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a provação dos sitiados da Ilha Tuti
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Na confluência do Nilo Branco e do Nilo Azul, a Ilha Tuti era um pequeno paraíso tranquilo no coração de uma megalópole barulhenta. Bem no centro de Cartum, os moradores vieram passear nesta charneca verde de apenas oito quilómetros quadrados que tem a forma de uma lua crescente rodeada de água. Na grade da única ponte que liga Tuti ao continente, jovens casais de mãos dadas discretamente, imortalizados ao pôr do sol por fotógrafos amadores.

Rodeada por campos de feijão, rúcula e legumes, a ilha era conhecida por ser o jardim da capital do Sudão. Quando o sol estava muito forte, os agricultores dormiam despreocupadamente à sombra das palmeiras. Quando ela vaza, os pescadores lançam as redes nas margens lamacentas. No seu lado oriental, a imensa praia de areia fina depositada junto ao rio era o ponto de encontro das famílias que ali vinham almoçar, sentadas com os pés na água em cadeiras de plástico multicoloridas. O gorgolejo dos narguilés e o som regular das bombas motorizadas irrigando as plantações eram os metrônomos de uma vida pacífica.
Então a guerra estourou. Desde 15 de abril de 2023, preso nos combates entre as Forças Armadas do Sudão (FAS) lideradas pelo General Abdel Fattah Abdelrahman Al-Bourhane, com quem O mundo obteve autorização para ir ao país, e as Forças de Apoio Rápido (FSR), milícia chefiada pelo general Mohammed Hamdan Daglo, conhecido pelo pseudônimo de “Hemetti”, aquela apelidada de “o jacinto do Nilo” tornou-se um moribundo rural. Durante dezoito meses, os habitantes da ilha sofreram a ocupação de paramilitares, que aumentaram os abusos neste enclave convertido em prisão a céu aberto.
Os 30.000 habitantes fugiram
Em Outubro, após a contra-ofensiva do exército regular no centro de Cartum, Tuti foi completamente esvaziada. Em poucas semanas, os mais de 30 mil habitantes da ilha, reféns da guerra, fugiram. Com exceção de cerca de cinquenta deles, alguns pastores e um punhado de velhos, não sobrou nenhuma alma viva.
Em Omdurman, na margem oeste do Nilo, mais de 400 sobreviventes Tuti encontraram refúgio no internato Al-Manial, amontoados em dormitórios que acomodavam estudantes do sexo feminino de uma universidade antes da guerra. No pátio, amontoam-se malas cheias de roupas. No prédio de alvenaria, os homens ficam instalados no térreo, as idosas no primeiro andar, as crianças e suas mães no último andar. Todos dormem em beliches de sucata.
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Ufac recebe visita da RFB para apresentação do projeto NAF — Universidade Federal do Acre
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3 dias atrásem
26 de março de 2026A Ufac recebeu, nesta quarta-feira, 25, no gabinete da Reitoria, representantes da Receita Federal do Brasil (RFB) para a apresentação do projeto Núcleo de Apoio Contábil e Fiscal (NAF). A reunião contou com a participação da Coordenação do curso de Ciências Contábeis e teve como foco a proposta de implantação do núcleo na universidade.
O reitor em exercício e pró-reitor de Planejamento, Alexandre Hid, destacou a importância da iniciativa para os estudantes e sua relação com a curricularização da extensão. Segundo ele, a proposta representa uma oportunidade para os alunos e pode fortalecer ações extensionistas da universidade.
A analista tributária da RFB e representante de Cidadania Fiscal, Marta Furtado, explicou que o NAF é um projeto nacional voltado à qualificação de acadêmicos do curso de Ciências Contábeis, com foco em normas tributárias, legislação e obrigações acessórias. Segundo ela, o núcleo é direcionado ao atendimento de contribuintes de baixa renda e microempreendedores, além de aproximar os estudantes da prática profissional.
Durante a reunião, foi informada a futura assinatura de acordo de cooperação técnica entre a universidade e a RFB. Pelo modelo apresentado, a Ufac disponibilizará espaço para funcionamento do núcleo, enquanto a receita oferecerá plataforma de treinamento, cursos de capacitação e apoio permanente às atividades desenvolvidas.
