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A sonda europeia Euclides revela as primeiras páginas do seu atlas celeste

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No mundo editorial, uma prática promocional comum no lançamento de um livro consiste em revelar trechos, as “boas folhas”. A Agência Espacial Europeia (ESA) acaba de jogar o mesmo jogo ao revelar, por ocasião do 75ºe Congresso Internacional de Astronáutica, realizado em Milão (Itália) de 14 a 18 de outubro, foram divulgadas as primeiras páginas do atlas celeste que sua sonda Euclides está em processo de montagem.

Lançada em julho de 2023 para tentar elucidar os dois grandes enigmas da cosmologia, a matéria escura e a energia escura, esta nave espacial, na primavera, fotografou detalhadamente uma pequena secção do céu austral. As imagens de Euclides são de tal definição que podemos ampliar muito profundamente. A fotografia que acompanha este artigo, onde podem ser vistas duas galáxias em interação no centro, é o resultado de uma “ampliação” de 150 vezes. À direita está um aglomerado de galáxias separadas de nós por 678 milhões de anos-luz.

Este primeiro “painel” revelado pela ESA cobre 132 graus quadrados do céu, mais de quinhentas vezes o tamanho da Lua tal como a vemos da Terra. Foram necessárias nada menos que 260 observações para constituir este mosaico. Porém, representa apenas um fragmento, aproximadamente 1%, do que Euclides irá mapear ao longo de sua missão. A sonda focará em toda a parte do firmamento que não está muito “poluída” pela nossa própria galáxia, a Via Láctea, ou seja, um pouco mais de um terço do céu. Se tudo correr conforme o planejado, toda a pesquisa será publicada em diversas etapas até 2030.

Elementos invisíveis

No momento não é um assunto “apenas 1% do cartão (final)e ainda assim está repleto de uma grande variedade de fontes que ajudarão os cientistas a descobrir novas maneiras de descrever o Universo.comenta Valeria Pettorino, astrofísica italiana que trabalha em Euclides na ESA.

Leia também (2023) | Artigo reservado para nossos assinantes A missão Euclides se propõe a sondar o lado escuro do Universo

Isto pode parecer paradoxal, mas o objetivo principal da missão é compreender dois elementos… que não podemos ver nas imagens! A primeira é a matéria escura, que garante nomeadamente a coesão das galáxias: sem ela, as estrelas reunidas nestes grupos girando sobre si mesmas seriam ejetadas para o cosmos como crianças que não se agarram firmemente a uma catraca. A matéria escura é sentida através de sua massa, mas não interage de forma alguma com as ondas eletromagnéticas, o que a torna invisível.

Segundo alvo da investigação dos cosmólogos: a energia escura, que, segundo a teoria, é responsável pela expansão acelerada do Universo e não é mais visível. Juntas, a matéria escura e a energia escura totalizam 95% do conteúdo do cosmos (em comparação com apenas 5% da matéria “clássica” de que somos feitos). Basta dizer que existe um verdadeiro desafio na compreensão de suas propriedades.

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Ufac participa de lançamento de projeto na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de lançamento de projeto na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre

A Ufac participou do lançamento do projeto Tecendo Teias na Aprendizagem, realizado na reserva extrativista (Resex) Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira (AC). O evento ocorreu em 28 de março e reuniu representantes do poder público, comunidade acadêmica e moradores da reserva.

Com uma área de aproximadamente 750 mil hectares e cerca de 500 famílias, a Resex é território de preservação ambiental e de produção de saberes tradicionais. O projeto visa fortalecer a educação e promover a troca de conhecimentos entre universidade e comunidade.

O presidente da reserva, Nenzinho, destacou que a iniciativa contribui para valorizar a educação não apenas no ensino formal, mas também na qualidade da aprendizagem construída a partir das vivências no território. Segundo ele, a proposta reforça o papel da universidade na escuta e no reconhecimento dos saberes locais.

O coordenador do projeto, Rodrigo Perea, sintetizou a relação entre universidade e comunidade. “A floresta ensina, a comunidade ensina, os professores aprendem e a Ufac aprende junto.” 

