POLÍTICA
A polêmica viagem do prefeito Eduardo Paes para co…
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10 meses atrásem
Ludmilla de Lima
Embalado por um discurso cada vez mais conduzido pela Segurança Pública, o prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD), planeja visitar El Salvador no próximo mês. A ideia é que ele viaje no dia 4 de maio para o país da América Central, onde o presidente Nayib Bukele reduziu drasticamente a taxa de homicídios e a violência local, sob o preço de sucessivas violações de direitos humanos, uma política de encarceramento em massa e restrições à liberdade de expressão.
A intenção de Paes é que a viagem inaugure uma agenda de visitas do prefeito a outras cidades do mundo, embora tal planejamento ainda não esteja finalizado. Em El Salvador, o objetivo é conhecer o que foi implantado no país e absorver ideias para o Rio de Janeiro, além de se encontrar com Bukele.
Próximo do chefe de Estado americano Donald Trump, o presidente salvadorenho já se gabou por ser o “ditador mais legal do mundo” e tem conduzido o país com mão de ferro. Apesar dos números positivos na Segurança Pública, Bukele soma episódios autoritários, como a invasão do Congresso local com soldados ao discordar do resultado de uma votação, a destituição de juízes e do procurador-geral da República junto à nomeação de aliados, assim como um histórico de prisões arbitrárias nas ruas.
De olho em 2026
Embora ainda não admita publicamente, Paes deve ser candidato ao governo do estado em 2026 e tem pontuado bem nas pesquisas preliminares. Mesmo sem o anúncio oficial, contudo, o prefeito tem investido na Segurança Pública como um dos principais motores de seu atual mandato à frente da capital carioca. Nesta terça-feira, 15, ele comemorou a aprovação na Câmara de um projeto que prevê armar a Guarda Municipal, uma iniciativa sua e que levou o Legislativo à ebulição nas últimas semanas.
Nas redes sociais, seu discurso também tem se endurecido, de olho em pesquisas internas que apontam a violência como uma das principais queixas do eleitorado fluminense. Tal como aconteceu no pleito municipal de 2024, o tema promete pautar também a eleição majoritária do ano que vem.
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“Estou muito envergonhado! Isto é uma indignidade inexplicável!” (Ciro Gomes, ex-ministro da Fazenda, usando as redes sociais para reclamar da troca de Carlos Lupi por Wolney Queiroz, seu desafeto no PDT, no comando do Ministério da Previdência Social)
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POLÍTICA
A articulação para mudar quem define o teto de jur…
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10 meses atrásem
5 de maio de 2025Nicholas Shores
O Ministério da Fazenda e os principais bancos do país trabalham em uma articulação para transferir a definição do teto de juros das linhas de consignado para o Conselho Monetário Nacional (CMN).
A ideia é que o poder de decisão sobre o custo desse tipo de crédito fique com um órgão vocacionado para a análise da conjuntura econômica.
Compõem o CMN os titulares dos ministérios da Fazenda e do Planejamento e Orçamento e da presidência do Banco Central – que, atualmente, são Fernando Haddad, Simone Tebet e Gabriel Galípolo.
A oportunidade enxergada pelos defensores da mudança é a MP 1.292 de 2025, do chamado consignado CLT. O Congresso deve instalar a comissão mista que vai analisar a proposta na próxima quarta-feira.
Uma possibilidade seria aprovar uma emenda ao texto para transferir a função ao CMN.
Hoje, o poder de definir o teto de juros das diferentes linhas de empréstimo consignado está espalhado por alguns ministérios.
Cabe ao Conselho Nacional da Previdência Social (CNPS), presidido pelo ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, fixar o juro máximo cobrado no consignado para pensionistas e aposentados do INSS.
A ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, é quem decide o teto para os empréstimos consignados contraídos por servidores públicos federais.
Na modalidade do consignado para beneficiários do BPC-Loas, a decisão cabe ao ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Wellington Dias.
Já no consignado de adiantamento do saque-aniversário do FGTS, é o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, que tem a palavra final sobre o juro máximo.
Atualmente, o teto de juros no consignado para aposentados do INSS é de 1,85% ao mês. No consignado de servidores públicos federais, o limite está fixado em 1,80% ao mês.
Segundo os defensores da transferência da decisão para o CMN, o teto “achatado” de juros faz com que, a partir de uma modelagem de risco de crédito, os bancos priorizem conceder empréstimos nessas linhas para quem ganha mais e tem menos idade – restringindo o acesso a crédito para uma parcela considerável do público-alvo desses consignados.
Ainda de acordo com essa lógica, com os contratos de juros futuros de dois anos beirando os 15% e a regra do Banco Central que proíbe que qualquer empréstimo consignado tenha rentabilidade negativa, a tendência é que o universo de tomadores elegíveis para os quais os bancos estejam dispostos a emprestar fique cada vez menor.


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