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A morte do químico Alain Fuchs, ex-presidente do CNRS e grande promotor da autonomia universitária

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Alain Fuchs, ex-diretor do CNRS, no seu escritório em Paris, em janeiro de 2010.

Ex-presidente do Centro Nacional de Pesquisa Científica (CNRS) e da Universidade PSL (Paris Sciences & Lettres), o químico franco-suíço Alain Fuchs morreu em 8 de dezembro, em Paris, aos 71 anos. O CNRS saudou, num comunicado de imprensa, “uma personalidade comprometida em servir o ensino superior e a pesquisa na França”.

Nascido na Suíça e formado na Escola Politécnica Federal de Lausanne, ingressou na Universidade de Paris-Sud para realizar sua tese. Sua carreira, que começou na química experimental com o estudo das propriedades termodinâmicas de fluidos de alta pressão, continuou com o desenvolvimento da química teórica que consiste na modelagem computacional das estruturas e interações entre moléculas. Pioneiro na França neste tema, tornou-se especialista no estudo das propriedades de diversas moléculas porosas, como redes metal-orgânicas ou zeólitas, promissoras para armazenamento de gás, por exemplo. Em particular, ele está interessado no comportamento de fluidos nestes ambientes confinados.

Muito fundamental, este trabalho manteve-se intimamente ligado a experiências, e alguns também foram realizados em colaboração com grupos industriais, como Total ou GDF Suez. Apesar dos seus numerosos cargos de gestão, nunca deixará completamente de ensinar e, sobretudo, de fazer investigação; seu último trabalho foi lançado em dezembro de 2023.

Diretor de pesquisa do CNRS, então professor universitário, dirigiu a Escola Nacional de Química de Paris, que se tornou Chimie ParisTech, de 2006 a 2010, antes de assumir a direção do CNRS de 2010 a 2017.

Leia também | em 2010: Um novo chefe para o CNRS

Sucedeu Catherine Bréchignac e tornou-se o primeiro presidente e CEO da organização, após uma reforma da sua governação, fundindo os antigos cargos de presidente e CEO. Organizará o CNRS em dez institutos e apoiará a implantação de diversas estruturas de excelência com universidades, iniciativas de excelência (IdEx) e as Iniciativas Ciência-Inovação-Territórios-Economia (Isite), que fortalecem os vínculos entre organizações de pesquisa e universidades . Com a sua dimensão de antigo jogador de rugby, não hesitou em se manifestar em defesa da sua instituição, criticando por exemplo, em 2012, um relatório de avaliação da organização, ou, no mesmo ano, uma análise da Academia das Ciências considerando a CNRS muito burocrático.

Críticas às autoridades públicas

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PZ e Corpo de Bombeiros fazem curso de combate a incêndio florestal — Universidade Federal do Acre

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O Parque Zoobotânico (PZ), da Ufac, e o Corpo de Bombeiros Militar do Acre (CBM-AC) realizaram o curso Brigada de Incêndio Florestal, ministrado pelo Sargento Filipe Lima. A capacitação ocorreu na quinta-feira, 10, e sexta-feira, 11, no PZ, campus-sede, reunindo 35 participantes de setores da universidade, dos cursos de Engenharia Florestal, Biologia e Geografia, do doutorado da Rede Bionorte e da comunidade externa, que receberão certificado emitido pelo CBM-AC.

O primeiro dia foi de aulas teóricas sobre conceitos fundamentais, como triângulo do fogo, diferentes tipos de incêndio e técnicas de prevenção. No segundo dia ocorreram atividades práticas, com manuseio e manutenção de equipamentos de combate a incêndio, além de exercícios de campo simulando situações reais de combate e prevenção a incêndios florestais.

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O diretor do PZ, Harley Araújo da Silva, destacou que a iniciativa tem relação direta com os mais de 188 hectares de área florestal do campus-sede, tendo o PZ como o maior fragmento de floresta preservada. “Formar brigadistas preparados para atuar na prevenção e no combate a incêndios florestais é parte essencial do cuidado com esse patrimônio ambiental, tanto para a universidade quanto para as comunidades do entorno.”



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V Simpósio de Ciências Ambientais da Amazônia Sul Ocidental e o II Simpósio de Ciências Agrárias do Vale do Juruá

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Livro reúne pesquisas da Ufac sobre teatro e saberes da floresta — Universidade Federal do Acre

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O professor, pesquisador e artista Flavio da Conceição, da Ufac, organizou o livro “Teatro do Oprimido e as Pedagogias das Florestas” (Mundo Contemporâneo; Edufac, 452 p.), que foi lançado na sexta-feira, 11, durante a 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo.

A obra é resultado de cerca de dez anos de pesquisas desenvolvidas na universidade, reunindo experiências que relacionam a metodologia teatral aos conhecimentos tradicionais da Amazônia. “Apresentamos o Acre como produtor de conhecimento e como semente de um pensamento que pode inspirar outros professores e artistas no resto do Brasil e do mundo”, afirmou Flavio.

As pesquisas que deram origem ao livro começaram após a chegada do professor ao Acre e à Ufac, em 2017. O contato com experiências amazônicas, estudantes filhos de seringueiros e indígenas e conhecimentos tradicionais da floresta levou o pesquisador a rever sua prática com o método Teatro do Oprimido, idealizado por Augusto Boal. A partir dessas vivências, os projetos passaram a investigar como a metodologia poderia ser afetada por esses saberes.

Os estudos teóricos e práticos foram desenvolvidos pelo programa de pesquisa e extensão Gesto da Floresta, criado e coordenado por Flavio através de projetos de iniciação científica e extensão. As atividades envolveram comunidades periféricas de Rio Branco, como Calafate e Cidade do Povo, parcerias com comunidades tradicionais hunikuin e shanenawa e experiências relacionadas ao santo-daime, à Barquinha e à ayahuasca.

Estudantes de graduação e pós-graduação participaram dos projetos e das pesquisas e alguns assinam artigos na publicação. O trabalho também contou com a contribuição de parceiros de outras cidades, países e territórios. Para o organizador, os alunos são coautores das experiências que contribuíram para a construção da proposta das pedagogias das florestas.

Antes da programação em São Paulo, o livro foi apresentado em 3 de setembro, no Rio de Janeiro, durante a 12ª Jornada Internacional de Teatro do Oprimido e Universidade. As atividades integram o projeto Gesto Semeando Cidadania, que conta com apoio do Pulitzer Center.



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