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a rede eléctrica é gradualmente restabelecida na ilha, colocada sob recolher obrigatório
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Várias horas depois de uma queda generalizada de energia na ilhaa situação foi gradualmente recuperada em Guadalupe, durante a noite de sexta-feira, 25 de outubro, para sábado, 26 de outubro. A prefeitura decidiu manter o arquipélago sob toque de recolher até as 6h. “para garantir segurança e tranquilidade”.
As equipes da EDF têm “reabasteceu 126 mil clientes com eletricidade” em Guadalupe, ou 55% dos afetados, informou a empresa de energia em uma atualização feita às 2h (8h em Paris). “No total, 104 mil clientes continuam sem luz”acrescentou a EDF, especificando que o reabastecimento de casas “será progressivo para garantir a estabilidade da rede eléctrica”.
“A situação continua frágil e o regresso à normalidade deverá demorar várias horas, durante a noite e até amanhã”declarou a prefeitura na noite de sexta-feira, especificando que havia realizado “à requisição de funcionários cujas funções sejam necessárias ao funcionamento da planta”.
Durante a noite, foram registados vários incidentes de violência urbana (barricadas e caixotes do lixo em chamas) em diferentes municípios do arquipélago, apurou a Agência France-Presse (AFP) junto da gendarmaria.
“Apagão geral” num cenário de conflito social
Poucas horas antes, o prefeito Xavier Lefort havia acusado “empregados em greve” ter entrado na sala de controle da usina nuclear de Pointe-Jarry às 8h30 (14h30, horário de Paris) e ter “causou o desligamento de emergência de todos os motores”. Este último fornece quase toda a eletricidade do território muito turístico de quase 380.000 habitantes. Segundo a EDF, 230 mil famílias foram afetadas por este corte.
Há várias semanas, um conflito social opõe o ramo energético da Confederação Geral do Trabalho de Guadalupe (CGTG) e a gestão da EDF Produção Elétrica Insular (PEI) no território.
A polícia teve de intervir às 9h (15h em Paris), “para garantir a segurança da central eléctrica da EDF após as acções cometidas por alguns dos seus funcionários”dependendo da prefeitura.
O presidente do departamento, Guy Losbar, disse, em comunicado à imprensa na noite de sexta-feira, “particularmente indignado com as graves consequências do apagão geral (…) na sequência da sabotagem efectuada na sala de controlo da central térmica ». “Nenhuma exigência salarial, por mais legítima que seja, pode justificar tais ações com consequências catastróficas para as famílias de Guadalupe, para os nossos idosos, para o nosso sistema de saúde e para a vida das nossas empresas”escreveu o Sr. Losbar, pedindo “responsabilidade” de tudo.
O movimento social, que dura desde 15 de setembro, diz respeito à implementação de um acordo assinado no início de 2023, após dois meses de greve dos mesmos agentes, que exigiam o cumprimento dos seus contratos e das suas remunerações com a lei, incluindo o trabalho. cinco anos de atrasos salariais não pagos. Desde então, já havia causado cortes de energia que afetaram cerca de 100.000 residências.
Na passada segunda-feira, a direção da EDF PEI propôs a assinatura de um acordo que a federação de energia CGTG recusou, um último ponto de discórdia relativo à forma de cálculo das férias remuneradas.
Vento de preocupação
No arquipélago, o anúncio deste corte generalizado suscitou alguma preocupação, nomeadamente no que diz respeito à distribuição de água e ao funcionamento do hospital. Assim que o corte for percebido, “as equipes de manutenção ativaram os geradores em todos os locais envolvidos”anunciou o centro hospitalar de Guadalupe (CHUG) num comunicado de imprensa. “As unidades críticas do hospital têm autonomia de setenta e duas horas”continuou o CHUG.
Num supermercado de Le Gosier, perto de Pointe-à-Pitre, os moradores empurravam carrinhos com vários pacotes de água e algumas marcas já faltavam nas prateleiras, mas nada comparado com os momentos que antecederam a chegada de um furacão, notou um correspondente da AFP. . Em Jarry, o coração económico do arquipélago, certas marcas começavam a fechar as portas, notou outro correspondente.
Guadalupe é uma zona não interligada, o que significa que deve produzir a sua própria eletricidade para satisfazer a procura no território. A sua produção de eletricidade depende quase 70% da energia térmica: óleo combustível para a EDF e pellets de madeira para a empresa Albioma, que ainda funcionava a carvão até julho.
O mundo com AFP
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Ufac participa de lançamento de projeto na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre
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3 dias atrásem
7 de abril de 2026A Ufac participou do lançamento do projeto Tecendo Teias na Aprendizagem, realizado na reserva extrativista (Resex) Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira (AC). O evento ocorreu em 28 de março e reuniu representantes do poder público, comunidade acadêmica e moradores da reserva.
Com uma área de aproximadamente 750 mil hectares e cerca de 500 famílias, a Resex é território de preservação ambiental e de produção de saberes tradicionais. O projeto visa fortalecer a educação e promover a troca de conhecimentos entre universidade e comunidade.