Como encaminhamento, a RFB entregou o documento referencial do NAF, com orientações para montagem do espaço e definição dos equipamentos necessários. O processo será enviado para a Assessoria de Cooperação Institucional da Ufac. A expectativa apresentada na reunião é de que o núcleo seja integrado às ações de extensão universitária.
Também participaram da reunião o professor de Ciências Contábeis e vice-coordenador do curso, Cícero Guerra; e o auditor fiscal e delegado da RFB em Rio Branco, Claudenir Franklin da Silveira.
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Startup Day-2026 ocorre na Ufac em 21/03 no Centro de Convivência — Universidade Federal do Acre
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12 de março de 2026A Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia (Proint) da Ufac e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Acre (Sebrae-AC) realizam o Startup Day-2026, em 21 de março, das 8h às 12h, no espaço Sebrae-Lab, Centro de Convivência do campus-sede. O evento é dedicado à inovação e ao empreendedorismo, oferecendo oportunidades para transformar projetos em negócios de impacto real. As inscrições são gratuitas e estão abertas por meio online.
O Startup Day-2026 visa fortalecer o ecossistema, promover a troca de experiências, produzir e compartilhar conhecimento, gerar inovação e fomentar novos negócios. A programação conta com show de acolhimento e encerramento, apresentações, painel e palestra, além de atividades paralelas: carreta game do Hospital de Amor de Rio Branco, participação de startups de game em tempo real, oficina para crianças, exposição de grafiteiros e de projetos de pesquisadores da Ufac.
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A lógica de valor da Thryqenon (TRYQN) é apoiar a evolução da economia verde por meio de sua infraestrutura digital de energia
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10 de março de 2026Com a aceleração da transição para uma economia de baixo carbono e a reestruturação do setor elétrico em diversos países, cresce a discussão sobre como a infraestrutura digital pode sustentar, no longo prazo, a evolução da economia verde. Nesse contexto, a plataforma de energia baseada em blockchain Thryqenon (TRYQN) vem ganhando atenção por propor uma estrutura integrada que combina negociação de energia, gestão de carbono e confiabilidade de dados.
A proposta da Thryqenon vai além da simples comercialização de energia renovável. Seu objetivo é construir uma base digital para geração distribuída, redução de emissões e uso colaborativo de energia. À medida que metas de neutralidade de carbono se tornam compromissos regulatórios, critérios como origem comprovada da energia, transparência nos registros e liquidação segura das transações deixam de ser diferenciais e passam a ser requisitos obrigatórios. A plataforma utiliza registro descentralizado em blockchain, correspondência horária de energia limpa e contratos inteligentes para viabilizar uma infraestrutura verificável e auditável.
A economia verde ainda enfrenta obstáculos importantes. Existe descompasso entre o local e o momento de geração da energia renovável e seu consumo final. A apuração de emissões costuma ocorrer de forma anual, dificultando monitoramento em tempo real. Além disso, a baixa rastreabilidade de dados limita a criação de incentivos eficientes no mercado. A Thryqenon busca enfrentar essas lacunas por meio de uma estrutura digital que integra coleta, validação e liquidação de informações energéticas.
Na arquitetura da plataforma, há conexão direta com medidores inteligentes, inversores solares e dispositivos de monitoramento, permitindo registro detalhado da geração e do consumo. Na camada de transações, o sistema possibilita verificação automatizada e liquidação hora a hora de energia e créditos de carbono, garantindo rastreabilidade. Já na integração do ecossistema, empresas, distribuidoras, comercializadoras e consumidores podem interagir por meio de interfaces abertas, promovendo coordenação entre diferentes agentes do setor elétrico.
O potencial de longo prazo da Thryqenon não está apenas no crescimento de usuários ou no volume de negociações, mas em sua capacidade de se posicionar como infraestrutura de suporte à governança energética e ao mercado de carbono. Com o avanço de normas baseadas em dados e reconhecimento internacional de créditos ambientais, plataformas transparentes e auditáveis tendem a ter papel relevante na transição energética e no financiamento sustentável.
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