Também estiveram presentes no lançamento os professores da Ufac, Alexsande Franco, Anderson Mesquita e Tânia Mara; o senador Sérgio Petecão (PSD-AC); o prefeito de Sena Madureira, Gerlen Diniz (PP); e o agente do ICMBio, Aécio Santos.
(Fhagner Silva, estagiário Ascom/Ufac)



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Educação Física homenageia Norma Tinoco por pioneirismo na dança — Universidade Federal do Acre

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Educação Física homenageia Norma Tinoco por pioneirismo na dança — Universidade Federal do Acre

 Os professores Jhonatan Gomes Gadelha e Shirley Regina de Almeida Batista, do curso de Educação Física da Ufac, realizaram a mostra de dança NT: Sementes de uma Pioneira, em homenagem à professora aposentada Norma Tinoco, reunindo turmas de bacharelado e licenciatura, escolas de dança e artistas independentes. O evento ocorreu na noite de 25 de março, no Teatro Universitário, campus-sede, visando celebrar a trajetória da homenageada pela inserção e legitimação da dança no curso.

Norma recebeu uma placa comemorativa pelos serviços prestados à universidade. Os alunos do curso, André Albuquerque (bacharelado) e Matheus Cavalcante (licenciatura) fizeram a entrega solene. Segundo os organizadores, os anos de dedicação da professora ao curso e seu pioneirismo jamais serão esquecidos.

“A ideia, que ganhou corpo e emoção ao longo de quatro atos, nasceu do coração de quem viveu de perto a influência da homenageada”, disse Jhonatan Gomes Gadelha, que foi aluno de Norma na graduação. Ele contou que a mostra surgiu de uma entrevista feita com ela por ocasião do trabalho dele de conclusão de curso, em 2015. “As falas, os ensinamentos e as memórias compartilhadas por Norma naquele momento foram resgatadas e transformadas em movimento”, lembrou.

Gadelha explicou que as músicas que embalaram as coreografias autorais foram criadas com o auxílio de inteligência artificial. “Um encontro simbólico entre a tradição plantada pela pioneira e as ferramentas do futuro. O resultado foi uma apresentação carregada de bagagem emocional, autenticidade e reverência à história que se contava no palco.”

Mostra em 4 atos

A professora de Educação Física, Franciely Gomes Gonçalves, também ex-aluna de Norma, foi a mestre de cerimônias e guiou o público por uma narrativa que comparava a trajetória da homenageada ao crescimento de uma árvore: “A Pioneira: A Raiz (ato I), “A Transformadora: O Tronco” (ato II), “O Legado: Os Frutos” (ato III) e “Homenagem Final: O reconhecimento” (ato IV).

O ato I trouxe depoimentos em vídeo e ao vivo, além de coreografias como “Homem com H” (com os 2º períodos de bacharelado e licenciatura) e “K Dance”, que homenageou os anos 1970. O ex-bolsista Kelvin Wesley subiu ao palco para saudar a professora. A escola de dança Adorai também marcou presença com as variações de Letícia e Rayelle Bianca, coreografadas por Caline Teodoro, e o carimbó foi apresentado pelo professor Jhon e pela aluna Kethelen.

O ato II contou com o depoimento ao vivo de Jhon Gomes, ex-aluno que seguiu carreira artística e acadêmica, narrando um momento específico que mudou sua trajetória. Ele também apresentou um solo de dança, seguido por coreografias da turma de licenciatura e uma performance de ginástica acrobática do 4º período.

No ato III foi exibido um vídeo em que os atuais alunos do curso de Educação Física refletiram sobre o que a dança significa em suas formações. As apresentações incluíram o Atelier Escola de Dança com “Entre o que Fica e o que Parte” (Ana Fonseca e Elias Daniel), o Estúdio de Artes Balancé com “Estrelas” (coreografia de Lucas Souza) e a Cia. de Dança Jhon Gomes, com outra versão de “Estrelas”. A escola Adorai retornou com “Sarça Ardente”, coreografada por Lívia Teodoro; os alunos do 2º período de bacharelado encerraram o ato.

No ato IV, após o ministério de dança Plenitude apresentar “Raridade”, música de Anderson Freire, a professora Shirley Regina subiu ao palco para oferecer palavras à homenageada. Em seguida, a mestre de cerimônias convidou Norma Tinoco a entrar em cena. Ao som de “Muda Tudo”, os alunos formaram um círculo ao redor da professora, cantando o refrão em coro.

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I FÓRUM ESTADUAL "Autismo, Cultura, Mercado de Trabalho e Políticas Públicas no Acre."

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I FÓRUM ESTADUAL "Autismo, Cultura, Mercado de Trabalho e Políticas Públicas no Acre."

09 e 10 de ABRIL
Local: Teatro Universitário da UFAC
11 de ABRIL
Local: Anfiteatro Garibaldi Brasil UFAC

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