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a oposição boicota a votação e denuncia fraude
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O Chade organizou eleições legislativas, provinciais e locais no domingo, 29 de dezembro. Com mais de oito milhões de pessoas inscritas nas listas eleitorais, a votação decorreu em 26.617 mesas de voto em todo o país, na presença de cerca de uma centena de observadores estrangeiros e representantes de partidos políticos.
As diversas votações foram marcadas por baixa participação – 52,37% no encerramento das assembleias de voto – e suspeitas de fraude. Os resultados provisórios são esperados em 15 de janeiro e os resultados finais em 31 de janeiro neste grande país, principalmente desértico, na África Central.
A oposição boicota a votação
Como manda a tradição, nómadas, polícias e soldados votaram no sábado, com mais de 72% dos votos expressos no exército e mais de 54% para a população nómada, segundo a Agência Nacional de Gestão Eleitoral (Ange). Para os militares, votar é “um dever”como disse o general Ahamat Mahamat Abakar, responsável pelo centro de treino de Koundoul, a norte de N’Djamena, à Agence France Presse (AFP).
“Os nómadas vieram pedir aos que serão eleitos amanhã que melhorem as suas condições de vida”explicou à AFP Sheikh Djibrine Hassabakarim, um dos seus representantes num acampamento perto de N’Djamena, referindo-se à deterioração ligada às alterações climáticas – mortalidade de animais, confrontos com agricultores sedentários, dificuldade em alimentar as famílias.
O partido do opositor Succès Masra, os Transformers e vários outros grupos políticos decidiram boicotar as eleições legislativas, apresentadas pelo regime do marechal Mahamat Idriss Déby Itno como a última etapa da transição aberta pelo golpe que levou ao poder em Abril de 2021, após a morte de seu pai antes da legitimação pelas urnas em maio passado. A oposição também boicotou as eleições municipais e regionais.
Contexto geopolítico difícil
O Chefe de Estado e os seus ministros foram submeter os seus votos para esta tríplice eleição legislativa, provincial e local. “Apelo a todos os meus compatriotas inscritos na lista eleitoral para que saiam em massa para votar” nesta “dia histórico”declarou o marechal Déby, em sua página no Facebook.
A votação ocorre num contexto geopolítico em mudança, com a retirada em curso do exército francês após o rompimento de um acordo de cooperação militar que remonta ao fim da colonização, ataques do grupo jihadista Boko Haram na região do Lago Chade e acusações recorrentes. de interferência no conflito que assola o vizinho Sudão: o país acolhe mais de 600 mil refugiados que fugiram da guerra no Sudão, segundo dados publicados pelas Nações Unidas em maio.
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As últimas eleições legislativas datam de 2011. A Assembleia deveria ser renovada em 2015, mas houve vários adiamentos sucessivos justificados pela ameaça jihadista, pelas dificuldades financeiras, pela epidemia do coronavírus e pela transição que se seguiu ao golpe militar após a morte do Marechal Déby sénior. , morto por rebeldes após trinta anos de poder incontestado.
Depois, um parlamento de transição composto por 93 membros foi designado por decreto presidencial em 2021. Recebendo o posto de marechal em 21 de dezembro, o chefe de Estado afirmou que a sua ascensão ao poder tinha “salvou o país de cair no caos” e elogiou seu “marcha rumo ao progresso”.
Le Monde com AFP e Reuters
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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre
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26 de junho de 2026A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.
Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.
Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.
O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.
Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.
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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre
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23 de junho de 2026O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.
O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.
A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.
O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.
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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre
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17 de junho de 2026A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.
Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.
A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.
“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).
A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.
“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”
A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.
Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.
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