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A guerra na Ucrânia está a aumentar ou a caminhar para o fim do jogo? | Christopher S Chivvis
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2 anos atrásem
Christopher S Chivvis
EUParece que a guerra na Ucrânia está prestes a atingir um novo nível. As tropas norte-coreanas juntaram-se à Rússia no campo de batalha, a Ucrânia está a atacar profundamente o território russo com armas fornecidas pelos EUA e o Kremlin está mais uma vez a fazer ameaças nucleares. Estes desenvolvimentos intensificam a sensação de que esta guerra poderá sair do controlo. Paradoxalmente, porém, também podem ajudar a inaugurar o seu fim.
Em outubro, a Coreia do Norte adicionado 11.000 soldados para o campo de batalha ao lado da Rússia. A administração Biden disse esta foi uma escalada inaceitável. No fim de semanaaprovou o uso pela Ucrânia de mísseis fornecidos pelos EUA para ataques de longo alcance na Rússia. A Rússia respondeu com uma nova e mais ameaçadora doutrina nuclear que diz que poderá usar o seu arsenal nuclear contra um país não nuclear – uma ameaça não tão velada para a Ucrânia.
A Rússia fez ameaças nucleares várias vezes durante a guerra, e eu argumentei que o Ocidente deve levar a sério estas ameaças, por mais inconvenientes e imorais que sejam. Ainda assim, estas últimas ameaças parecem pura postura, dado o facto de o anúncio ser esperado há muito tempo e de a Rússia estar agora a fazer progressos constantes no campo de batalha com meios convencionais.
A decisão de Joe Biden de permitir que a Ucrânia atacasse a Rússia com longo alcance Atacmso que poderia resultar em governos europeus removendo restrições semelhantes nos mísseis que forneceram à Ucrânia, é mais importante. Também é mais arriscado.
Esta é a primeira vez que armas dos EUA são utilizadas para destruir alvos dentro da própria Rússia e um passo significativo em direcção a um conflito directo entre as duas grandes potências. Não é surpresa que a Rússia tenha disse repetidamente consideraria estes ataques de longo alcance como um ataque direto da OTAN ao território russo. A Rússia pode ter acabado de cortar cabos de Internet nas profundezas do Mar Báltico em resposta e poderia escalar de outras maneiraspor exemplo, fornecendo ajuda militar aos Houthis ou aos adversários dos EUA em outras partes do mundo.
O presidente dos EUA manteve, portanto, e com razão, Ucrânia até agora sob rédea curta no que diz respeito aos mísseis de longo alcance que os EUA lhe deram. Mas o contexto estratégico da guerra está a mudar, tanto nos EUA como no campo de batalha. Permitir que a Ucrânia utilize os Atacms pode, de facto, valer a pena o risco se melhorar as hipóteses da administração Trump de pôr fim a esta guerra.
Nos Estados Unidos, Donald Trump está agora à espera nos bastidores. Ele prometeu acabar com esta guerra “em um dia”. Na realidade, qualquer negociação séria exigirá meses de trabalho diplomático concentrado em todo o mundo – com aliados, parceiros e adversários dos EUA, bem como com a Rússia e a Ucrânia. Existem questões complexas sobre como garantir a paz que não serão resolvidas rápida ou facilmente.
O equilíbrio no campo de batalha também mudou. Considerando que Volodymyr Zelenskyy maximalista e inatingível os objectivos de guerra já foram o principal obstáculo às negociações, a Rússia sucesso no campo de batalha é agora um grande obstáculo para os diplomatas. Esse sucesso reacendeu a esperança em Moscovo de que poderá ser capaz de capturar a capital da Ucrânia, Kiev. O apetite tem cresceu com a alimentaçãocomo alguns na Rússia notaram.
Neste contexto, quanto mais cartas a nova administração dos EUA tiver para conseguir um cessar-fogo Rússia melhor. A decisão de Biden de remover as restrições aos Atacms dá a Trump uma carta útil que deverá encorajar o Kremlin a seguir o caminho diplomático mais cedo ou mais tarde.
Pode não ser suficiente, no entanto. Embora a administração Biden tenha tido razão ao agir com cautela ao permitir estes ataques na Rússia, isso significa que a Rússia teve a oportunidade de desenvolver defesas entretanto, contra estas armas. A melhor maneira de fazer mais seria Biden impor sanções ainda mais duras à Rússia, que Trump poderia então oferecer para levantar durante as negociações de cessar-fogo.
A Rússia já está sob pesadas sanções, mas adaptou-se a elas e, assim, reduziu a influência que oferecem ao Ocidente. Agora que a inflação está controlada, é possível apertar sanções sobre o petróleo e o gás russos. Para serem eficazes como alavanca de negociação, no entanto, estas sanções devem ser concebidas de modo que a Casa Branca possa facilmente removê-las em troca de concessões russas.
Com certeza, como Trump planeja acabar com a guerra ainda são obscuros. Um objectivo razoável seria um cessar-fogo que preservasse a soberania da Ucrânia e a perspectiva de um dia poder aderir à União Europeia – mesmo que não à NATO. Mas o Gabinete que Trump nomeou é uma mistura de atitudes em relação à Ucrânia e à Rússia. Alguns, como Tulsi Gabbard, poderiam ficar satisfeitos em simplesmente ceder toda a Ucrânia à Rússia. Outros, como Marco Rubio e Michael Waltz, provavelmente desejarão uma abordagem mais intransigente.
Se for confrontado com a perspectiva de uma grande vitória russa no início da sua administração, até Trump poderá preferir uma linha mais dura com o Kremlin – nem que seja para evitar a óptica que Biden sofreu durante a retirada do Afeganistão.
Poucas semanas depois de Trump tomar posse, a guerra na Ucrânia entrará no seu quarto ano. Pouco depois, terá durado mais tempo do que os EUA duraram na Segunda Guerra Mundial. Centenas de milhares de pessoas morreram e milhões de vidas foram destruídas. Segurança em Europa não melhorou com os combates. Globalmente, a guerra incentivou um vínculo perigoso e cada vez mais estreito entre a Rússia, a China, o Irão e a Coreia do Norte. O Kremlin ainda é o culpado pela guerra, mas para o bem dos EUA, da Europa e do mundo, é hora de começar a tomar medidas sérias para pôr fim a ela.
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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