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À medida que o acordo de gás entre a Rússia e a Ucrânia termina, as preocupações aumentam no leste da UE – DW – 30/12/2024

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Atualmente, Gás russo continua a fluir através da rede de gasodutos da Ucrânia até ao União Europeia (UE)gerando receitas para o líder do Kremlin, Vladimir Putin, e financiando a sua guerra contra a Ucrânia. O russo afirmou que sem o gás russo o bloco não será capaz de satisfazer as suas necessidades energéticas.

Para a Ucrânia, pelo contrário, o acordo de trânsito de gás sempre significou, antes de mais nada, encher o cofre de guerra de Putin, apesar de algumas das receitas que a Rússia obtém com a sua as exportações via Ucrânia permanecem em Kyiv como taxas de trânsito.

Agora, no final do ano de 2024, a Ucrânia não renovará o acordo de trânsito de gás com a Rússia, conforme anunciado por Presidente Volodymyr Zelenskyy em 19 de dezembro em Bruxelas. A Ucrânia não permitirá mais que Moscovo “ganhe milhares de milhões adicionais” enquanto continua a sua agressão contra o país.

Presidente russo Putin também confirmou a rescisão do contrato, dizendo aos repórteres num briefing televisionado em 26 de dezembro que um novo contrato era “impossível de ser concluído em 3-4 dias”.

Putin culpou firmemente a Ucrânia por se recusar a prorrogar o acordo.

O fim do acordo, no entanto, levanta questões sobre o fornecimento de gás nos países sem litoral do leste da UE, que não podem importar gás natural liquefeito (GNL) por via marítima. A Áustria, a Hungria e a Eslováquia ainda dependem do gás russo através da Ucrânia, razão pela qual os governos estão ansiosos para continuar a comprar gás russo.

Um navio-tanque de GNL projetado para transportar gás natural liquefeito é rebocado no porto de Rotterdam
Os navios-tanque de GNL não conseguem chegar aos países sem litoral da Europa de LesteImagem: Lex van Lieshout/ANP/AFP/Getty Images

Gás russo: mutuamente benéfico mesmo durante a Guerra Fria

Antes a guerra da Ucrâniaa Rússia era o maior exportador mundial de produtos naturais e a Europa era o mercado mais importante de Moscou. Os governos europeus priorizaram o acesso à energia barata em detrimento das preocupações em fazer negócios com Putin.

A relação mutuamente benéfica começou há mais de 50 anos, quando o primeiro União Soviética precisava de fundos e equipamentos para desenvolver os seus campos de gás na Sibéria. Na altura, a parte ocidental da então ainda dividida Alemanha procurava energia acessível para a sua economia em crescimento e assinou o chamado acordo de tubos por gás com Moscovo, ao abrigo do qual os fabricantes da Alemanha Ocidental forneceram milhares de quilómetros de tubos para transportar gás russo. para a Europa Ocidental.

Uma placa de pedra marcando o oleoduto Druzhba com canos ao fundo
O gasoduto Druzhba foi uma joint venture entre o Oriente e o Ocidente construída durante a Guerra FriaImagem: Átila Volgyi/Xinhua/IMAGO

Esta relação energética persiste, uma vez que os importadores europeus estão frequentemente presos a contratos de longo prazo dos quais é difícil rescindir.

De acordo com o think tank Bruegel, com sede em Bruxelasas importações de combustíveis fósseis da UE provenientes da Rússia ascenderam a cerca de mil milhões de dólares (958 milhões de euros) por mês no final de 2023, abaixo dos 16 mil milhões de dólares por mês no início de 2022. Em 2023, a Rússia foi responsável por 15% do total das importações de gás da UE, atrás da Noruega (30%) e dos EUA (19%), mas à frente dos países do Norte de África (14%). Grande parte deste gás russo flui através de gasodutos através da Ucrânia e da Turquia.

Os principais consumidores incluem Áustria, Eslováquiae Hungria. Além disso, países como Espanha, França, Bélgica e Países Baixos ainda importam GNL russo por navios-tanque, alguns dos quais se misturam com outras fontes de gás na rede de gasodutos da Europa. Como resultado, poderá até chegar à Alemanha, apesar dos seus esforços para renunciar ao gás russo.

Convulsão no mercado de gás desencadeia picos de preços

Após a invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022, os preços do gás subiram dramaticamente — por vezes mais de 20 vezes — forçando algumas fábricas europeias a cortar a produção e muitas pequenas empresas a fechar. Desde então, os preços caíram, mas permanecem acima dos níveis anteriores à crise, tornando as indústrias com utilização intensiva de energia, especialmente na Alemanha, menos competitivas.

