ocupando a cátedra de história económica dois anos mais tarde, e no auge da sua fama. Mas o primeiro estatuto dos judeus, de 3 de outubro de 1940, abreviou a sua carreira: o investigador, fundador com Lucien Febvre da prestigiada escola Annales, foi despedido, tal como quase 3.000 judeus, incluindo cerca de mil professores.
” Sou judeu, escreveu Marc Bloch ao mesmo tempo em A estranha derrota, se não por religião, que não pratico mais do que qualquer outra, pelo menos por nascimento. Não sinto orgulho nem vergonha disto, sendo, espero, um historiador suficientemente bom para não ignorar que as predisposições raciais são um mito e a própria noção de raça pura um absurdo particularmente flagrante. (…) Só reivindico minha origem em um caso: diante de um antissemita. »
Ele adiciona esta linda página: “A França, finalmente, de onde hoje alguns conspirariam voluntariamente para me expulsar e talvez (quem sabe?) conseguirão, permanecerá, aconteça o que acontecer, a pátria da qual não posso arrancar o meu coração. Ali nasci, bebi das fontes da sua cultura, fiz meu o seu passado, só respiro bem sob o seu céu, e esforcei-me, por minha vez, por defendê-lo o melhor que pude. »
Ensino e pesquisa são toda a sua vida. Seu pai, Gustave, já era um respeitado professor de história romana na Sorbonne, e o pequeno Marc seguiu seus passos: o colégio Louis-le-Grand, em Paris, onde se destacou – o diretor anotou em seu livreto: “Aluno de primeira classe, com firmeza de julgamento, distinção e curiosidade de espírito verdadeiramente notáveis” –arrecada prêmios no concurso geral, todos os anos e em todas as disciplinas. O jovem ingressou na École Normale Supérieure em 1904, onde lecionava seu pai, que certamente não brincava com a disciplina.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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5 dias atrásem
2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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Consu aprova comissão para destinar cotas a pessoas transgênero — Universidade Federal do Acre
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6 dias atrásem
1 de outubro de 2026O Conselho Universitário (Consu) da Ufac aprovou a criação de uma comissão para elaborar a proposta de cotas de acesso à graduação para pessoas transgênero, que é uma pauta da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), recentemente criada com o objetivo de expandir políticas de inclusão na universidade. A aprovação ocorreu nessa quarta-feira, 30, na 5ª Reunião Ordinária do Consu, realizada no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, campus-sede.
A Ufac já possui regulamentação que garante o acesso por cotas à comunidade transgênero na pós-graduação desde 2023. A proposta aprovada pelo Consu busca ampliar esse direito para a graduação, assegurando não apenas a entrada, mas também o acompanhamento para permanência de estudantes até a conclusão dos cursos.
A comissão terá prazo de 90 dias para realizar os estudos e apresentar a minuta final do projeto. O grupo terá formação intersetorial, reunindo representantes das três categorias acadêmicas: docentes, técnico-administrativos e discentes, além de representantes de entidades e movimentos sociais da sociedade civil voltados aos direitos da população transgênero no Acre.
“Reafirmamos nosso compromisso ao instituir a comissão que vai deliberar sobre as cotas trans”, disser o reitor Josimar Ferreira. “Trata-se de uma ação demandada pela sociedade para incluir populações historicamente invisibilizadas, garantindo que as ações afirmativas façam parte da história do nosso conselho.”
Segundo a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, a política visa transformar a realidade de um dos grupos mais marginalizados socialmente. “Precisamos atentar para a garantia de acesso, permanência e dignidade para que essa comunidade possa construir seus projetos de vida com mais oportunidades”, comentou. “No Brasil, cerca de 30 universidades já adotam políticas semelhantes, e a Ufac dá um passo essencial para consolidar essa transformação.”
Integrante do Consu, a professora Raquel Ishii ressaltou que a comissão foi criada para ir além da gestão superior da universidade. “Considero essa aprovação uma grande vitória para a sociedade civil e para a universidade. A comissão amplia o debate da pós-graduação para a graduação. Trata-se de um grupo bem amplo, constituído não só pela gestão, mas com convites abertos ao Diretório Central dos Estudantes e a movimentos sociais externos à universidade.”
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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A Diretoria Geral do Campus Floresta (DG-Camp), por meio do Setor de Assistência Estudantil (SAE-CZS), comunica a suspensão do Restaurante Universitário nesta segunda-feira, 28, para o Campus Floresta, em decorrência do ponto facultativo decretado pela Reitoria por meio da Portaria n.º 3.914, de 24/09/2026, em virtude da celebração do Aniversário do município de Cruzeiro do Sul (AC).
Contamos com a compreensão de toda a comunidade acadêmica.
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