POLÍTICA
A ofensiva inconsequente de Damares contra o ajust…
PUBLICADO
1 ano atrásem
Matheus Leitão
A senadora Damares Alves (PL-DF) anunciou que entrou em regime de plantão no Senado. Está disposta a combater o ajuste fiscal do governo Lula, especialmente no que diz respeito às mudanças no Benefício de Prestação Continuada (BPC) e ao Fundo Constitucional do Distrito Federal.
Nesta quarta, 18, sentada no plenário da Casa, ela fez uma live no Instagram para comentar o discurso do presidente da Comissão de Assuntos Sociais (CAS), Humberto Costa (PT-PE), que defendia da tribuna uma revisão no BPC para eliminar fraudes.
Enquanto o petista falava, Damares o mostrava pela televisão do fundo do plenário, criticando a fala do colega. “Eles não têm o que dizer. Estão usando o argumento de fraude. Eles estão querendo dizer que os idosos e as pessoas com deficiência estão fraudando o Brasil”, comentou a senadora.
Da tribuna, Humberto defendia que era preciso passar um pente-fino nos benefícios, que aumentaram, nos últimos anos, de R$ 30 bi para R$ 120 bi. “Não vem dizer que o povo está fraudando porque não está. Se uma ou outra pessoa usou um documento indevido pra conseguir o BPC, que prenda essa pessoa”, disse a senadora aos seguidores. “Eu não vou nem mostrar o líder do PT pra não parecer que é uma briga pessoal. E porque eu gosto dele, tá?”, completou, enquanto o senador petista aparecia no telão ao fundo.
O PT, que agora quer racionalizar a concessão do BPC, acusa o governo de Bolsonaro, do qual Damares foi ministra, de ter concedido em 2021 somente 400 mil benefícios e se orgulha de ter dobrado, em 2023, primeiro ano do governo Lula, o montante para 805 mil. Mas isso mostra aumento de gesto público, a raiz da atual crise do dólar que tem ferido a quinta gestão petista.
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POLÍTICA
A articulação para mudar quem define o teto de jur…
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8 meses atrásem
5 de maio de 2025Nicholas Shores
O Ministério da Fazenda e os principais bancos do país trabalham em uma articulação para transferir a definição do teto de juros das linhas de consignado para o Conselho Monetário Nacional (CMN).
A ideia é que o poder de decisão sobre o custo desse tipo de crédito fique com um órgão vocacionado para a análise da conjuntura econômica.
Compõem o CMN os titulares dos ministérios da Fazenda e do Planejamento e Orçamento e da presidência do Banco Central – que, atualmente, são Fernando Haddad, Simone Tebet e Gabriel Galípolo.
A oportunidade enxergada pelos defensores da mudança é a MP 1.292 de 2025, do chamado consignado CLT. O Congresso deve instalar a comissão mista que vai analisar a proposta na próxima quarta-feira.
Uma possibilidade seria aprovar uma emenda ao texto para transferir a função ao CMN.
Hoje, o poder de definir o teto de juros das diferentes linhas de empréstimo consignado está espalhado por alguns ministérios.
Cabe ao Conselho Nacional da Previdência Social (CNPS), presidido pelo ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, fixar o juro máximo cobrado no consignado para pensionistas e aposentados do INSS.
A ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, é quem decide o teto para os empréstimos consignados contraídos por servidores públicos federais.
Na modalidade do consignado para beneficiários do BPC-Loas, a decisão cabe ao ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Wellington Dias.
Já no consignado de adiantamento do saque-aniversário do FGTS, é o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, que tem a palavra final sobre o juro máximo.
Atualmente, o teto de juros no consignado para aposentados do INSS é de 1,85% ao mês. No consignado de servidores públicos federais, o limite está fixado em 1,80% ao mês.
Segundo os defensores da transferência da decisão para o CMN, o teto “achatado” de juros faz com que, a partir de uma modelagem de risco de crédito, os bancos priorizem conceder empréstimos nessas linhas para quem ganha mais e tem menos idade – restringindo o acesso a crédito para uma parcela considerável do público-alvo desses consignados.
Ainda de acordo com essa lógica, com os contratos de juros futuros de dois anos beirando os 15% e a regra do Banco Central que proíbe que qualquer empréstimo consignado tenha rentabilidade negativa, a tendência é que o universo de tomadores elegíveis para os quais os bancos estejam dispostos a emprestar fique cada vez menor.


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