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A seis dias do fim do prazo, mais de 70 veículos se inscreveram para Cavalgada 2023
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3 anos atrásem
Quem quiser ir a cavalo para o evento, inscrições de animais começam na próxima segunda-feira (24) com apresentação de GTA.
Capa: A seis dias do fim do prazo, mais de 70 veículos se inscreveram para Cavalgada 2023 — Foto: Iryá Rodrigues/g1
A Cavalgada 2023 está se aproximando e mais de 70 veículos já garantiram participação no evento, que marca a abertura da festa mais esperada do ano no Acre, a Expoacre. Segundo a Secretaria de Turismo e Empreendedorismo do Acre (Sete), cerca de 35 quadriciclos e jeeps, além de 40 caminhonetes se inscreveram até esta quarta-feira (19).
As inscrições para veículos e condutores começaram no dia 3 de julho e vão até a terça-feira (25), na sede da Secretaria de Turismo e Empreendedorismo do Acre (Sete), na Rua Floriano Peixoto, bairro Base, em Rio Branco. O atendimento é das 8h ao meio-dia.
Além da secretaria, as inscrições também podem ser feitas nas concessionárias de Rio Branco.
Aqueles que quiserem participar do evento a cavalo devem fazer a inscrição junto à secretaria a partir da próxima segunda (24). A expectativa é que cerca de 200 animais participem da Cavalgada e para garantir a integridade física deles, uma série de regras precisam ser seguidas. O Ministério Público Estadual (MP-AC) e a Secretaria Estadual de Meio Ambiente vão fazer essa fiscalização.
Regras para inscrição:
- Veículos – apresentação da documentação do condutor e do veículo.
- Cavalos – é exigida a inscrição do animal e da pessoa que vai montá-lo durante o desfile. O dono do animal precisa apresentar a Guia de Transporte Animal (GTA) e as demais documentações no ato da inscrição. O documento é retirado no Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Acre (Idaf) e exige os comprovantes de vacinas do cavalo.
A Expoacre começa dia 29 de julho e termina dia 6 de agosto na capital acreano. Este ano, a festa vai contar com as apresentações dos artistas Evoney Fernandes, Nattanzinho, pastor Lucas Agustinho, Mari Fernandes e Zé Vaqueiro, MC Kevin o Chris e dupla Zé Neto e Cristiano.
Trajeto
A concentração do desfile, assim como nas demais edições, será no Calçadão da Gameleira, no Segundo Distrito de Rio Branco, e começa às 6h do dia 29 de julho. De lá, os participantes percorrem cerca de cinco quilômetros até o estacionamento do Parque de Exposições Wildy Viana, onde é realizada a Expoacre.
A previsão de saída é às 8h. Em 2022, 170 cavalos, 64 quadriciclos e duas comitivas participaram da Cavalgada. Este ano, o secretário disse que foram convidadas também as concessionárias de veículos do estado para o desfile.
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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre
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22 horas atrásem
15 de maio de 2026O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.
Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).
O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.
Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.
Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.
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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre
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23 horas atrásem
15 de maio de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.
Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.
Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.
O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.
“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.
A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.
“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.
Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.
A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.
Fhagner Soares – Estagiário
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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.
A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).
O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.
Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.
“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.
O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.
Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.
Fhagner Soares – Estagiário