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À medida que Trump 2.0 se aproxima, a indústria de chips de Taiwan se prepara para uma reviravolta | Tecnologia
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Taipé, Taiwan – Faltando apenas algumas semanas para o fim do cargo, o presidente cessante dos Estados Unidos, Joe Biden, e sua equipe estão lutando para garantir bilhões de dólares em financiamento para transferir a fabricação de chips para os EUA.
Assinado transformado em lei por Biden em 2022a Lei CHIPS e Ciência reservou 280 mil milhões de dólares em financiamento para impulsionar a investigação e o fabrico de semicondutores nacionais nos EUA, incluindo 39 mil milhões de dólares em subsídios, empréstimos e créditos fiscais para empresas norte-americanas e estrangeiras.
A lei recebeu apoio bipartidário no Congresso e foi amplamente bem recebida tanto nos estados de tendência democrata como republicana, ansiosos por atrair instalações industriais de ponta e criar empregos.
Mas com a tomada de posse do presidente eleito, Donald Trump, em 20 de janeiro, o futuro da Lei CHIPS parece agora incerto, deixando a administração Biden apressada para concluir negociações complexas com fabricantes de chips e distribuir fundos.
Durante uma aparição no podcast Joe Rogan Experience pouco antes da eleição, Trump criticou a legislação como sendo “muito ruim”.
“Investimos bilhões de dólares para empresas ricas”, disse Trump.
Trump também acusou lugares como Taiwan, sede do maior produtor mundial de semicondutores avançados, a Taiwan Semiconductor Manufacturing Company (TSMC), de “roubar” a indústria de chips dos EUA.
A maioria dos 24 beneficiários de fundos ao abrigo da Lei CHIPS são empresas norte-americanas, entre as quais a Intel, que no mês passado garantiu quase 7,9 mil milhões de dólares em financiamento direto do Departamento de Comércio dos EUA.
Quatro empresas do Leste Asiático também assinaram a Lei CHIPS: TSMC e GlobalWafers de Taiwan, e Samsung e SK Hynix da Coreia do Sul.
Nas últimas semanas, o Departamento de Comércio finalizou seus acordos com a TSMC e a GlobalWafers, após assinar anteriormente memorandos de acordo não vinculativos.
A TSMC garantiu US$ 6,6 bilhões em doações e US$ 5 bilhões em empréstimos para construir quatro instalações no Arizona, enquanto a GlobalWafers finalizou um acordo para receber US$ 406 milhões para construir instalações no Missouri e no Texas.
Trump não pode revogar unilateralmente a Lei CHIPS porque esta foi aprovada pelo Congresso dos EUA, mas analistas dizem que ele poderia dificultar o funcionamento da lei como pretendido.
Como presidente, ele poderia bloquear ou atrasar a distribuição de fundos pelo Departamento de Comércio, possivelmente como parte dos esforços de redução de custos liderados pelo novo chamado Departamento de Eficiência Governamental, a ser liderado pelo magnata da tecnologia Elon Musk e o empresário Vivek Ramaswamy.
Dan Hutcheson, vice-presidente da Tech Insights, com sede na Califórnia, disse que Trump também poderia simplesmente tentar renegociar alguns dos termos da Lei CHIPS ou reembalar elementos dela sob a nova legislação.
Trump fez uma manobra semelhante em 2018, com a assinatura do Acordo EUA-México-Canadá para substituir o Acordo de Livre Comércio da América do Norte, substancialmente semelhante, disse Hutcheson.
A administração Trump baseou-se fortemente na formulação do NAFTA e da Parceria Trans-Pacífico, um acordo de comércio livre com a Ásia proposto pelo antigo Presidente Barack Obama, para o acordo revisto.
“O que (Trump) realmente quer é colocar sua marca em tudo… e você vê isso em todos os seus hotéis e resorts e tudo mais”, disse Hutcheson à Al Jazeera.
“É o seu modus operandi típico, que acho que você pode esperar que aconteça com a Lei CHIPS.”
