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POLÍTICA

A incerteza sobre o futuro de José Múcio, alvo con…

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Ricardo Chapola

É de conhecimento do presidente Lula o desejo do ministro da Defesa, José Múcio, de deixar o governo. No fim de 2024, os dois conversaram sobre o assunto. Na ocasião, o ministro se comprometeu a deixar com o chefe uma lista com três indicações de nomes gabaritados para substituí-lo. Já o mandatário teria ficado contrariado com a pretensão do auxiliar de abandonar o barco. Eventual demissão, se ocorrer, deve ser realizada no âmbito da esperada reforma ministerial.

O presidente e o ministro são companheiros de longa data. Múcio foi o responsável pela articulação política no segundo mandato do petista. Em 2023, deixou a aposentadoria de lado para assumir a espinhosa tarefa de pacificar as relações entre Lula e as Forças Armadas, que tiveram quadros capturados politicamente pela gestão de Jair Bolsonaro e, como demonstraram as investigações da Polícia Federal, envolvidos numa trama golpista para manter o capitão no poder.

Leia também: Reforma ministerial: saída de Lewandowski pode ser solução para Múcio e Pacheco

Desde a sua posse no cargo, Múcio sofre com o fogo amigo. Na esteira da invasão e depredação das sedes dos Três Poderes, em janeiro de 2023, petistas influentes defenderam a sua demissão da Defesa e sugeriram que ele fosse substituído pelo vice-presidente Geraldo Alckmin. O ministro resistiu à fritura. Em conversas reservadas, costuma alegar que os ataques do PT, cuja imagem não é das melhores entre os militares, fortalecem-no no posto. Ele argumenta ainda que sua missão não é agradar a legenda, mas aparar arestas entre Lula e a caserna, o que tem sido feito, como reconhece o próprio chefe.

Resistente

Como há muita gente interessada na reforma ministerial e poucos quadros dispostos a abrir mão das vagas, intensificaram-se as pressões pela substituição de ministros sem lastro partidário ou que são alvo de críticas de integrantes da aliança governista. Múcio não foi indicado por nenhuma sigla e, portanto, está enquadrado nesse perfil. Sua saída, segundo políticos, abriria espaço para que Lula pudesse reorganizar seu elenco, dando mais poder a líderes partidários.

Com cinco mandatos de deputado federal no currículo, Múcio sabe dessas pressões e sairia sem reclamar. Ele sempre deixou o cargo à disposição. Sempre esteve preparado para deixar a pasta. Sempre brincou que está para ser demitido. Mas, até aqui, sempre contou também com o apoio de Lula, detentor da caneta que nomeia e demite. Não será surpresa se o presidente segurar, mais uma vez, o mais “demissionário” de seus auxiliares, que tinha férias previstas para janeiro, mas, segundo sua assessoria, resolveu ficar trabalhando em Brasília.



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OPINIÃO

Opinião: A ciranda troca de partidos e a busca por cargos públicos

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Foto de capa [arquivo pessoal]
Os parlamentares que mudam de partido – como macacos puladores de galho – ou se candidatam a outros cargos no Legislativo e no Executivo apenas para preservar privilégios demonstram desrespeito à República e deveriam sentir vergonha de tal conduta. Essa prática evidencia a ausência de compromisso ideológico e a busca incessante por posições de poder, transmitindo à sociedade a imagem de oportunistas movidos por conveniências pessoais. A política deveria ser encarada como missão cívica, exercício de cidadania e serviço transitório à nação. Encerrado o mandato, o retorno às profissões de origem seria saudável para a oxigenação da vida pública.  
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Infelizmente, o sistema político brasileiro está povoado por aqueles que veem na política não um espaço de serviço público, mas um negócio lucrativo. Como já destacou o jornal El País, ser político no Brasil é um grande negócio, dadas as vantagens conferidas e auferidas — e a constante movimentação de troca de partidos confirma essa percepção.  
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A cada eleição, o jogo se repete: alianças improváveis, trocas de legenda na janela partidária e negociações de bastidores que pouco têm a ver com as necessidades reais da população. Em vez de missão cívica, vemos aventureiros transformando a política em palco de interesses pessoais e cabide de empregos. A busca incessante pela reeleição e por cargos demonstra que, para muitos, a política deixou de ser a casa do povo e tornou-se um negócio.  
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Convém lembrar aos que se consideram úteis  e insubstituíveis à política que o cemitério guarda uma legião de ex-políticos esquecidos, cuja ausência jamais fez falta ao país.  
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As próximas eleições são a oportunidade para os eleitores moralizarem o Legislativo, elegendo apenas candidatos novos, sem os vícios da velha política, que tenham conduta ilibada e boa formação cultural. Por outro lado, diga não à reeleição política, aos trocadores de partidos, aos que interromperam o mandato para exercer cargos nos governos, e àqueles que já sofreram condenação na Justiça ou punição no Conselho de Ética do Legislativo. 
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Júlio César Cardoso
Servidor federal aposentado
Balneário Camboriú-SC

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POLÍTICA

Frase do dia: Ciro Gomes

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Frase do dia: Ciro Gomes

Matheus Leitão

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“Estou muito envergonhado! Isto é uma indignidade inexplicável!” (Ciro Gomes, ex-ministro da Fazenda, usando as redes sociais para reclamar da troca de Carlos Lupi por Wolney Queiroz, seu desafeto no PDT, no comando do Ministério da Previdência Social) 


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Felipe Barbosa

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