Os consumidores europeus também sofrem com os elevados preços da energia, o que levou muitos a reduzir o consumo num contexto de grave crise do custo de vida. As despesas adicionais são um fardo significativo: quase 11% dos cidadãos da UE tiveram dificuldades para aquecer adequadamente as suas casas em 2023, de acordo com a Comissão da UE.

A rescisão do acordo Ucrânia-Rússia já está incluída nas previsões do mercado europeu de gás, de acordo com um relatório Comissão da UE análise relatada pela Bloomberg em meados de dezembro.

A UE não está desesperada para manter aberta a rota do gás

A UE está confiante na sua capacidade de garantir abastecimentos alternativos.

“Com mais de 500 mil milhões de metros cúbicos de GNL produzidos anualmente a nível mundial, a substituição de cerca de 14 mil milhões de metros cúbicos de gás russo que transitam através da Ucrânia deverá ter um impacto marginal nos preços do gás natural da UE”, cita Bloomberg no documento da comissão, que é ainda não é público. “Pode-se considerar que o fim do acordo de trânsito foi internalizado nos preços do gás de inverno”.

A UE há muito que argumenta que os Estados-Membros que ainda importam gás russo através da rota da Ucrânia – especialmente a Áustria e a Eslováquia – poderiam sobreviver sem estas entregas. Portanto, a comissão da UE disse que não entraria em negociações para manter a rota aberta.

Segundo a Comissão, os Estados-Membros conseguiram reduzir o seu consumo de gás em 18% desde agosto de 2022, em comparação com a média de cinco anos. Além disso, espera-se que os Estados Unidos criem novas capacidades de GNL nos próximos dois anos, e estes fornecimentos poderão ajudar a UE a resolver potenciais perturbações.

“O cenário mais realista é que o gás russo não flua mais pela Ucrânia”, disse a comissão da UE, acrescentando que o bloco estava “bem preparado” para este resultado.

O apelo da Eslováquia pelo gás russo

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Aumentando as preocupações na Europa Oriental

Apesar das garantias da UE, a Hungria e a Eslováquia continuam preocupadas com os seus fornecimentos de gás e com os seus laços estreitos com a Rússia. Primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbánpor exemplo, está a procurar formas de manter o fornecimento de gás através da Ucrânia, apesar de as actuais importações do país dependerem em grande parte do gasoduto TurkStream.

Orbán apresentou ideias não convencionais, como a compra de gás russo antes de este passar para a Ucrânia. “Agora estamos tentando o truque… e se o gás, no momento em que entrar no território da Ucrânia, não for mais russo, mas já estiver na propriedade dos compradores”, disse Orbán em um briefing, de acordo com a agência de notícias Reuters. “Portanto, o gás que entra na Ucrânia não seria mais gás russo, mas sim gás húngaro.”

Primeiro-ministro húngaro, Orbán, discursando em evento em Budapeste
O primeiro-ministro húngaro, Orban, é um forte defensor do gás russo e quer que os fluxos através da Ucrânia continuemImagem: Aliança Denes Erdos/AP/picture

A Eslováquia adotou uma abordagem mais conflituosaameaçando contramedidas contra a Ucrânia. O primeiro-ministro Robert Fico sugeriu suspender o fornecimento emergencial de eletricidade à Ucrânia depois de 1º de janeiro, caso nenhum acordo seja alcançado. “Se necessário, interromperemos os fornecimentos de eletricidade de que a Ucrânia necessita durante os cortes”, disse Fico num vídeo no Facebook.

Em resposta à ameaça, o presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy acusou Fico de agir sob ordens russas, afirmando em plataforma de mídia social X que parece que Putin o orientou a “abrir uma segunda frente energética contra a Ucrânia”.

Fico continua a ser um dos mais fortes opositores da UE à ajuda militar à Ucrânia. Durante uma visita surpresa a Moscovo em Dezembro, Fico afirmou que Putin reafirmou a vontade da Rússia de continuar a fornecer gás à Eslováquia.

Este artigo foi escrito originalmente em alemão.



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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre

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A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.

Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.

Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.

O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.

Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna-2.jpg

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.

 



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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.

O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.

A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.

O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.

 



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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre

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A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.

Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.

A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.

“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).

A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.

“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”

A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.

Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.

 



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