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Irã afirma que dois soldados foram mortos em ataques israelenses a bases militares | Notícias do conflito Israel-Palestina

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O exército iraniano disse que dois soldados foram mortos em Ataques aéreos israelenses que teve como alvo bases militares, depois de Israel ter dito que tinha “concluído” o seu ataque e alertado contra qualquer retaliação.

O exército israelense atacou instalações militares no Irã depois das 2h de sábado (22h30 GMT de sexta-feira), em resposta ao que disse serem meses de ataques do “Irã e seus representantes” na região.

Horas mais tarde, os militares israelitas afirmaram ter “completado” os ataques e “alcançado os seus objectivos”.

O quartel-general da defesa aérea do Irão, num comunicado, confirmou que bases nas províncias de Ilam, Khuzistão e Teerão foram atingidas, mas os ataques foram “combatidos com sucesso”.

“Embora danos menores tenham sido causados ​​em algumas áreas, a extensão do incidente esteja atualmente sob investigação”, afirmou.

O Irão também indicou a sua disponibilidade para responder a qualquer “agressão” israelita, informou a agência de notícias semi-oficial Tasnim, citando fontes que afirmaram “não há dúvida de que Israel enfrentará uma reacção proporcional a qualquer acção que tomar”.

Reportando de Teerã, Resul Serdar da Al Jazeera disse que embora Israel tenha como alvo vários locais em todo o Irã, incluindo o norte, leste e sul, o foco principal dos ataques foi a capital iraniana.

(Al Jazeera)

“Os ataques visaram principalmente os sistemas de defesa aérea, bases de mísseis e instalações de drones do Irão”, acrescentou.

“Atualmente, as autoridades iranianas não relatam quaisquer vítimas e afirmam que o seu sistema de defesa aérea integrado e multicamadas funcionou de forma eficaz, retratando a situação como um sucesso.”

Enquanto isso, a Organização da Aviação Civil do Irã (CAO) disse que os voos voltaram ao normal em todo o país.

Nem o Aeroporto Internacional Imam Khomeini em Teerã nem outros aeroportos foram atacados.

Anteriormente, o porta-voz militar israelita, Daniel Hagari, disse numa declaração em vídeo pré-gravada: “O regime do Irão e os seus representantes na região têm atacado incansavelmente Israel desde 7 de Outubro… incluindo ataques directos a partir de solo iraniano”.

Ele disse que Israel “tem o direito e o dever de responder”.

A resposta de Israel era esperada há muito tempo depois que o Irã lançou uma barragem de mísseis no início de Outubro, em que cerca de 200 mísseis foram disparados contra Israel e uma pessoa foi morta na Cisjordânia ocupada.

O Irã disse que o ataque foi uma retaliação aos ataques dos últimos meses que matou líderes do grupo libanês Hezbollah, do grupo palestino Hamas e dos militares iranianos.

EUA pedem ao Irão que quebre ‘ciclo de combate’

Após os ataques israelitas, os Estados Unidos instaram o Irão a parar de atacar Israel para quebrar o ciclo de violência.

“Pedimos ao Irão que cesse os seus ataques a Israel para que este ciclo de combates possa terminar sem nova escalada”, disse o porta-voz do Conselho de Segurança Nacional dos EUA, Sean Savett, aos jornalistas.

“A resposta deles foi um exercício de autodefesa e evitou especificamente áreas povoadas e concentrou-se apenas em alvos militares, ao contrário do ataque do Irão contra Israel que teve como alvo a cidade mais populosa de Israel”, acrescentou.

Salientando que os EUA não participaram na operação, afirmou que “é nosso objectivo acelerar a diplomacia e diminuir as tensões na região do Médio Oriente”.

Vários países condenou as greves e pediu moderação.

O analista Abas Aslani disse que esta foi a primeira vez que Israel admitiu um ataque direto ao Irão, com Teerão a minimizar o impacto e Israel a exagerar as suas conquistas.

“Isto indica que… Israel pode ser encorajado pelos EUA a evitar uma guerra em grande escala na região”, disse Aslani, pesquisador sênior do Centro de Estudos Estratégicos do Oriente Médio, à Al Jazeera de Teerã.

