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A punição de Trump por seus crimes? Nenhum | Moira Donegan
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2 anos atrásem
Moira Donegan
CQue tipo de sentença, exatamente, é uma “dispensa incondicional”? Quando o juiz Juan Merchan, de Nova Iorque, proferiu a sentença na sexta-feira, declarou que o presidente eleito Donald Trumpcondenado em seu tribunal por 34 crimes, não enfrentará pena de prisãosem liberdade condicional e sem multa por falsificar registros comerciais para esconder um caso que teve com a atriz de filmes adultos Stormy Daniels nos dias que antecederam as eleições de 2016. Sua punição, isto é, é que não haverá punição alguma.
Era pouco provável que Trump fosse condenado à prisão, o que teria sido incomum para qualquer réu confrontado com estas acusações, e nos últimos dias Merchan sinalizou que também não imporia liberdade condicional. E talvez seja melhor assim – qualquer punição ou sanção que ele tivesse imposto a Trump teria provavelmente sido objeto de recurso e suspensa, pelo menos durante o mandato de Trump. Isto é, não havia nenhum mecanismo formal realmente disponível através do qual o sistema de justiça criminal pudesse punir Trump pelos crimes pelos quais foi condenado. “Este tribunal determinou que a única sentença legal que permite a entrada da sentença de condenação sem usurpação do cargo mais alto do país é uma sentença de dispensa incondicional”, Merchan disseexplicando seu raciocínio: não há como punir um homem que está prestes a ser presidente. Num certo sentido, a sentença apenas confirma o que muitos de nós já sabemos: que, em virtude de quem ele é, Trump está fora do alcance das consequências.
Embora não tenha havido punição, não era uma conclusão precipitada que haveria qualquer sentença. Merchan atrasou a sentença várias vezes, para não parecer tendencioso antes das eleições de 2024; O próprio Trump apresentou uma petição para que a sua condenação fosse anulada, argumentando – na sequência do Supremo Tribunal – que, como antigo presidente, está amplamente imune a processos criminais. Merchan negou a petição em seu próprio tribunal do estado de Nova York, mas Trump fez um último esforço para pedir à suprema corte que o impedisse de ser condenado na semana passada, um pedido que o tribunal negou pouco depois de vazar a notícia de que Trump tinha um caso altamente irregular e telefonema pessoal inadequado com o juiz Samuel Alito poucas horas antes de sua petição ao tribunal ser apresentada. Em muitos momentos, ao longo dos meses desde a sua condenação em maio de 2024, parecia que ele nunca seria condenado; o fato de ele ter sido condenado a nada é, então, uma pequena vitória.
Talvez essa vitória seja um sinal de quão baixos caíram os nossos padrões de resposta institucional a Trump. Tem havido tantas tentativas de verificar ou punir os abusos de poder de Trump através de mecanismos formais de Estado, aqueles que nos disseram, nas nossas aulas de educação cívica do ensino primário, que existiam precisamente para impedir que um homem como Trump usasse a presidência da forma como a usa. . O impeachment já foi uma medida quase inédita, usada pelo Congresso para disciplinar apenas a conduta presidencial mais flagrante. Trump sofreu impeachment duas vezes e em nenhuma delas foi condenado. Um comitê do Congresso com poder de intimação conduziu uma investigação de alto nível, que durou meses, sobre suas tentativas de anular as eleições de 2020; obtiveram classificações decentes e talvez algumas vitórias morais, mas nenhuma vitória política.
O procurador-geral de Biden, Merrick Garland, um homem tímido e mal equipado para o seu momento histórico, foi finalmente forçado, contra a sua aparente vontade, a nomear um advogado especial para investigar os crimes de Trump, e esse advogado especial acabou por apresentar acusações em dois casos: um relacionado às tentativas de Trump de anular a eleição, e outra relacionada com a sua decisão bizarra e perigosa de roubar documentos confidenciais da Casa Branca depois de ter sido finalmente forçado a deixar o cargo, e empilhá-los como toalhas velhas nas casas de banho de Mar-a-Lago. Esses casos não deram em nada depois de o Supremo Tribunal, repleto de pessoas leais a Trump e nomeados, intervir para os impedir. Um processo criminal em Atlanta pelas tentativas de Trump de anular os resultados eleitorais foi neutralizado quando os aliados de Trump na Geórgia criaram um falso escândalo em torno da promotora do caso e a desqualificaram. Agora, o caso de Nova Iorque, sobre os seus registos comerciais fraudulentos, terminou sem punição.
Um enorme esforço foi feito nestas tentativas de responsabilizar Trump através das instituições do governo. Mas essas instituições revelaram-se ineficazes, fracas, cobardes ou capturadas. Eles não podiam – ou não queriam – detê-lo.
Estas instituições serão enfraquecidas ou capturadas ainda mais num segundo Administração Trump. Haverá mais juízes Trump nomeados para a bancada federal; mais decisões da Suprema Corte ampliando seu poder e limitando suas responsabilidades; mais oportunidades para a lei e os tribunais serem usados para punir os inimigos de Trump e recompensar os seus amigos. Descobrimos que o significado da lei tende a ser diferente dependendo de a quem é aplicada; é diferente e menos severo quando aplicado a Donald Trump.
Com a não condenação de Trump, então, poderemos finalmente abandonar a esperança fútil de que as instituições da democracia liberal possam controlá-lo, de que as mentiras e corrupções que o nosso sistema de governo permitiu a Trump prosseguir possam ser restringidas por alguma outra, função mais nobre e oculta desse mesmo sistema constitucional. Deve haver agora outros modos de resistência, outras formas de manter vivo o sonho de uma América diferente – mais democrática, mais igualitária, mais pluralista e mais livre. Ainda existem aqueles que podem ajudar-nos a construir esse país, aqueles que podem ajudar-nos a manter o seu princípio aceso, como uma brasa no escuro. Essas pessoas, no entanto, provavelmente não serão advogados.
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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