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À medida que os incêndios em Grampians se aproximavam, 20 cangurus se abrigaram em uma sala de estar. Especialistas dizem que outros não têm tanta sorte | Animais selvagens
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2 anos atrásem
Petra Stock
Enquanto os incêndios se dirigiam para sua propriedade em Grampians, no estado australiano de Vitória no Boxing Day, a cuidadora da vida selvagem Pam Turner abrigou 20 filhotes em sua sala de estar.
Os animais reunidos lá dentro – alertas ao barulho dos sprinklers – são todos criados à mão por ela depois de ficarem órfãos devido a acidentes de carro, enforcamento de cercas e tiroteios.
Eles eram grandes demais para serem evacuados, mas jovens demais para se defenderem sozinhos.
“Eu simplesmente não poderia tê-los deixado, então estava preparado para ficar”, diz Turner, que opera o Abrigo de vida selvagem de Wildwood no oeste de Victoria, especializada em cangurus.
Então, como os Grampians resplandecem se aproximou de sua casa, ela os conduziu para dentro.
Sprinklers no telhado estavam funcionando em todos os prédios, enquanto Turner se preparava para se agachar com sua turba. Felizmente, o vento mudou de direção mais cedo, disse ela. “O que foi uma sorte para nós, mas não tão feliz para aqueles que estão no lado leste da montanha.
O parque nacional Grampians, conhecido como Gariwerd pelos proprietários tradicionais, viu pelo menos quatro grandes incêndios florestais desde 2006, afetando cerca de 85% de suas terrasde acordo com a Forest Fire Management Victoria.
Os cangurus às vezes são rápidos o suficiente para escapar das chamas e têm maior probabilidade de sobreviver do que espécies menores que vivem no solo, disse Turner. Mas eles aparecem traumatizados e emaciados nos abrigos, com as patas queimadas pela terra quente.
Embora a extensão total dos danos causados pelos incêndios ainda não seja conhecida, Vida Selvagem Victoria espera “impactos catastróficos e de longo prazo” para a vida selvagem, incluindo perda substancial de vidas, queimaduras, cegueira, desidratação e fome devido à perda de habitat e fontes de alimento.
“A nossa vida selvagem está na linha da frente das alterações climáticas. Eles não têm para onde fugir dos incêndios”, afirma sua presidente-executiva, Lisa Palma. “Precisamos desesperadamente de mais ações em relação às alterações climáticas e de mais apoio à vida selvagem por parte dos governos, para tentar limitar os danos causados às nossas preciosas espécies nativas antes que seja tarde demais.”
O ecologista da vida selvagem Dr. John White, professor associado da Universidade Deakin, foi estudando o impacto do fogo na paisagem de Grampians desde 2008. O que começou como um estudo de curto prazo – depois que os incêndios florestais queimaram 47% do parque nacional em 2006 – continuou enquanto o parque enfrentava mais três eventos de grande escala.
O estudo de Grampians forneceu uma perspectiva sobre os efeitos ecológicos das alterações climáticas no sudeste da Austrália, diz ele.
após a promoção do boletim informativo
Era uma paisagem antiga com habitats diversos, diz ele. Tem sido o lar de um terço das espécies de plantas de Victoria e um reduto de mamíferos nativos, incluindo o rato da charneca ameaçado de extinção e os bandicoots marrons do sul, potoroos vulneráveis de nariz comprido e várias espécies de antecinus (um pequeno marsupial carnívoro).
A recuperação após o incêndio foi um processo lento que pode ser agravado pela seca, diz ele.
“A maioria dos animais com os quais trabalhamos tem um horário de pico cerca de 20 anos após o incêndio, quando eles parecem atingir o limite.”
O problema com as alterações climáticas era “ter um grande incêndio após outro durante períodos de tempo muito curtos”. As espécies não têm tempo suficiente para se recuperarem, diz ele, e algumas apresentam declínios acentuados.
Controlar gatos selvagens e raposas depois disso pode ajudar, diz ele. “Essas duas espécies serão atraídas e basicamente aproveitarão o fato de que há muitos animais correndo por aí e não há muita cobertura para eles se esconderem.”
Kelly O’Shanassy, presidente-executiva da Australian Conservation Foundation, afirma que uma combinação de desmatamento e alterações climáticas colocou as espécies “incrivelmente preciosas” da Austrália em grande risco.
As espécies nativas que dependiam de parques nacionais como os Grampians para o seu habitat e sobrevivência também estavam a ser afectadas por incêndios mais frequentes e intensos alimentados pelas alterações climáticas.
“Há duas coisas que podemos fazer que realmente ajudarão a salvar a vida selvagem e a proteger as pessoas”, diz ela. “Vamos tomar medidas reais em relação às alterações climáticas. Precisamos de parar de desenterrar e queimar combustíveis fósseis, como o carvão, o gás e o petróleo, para alimentar as nossas vidas.”
“A segunda coisa que precisamos fazer é parar de destruir o mato.”
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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