“A avaliação inicial e a reação inicial aqui em Teerã indicam que talvez uma reação séria ou significativa, uma reação direta contra Israel, não fosse tão provável.”

No entanto, acrescentou que se deveria esperar algum tipo de resposta do Irão.

As tensões entre os arquirrivais Israel e o Irão aumentaram após um ataque liderado pelo Hamas ao sul de Israel em 7 de outubro de 2023. Desde então, pelo menos 42.847 pessoas foram mortas e 100.544 feridas na guerra de Israel em Gaza.

O receio de que o Irão e os EUA sejam arrastados para uma guerra regional aumentou com a decisão de Israel intensificação do ataque contra o Hezbollah desde o mês passado, incluindo ataques aéreos à capital libanesa, Beirute, e uma operação terrestre.



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Ufac inaugura núcleo de apoio administrativo às coordenações de curso — Universidade Federal do Acre

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Ufac inaugura núcleo de apoio administrativo às coordenações de curso — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) inaugurou, na manhã desta terça-feira, 13, o Núcleo Integrado de Apoio às Coordenações (NIAC), instalado na Pró-Reitoria de Graduação (Prograd). A iniciativa tem como objetivo oferecer suporte administrativo aos cursos de graduação, neste momento com atendimento prioritário a oito coordenações que estão sem servidores técnico-administrativos. A proposta prevê também o desenvolvimento de outras ações de apoio às coordenações no âmbito do núcleo. A solenidade contou com a participação do reitor Josimar Ferreira, da vice-reitora Almecina Balbino, da pró-reitora de Graduação, Danila Torres, e da pró-reitora de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas substituta, Juliana Queirós.

O reitor destacou a importância da iniciativa para o funcionamento dos cursos e reconheceu a colaboração dos servidores envolvidos. “Quero parabenizar toda a equipe da Prograd, reconhecer o voluntariado dos nossos secretários de curso e o apoio das coordenações”, afirmou Josimar. Segundo ele, o serviço dará suporte especialmente às coordenações que estão sem secretários, mas também poderá atender aos demais coordenadores de curso.

A criação do NIAC é uma iniciativa da Prograd e da Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Prodgep), que contou também com a participação inicial do Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca). O espaço foi organizado nas instalações da Prograd para facilitar o acompanhamento das atividades e o apoio aos servidores.

Segundo a pró-reitora Danila Torres, a proposta surgiu da necessidade de atender coordenações que enfrentam dificuldades na execução das atividades administrativas. Algumas delas estão há mais de oito meses sem servidores técnicos, deixando os coordenadores responsáveis também pelas rotinas administrativas. “A gente vai tentar apoiar as coordenações naquilo que elas precisam”, explicou.

O núcleo funciona por meio de uma escala de revezamento de servidores técnico-administrativos de outras coordenações. Atualmente, sete profissionais participam voluntariamente da iniciativa, com autorização das chefias imediatas, dedicando dois dias por semana ao atendimento compartilhado, sem deixar suas atividades nas unidades de origem.

A meta é ampliar a equipe para dez servidores, permitindo a presença de dois profissionais no turno da manhã e dois à tarde. “O serviço deles é padrão, é comum, então não tem um técnico para uma coordenação. Todos trabalham em todas essas oito coordenações”, explicou Danila.

Entre as primeiras demandas do NIAC está o lançamento das ofertas de disciplinas do semestre letivo 2026.2 no sistema acadêmico, considerando o início das solicitações de matrícula pelos estudantes nesta quinta-feira, 15. A medida busca assegurar o andamento dos procedimentos acadêmicos nas coordenações que não dispõem de técnicos para executar essas atividades.

Além do atendimento inicial às oito coordenações, a proposta é ampliar gradualmente a atuação do núcleo para oferecer suporte às demais unidades acadêmicas, incluindo o auxílio a novos coordenadores nas rotinas administrativas dos cursos e o desenvolvimento de outras ações de apoio às coordenações.



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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre

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Alexandra Deitos e Txima Huni Kuin.jpg

Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.

Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.

Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).

Aprendizagem no território

Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.

A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

Mestras e aprendizes tecelãs.jpg

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.

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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

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2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



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