Entre os parceiros asiáticos da Lei CHIPS, a TSMC de Taiwan fez os esforços mais visíveis para aumentar o investimento nos EUA.
Depois de assinar anteriormente um memorando de acordo não vinculativo, a empresa taiwanesa garantiu no mês passado 6,6 mil milhões de dólares em subvenções e 5 mil milhões de dólares em empréstimos para construir quatro fábricas de semicondutores no Arizona.
Outras empresas asiáticas agiram de forma menos rápida, adiadas pelos atrasos dos últimos dois anos e pelos seus próprios desafios empresariais, de acordo com Chim Lee, analista sénior para a China e Ásia na Economist Intelligence Unit.
Em abril, a Samsung assinou um acordo não vinculativo para gastar 45 mil milhões de dólares na expansão das suas instalações de produção no Texas, em troca de 6,4 mil milhões de dólares em subvenções.
Oito meses depois, não houve nenhum anúncio de qualquer progresso no acordo.
Em outubro, a gigante tecnológica sul-coreana emitiu um raro pedido público de desculpas depois de publicar resultados decepcionantes do terceiro trimestre atribuídos à concorrência dos seus rivais chineses.
Também não houve mais atualizações sobre o status dos acordos não vinculativos, anunciados em abril e julho, respectivamente, para a SK Hynix construir uma instalação de US$ 3,87 bilhões em Indiana e a GlobalWafers para investir US$ 4 bilhões na produção de wafers de silício no Texas e Missouri.
Yachi Chiang, professor de direito tecnológico na National Taiwan Ocean University, disse que muitas pessoas em Taiwan pensam que a administração Trump pedirá à TSMC que invista mais do que os 65 mil milhões de dólares que prometeu para construir três fábricas no Arizona em troca de subsídios dos EUA.
Com a mudança de administração, as empresas poderão estar menos dispostas a prolongar as negociações, disse Lee da EIU.
“As renegociações podem prolongar a distribuição de fundos, se não prejudicar parte dela. A alocação (de recursos) já demorou mais de dois anos desde a aprovação do projeto. As empresas não gostam de esperar e não gostam de incerteza”, disse ele à Al Jazeera.
“Claro, isso vale para os dois lados. Para algumas empresas, a produção nos EUA é tão dispendiosa que não se comprometerão com investimentos a menos que haja fortes incentivos.”

As empresas tecnológicas da Ásia têm outros incentivos para manter a produção mais perto de casa.
A Coreia do Sul e Taiwan promulgaram no ano passado os seus próprios equivalentes à Lei CHIPS para aumentar os subsídios e incentivos fiscais para empresas que investem localmente.
O Japão aprovou no início deste ano 3,9 mil milhões de dólares em subsídios ao fabricante nacional de chips Rapidus, e Tóquio pretende gastar até 65 mil milhões de dólares através de financiamento dos sectores público e privado para alcançar os seus vizinhos fabricantes de chips.
Entretanto, a China comprometeu-se recentemente com 45 mil milhões de dólares para reforçar a sua indústria de chips face aos controlos de exportação dos EUA e outras tentativas para restringir a sua aquisição de tecnologia avançada.
O Ministério de Assuntos Econômicos de Taiwan disse à Al Jazeera que não seria apropriado comentar a Lei CHIPS antes de Trump assumir o cargo.
Taipei, no entanto, sinalizou a Trump que está a ouvir as suas preocupações.
Pouco depois da vitória eleitoral de Trump, o Financial Times informou que Taiwan estava a considerar um acordo de compra de armas no valor de 15 mil milhões de dólares para mostrar ao presidente eleito que estava “a levar a sério” a sua defesa, após as suas críticas de que deveria gastar mais nas suas forças armadas.
Ao mesmo tempo, existe um impasse político em toda a Ásia Oriental, criando ainda mais incerteza sobre a forma como os governos responderão à administração Trump e às suas exigências económicas.
Embora o presidente de Taiwan, William Lai Ching-te, possa dialogar com Trump como chefe de Estado, ele é limitado em termos políticos internos por uma oposição que detém a maioria na legislatura.