O presidente da reserva, Nenzinho, destacou que a iniciativa contribui para valorizar a educação não apenas no ensino formal, mas também na qualidade da aprendizagem construída a partir das vivências no território. Segundo ele, a proposta reforça o papel da universidade na escuta e no reconhecimento dos saberes locais.
O coordenador do projeto, Rodrigo Perea, sintetizou a relação entre universidade e comunidade. “A floresta ensina, a comunidade ensina, os professores aprendem e a Ufac aprende junto.”
Também estiveram presentes no lançamento os professores da Ufac, Alexsande Franco, Anderson Mesquita e Tânia Mara; o senador Sérgio Petecão (PSD-AC); o prefeito de Sena Madureira, Gerlen Diniz (PP); e o agente do ICMBio, Aécio Santos.
(Fhagner Silva, estagiário Ascom/Ufac)
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Educação Física homenageia Norma Tinoco por pioneirismo na dança — Universidade Federal do Acre
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3 dias atrásem
7 de abril de 2026Os professores Jhonatan Gomes Gadelha e Shirley Regina de Almeida Batista, do curso de Educação Física da Ufac, realizaram a mostra de dança NT: Sementes de uma Pioneira, em homenagem à professora aposentada Norma Tinoco, reunindo turmas de bacharelado e licenciatura, escolas de dança e artistas independentes. O evento ocorreu na noite de 25 de março, no Teatro Universitário, campus-sede, visando celebrar a trajetória da homenageada pela inserção e legitimação da dança no curso.
Norma recebeu uma placa comemorativa pelos serviços prestados à universidade. Os alunos do curso, André Albuquerque (bacharelado) e Matheus Cavalcante (licenciatura) fizeram a entrega solene. Segundo os organizadores, os anos de dedicação da professora ao curso e seu pioneirismo jamais serão esquecidos.
“A ideia, que ganhou corpo e emoção ao longo de quatro atos, nasceu do coração de quem viveu de perto a influência da homenageada”, disse Jhonatan Gomes Gadelha, que foi aluno de Norma na graduação. Ele contou que a mostra surgiu de uma entrevista feita com ela por ocasião do trabalho dele de conclusão de curso, em 2015. “As falas, os ensinamentos e as memórias compartilhadas por Norma naquele momento foram resgatadas e transformadas em movimento”, lembrou.
Gadelha explicou que as músicas que embalaram as coreografias autorais foram criadas com o auxílio de inteligência artificial. “Um encontro simbólico entre a tradição plantada pela pioneira e as ferramentas do futuro. O resultado foi uma apresentação carregada de bagagem emocional, autenticidade e reverência à história que se contava no palco.”
Mostra em 4 atos
A professora de Educação Física, Franciely Gomes Gonçalves, também ex-aluna de Norma, foi a mestre de cerimônias e guiou o público por uma narrativa que comparava a trajetória da homenageada ao crescimento de uma árvore: “A Pioneira: A Raiz (ato I), “A Transformadora: O Tronco” (ato II), “O Legado: Os Frutos” (ato III) e “Homenagem Final: O reconhecimento” (ato IV).
O ato I trouxe depoimentos em vídeo e ao vivo, além de coreografias como “Homem com H” (com os 2º períodos de bacharelado e licenciatura) e “K Dance”, que homenageou os anos 1970. O ex-bolsista Kelvin Wesley subiu ao palco para saudar a professora. A escola de dança Adorai também marcou presença com as variações de Letícia e Rayelle Bianca, coreografadas por Caline Teodoro, e o carimbó foi apresentado pelo professor Jhon e pela aluna Kethelen.

O ato II contou com o depoimento ao vivo de Jhon Gomes, ex-aluno que seguiu carreira artística e acadêmica, narrando um momento específico que mudou sua trajetória. Ele também apresentou um solo de dança, seguido por coreografias da turma de licenciatura e uma performance de ginástica acrobática do 4º período.
No ato III foi exibido um vídeo em que os atuais alunos do curso de Educação Física refletiram sobre o que a dança significa em suas formações. As apresentações incluíram o Atelier Escola de Dança com “Entre o que Fica e o que Parte” (Ana Fonseca e Elias Daniel), o Estúdio de Artes Balancé com “Estrelas” (coreografia de Lucas Souza) e a Cia. de Dança Jhon Gomes, com outra versão de “Estrelas”. A escola Adorai retornou com “Sarça Ardente”, coreografada por Lívia Teodoro; os alunos do 2º período de bacharelado encerraram o ato.
No ato IV, após o ministério de dança Plenitude apresentar “Raridade”, música de Anderson Freire, a professora Shirley Regina subiu ao palco para oferecer palavras à homenageada. Em seguida, a mestre de cerimônias convidou Norma Tinoco a entrar em cena. Ao som de “Muda Tudo”, os alunos formaram um círculo ao redor da professora, cantando o refrão em coro.
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I FÓRUM ESTADUAL "Autismo, Cultura, Mercado de Trabalho e Políticas Públicas no Acre."
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6 de abril de 202609 e 10 de ABRIL
Local: Teatro Universitário da UFAC
11 de ABRIL
Local: Anfiteatro Garibaldi Brasil UFAC






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