Na Coreia do Sul, Han Duck-soo está servindo como líder interino enquanto o Tribunal Constitucional do país considera a possibilidade de remover Yoon Suk-yeol do cargo após seu impeachment devido a uma breve declaração de lei marcial.
No Japão, o primeiro-ministro Shigeru Ishiba lidera um governo minoritário depois de o seu Partido Liberal Democrata ter perdido a maioria no parlamento na sequência de eleições antecipadas em Outubro.
Uma segunda eleição está marcada para o próximo ano para a câmara alta do parlamento japonês, prenunciando mais incertezas no futuro.
William Reinsch, consultor sénior do programa de economia do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais, disse que a Lei CHIPS era apenas uma das muitas questões nas mentes dos líderes da Ásia Oriental.
“Espero que a Coreia, Taiwan e o Japão tenham uma visão geral da melhor forma de manter boas relações com os EUA, em vez de se concentrarem apenas na Lei CHIPS”, disse Reinsch à Al Jazeera.
“Deveríamos esperar que eles pensassem seriamente em mais investimentos nos EUA, gastando mais dinheiro nos seus próprios orçamentos de defesa e pensando na melhor forma de se alinharem com a política dos EUA no que diz respeito à China.”
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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Consu aprova comissão para destinar cotas a pessoas transgênero — Universidade Federal do Acre
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1 de outubro de 2026O Conselho Universitário (Consu) da Ufac aprovou a criação de uma comissão para elaborar a proposta de cotas de acesso à graduação para pessoas transgênero, que é uma pauta da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), recentemente criada com o objetivo de expandir políticas de inclusão na universidade. A aprovação ocorreu nessa quarta-feira, 30, na 5ª Reunião Ordinária do Consu, realizada no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, campus-sede.
A Ufac já possui regulamentação que garante o acesso por cotas à comunidade transgênero na pós-graduação desde 2023. A proposta aprovada pelo Consu busca ampliar esse direito para a graduação, assegurando não apenas a entrada, mas também o acompanhamento para permanência de estudantes até a conclusão dos cursos.
A comissão terá prazo de 90 dias para realizar os estudos e apresentar a minuta final do projeto. O grupo terá formação intersetorial, reunindo representantes das três categorias acadêmicas: docentes, técnico-administrativos e discentes, além de representantes de entidades e movimentos sociais da sociedade civil voltados aos direitos da população transgênero no Acre.
“Reafirmamos nosso compromisso ao instituir a comissão que vai deliberar sobre as cotas trans”, disser o reitor Josimar Ferreira. “Trata-se de uma ação demandada pela sociedade para incluir populações historicamente invisibilizadas, garantindo que as ações afirmativas façam parte da história do nosso conselho.”
Segundo a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, a política visa transformar a realidade de um dos grupos mais marginalizados socialmente. “Precisamos atentar para a garantia de acesso, permanência e dignidade para que essa comunidade possa construir seus projetos de vida com mais oportunidades”, comentou. “No Brasil, cerca de 30 universidades já adotam políticas semelhantes, e a Ufac dá um passo essencial para consolidar essa transformação.”
Integrante do Consu, a professora Raquel Ishii ressaltou que a comissão foi criada para ir além da gestão superior da universidade. “Considero essa aprovação uma grande vitória para a sociedade civil e para a universidade. A comissão amplia o debate da pós-graduação para a graduação. Trata-se de um grupo bem amplo, constituído não só pela gestão, mas com convites abertos ao Diretório Central dos Estudantes e a movimentos sociais externos à universidade.”
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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A Diretoria Geral do Campus Floresta (DG-Camp), por meio do Setor de Assistência Estudantil (SAE-CZS), comunica a suspensão do Restaurante Universitário nesta segunda-feira, 28, para o Campus Floresta, em decorrência do ponto facultativo decretado pela Reitoria por meio da Portaria n.º 3.914, de 24/09/2026, em virtude da celebração do Aniversário do município de Cruzeiro do Sul (AC).
Contamos com a compreensão de toda a comunidade acadêmica.
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