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a unidade Daikin Pierre-Bénite autorizada a lançar o fabrico de um novo produto perfluorado
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Após diversas reviravoltas processuais, a Daikin Chemical France, subsidiária química da gigante japonesa especializada em ar condicionado, deverá conseguir retomar em poucos dias a produção de “pré-composto”, uma nova goma composta por polímeros perfluorados, em seu Pierre -Estabelecimento Bénite (Rhône), no “vale da química”, ao sul da área metropolitana de Lyon. O projeto suscita preocupações entre a população local sobre a poluição, especialmente substâncias per e polifluoroalquílicas. (PFAS), muito persistente no ambiente e suspeito de ter efeitos na saúde mesmo em doses muito baixas.
A prefeitura da região de Auvergne-Rhône-Alpes deu seu acordo, terça-feira, 15 de outubro, ao modificar seu decreto anterior “supervisão de atividade”tirada em fevereiro. Este decreto foi suspenso em processo sumário em 20 de junho pelo tribunal administrativo de Lyon, sob o argumento de que o fabricante não forneceu detalhes suficientes sobre o desenvolvimento do produto. Do ponto de vista regulamentar estrito, esta nova produção da Daikin não está sujeita a ordem de autorização porque não é considerada “uma modificação substancial” da sua actividade em Pierre-Bénite, na medida em que utiliza 60% da sua produção de goma de base para fabricar este novo produto, sem aumentar o volume global de produção da unidade, num máximo de 1.500 toneladas por ano.
Diante deste tema questionado, Fabienne Buccio, prefeita da região, lançou uma consulta pública que não era formalmente obrigatória e decidiu tornar públicos todos os estudos dedicados ao sítio químico. A Direção Regional do Ambiente, Ordenamento do Território e Habitação (Dreal) tornou público, terça-feira, 15 de outubro, o seu resumo do estudo do processo “para chamar a atenção” apresentado pelo industrial. Em resumo, os serviços do Estado recomendam aumentar as medições das emissões atmosféricas das instalações da Daikin, aumentando a frequência das verificações de um ano para seis meses.
Dreal também propõe reduzir o limite de liberação de bisfenol AF no ar – perfluorado utilizado nesta nova produção – de 1 mg para 0,5 mg por metro cúbico. O Bisfenol AF não está proibido, mas foi recentemente classificado como uma “substância de grande preocupação” pelas regulamentações europeias, que exigem que os fabricantes utilizem “as melhores técnicas disponíveis” limitar os produtos perigosos para a saúde e o ambiente. A prefeitura exige a substituição do produto no prazo de dois anos, e não mais de três anos, com relatório de progresso em um ano. Por seu lado, o grupo japonês indica que a investigação já está bastante avançada e que um novo agente químico está actualmente a ser testado pelos seus clientes. Mas moradores, associações e governantes eleitos continuam imersos em preocupações e questionamentos sobre o efeito dos “poluentes eternos”.
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Egressa de mestrado em CZS obtém prêmio de pós-graduação — Universidade Federal do Acre
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1 de setembro de 2026A engenheira agrônoma Mirian Soares de Amorim, aluna egressa do curso de Agronomia e do mestrado em Ciências Ambientais, do campus Floresta da Ufac, em Cruzeiro do Sul, obteve o 2º lugar na categoria Pós-Graduação do 5º Prêmio Margarida Alves de Estudos sobre Ruralidades e Feminismos, cujo resultado final foi divulgado em 17 de março. O evento foi promovido pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar.
O estudo destaca a articulação entre a transição agroecológica e a igualdade de gênero, enfatizando o papel central das mulheres rurais, ribeirinhas e agricultoras na preservação da agrobiodiversidade e na soberania alimentar na Amazônia. No mestrado, sob orientação do professor Kleber Andolfato de Oliveira, Mirian também aprofundou investigações sobre o desenvolvimento sustentável e o papel das populações rurais no manejo dos ecossistemas amazônicos.
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Ufac consolida criação do curso de Farmácia com 50 vagas — Universidade Federal do Acre
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31 de agosto de 2026O reitor da Ufac, Josimar Ferreira, reuniu-se com membros da comissão responsável pela proposta de criação do curso de Farmácia. O encontro ocorreu nesta segunda-feira, 31, na sala de reuniões da Reitoria, visando consolidar o Projeto Político-Pedagógico da nova graduação, além de homenagear, com a entrega, pela Federação Nacional dos Farmacêuticos (Fenafar), de Menção Honrosa ao reitor e a pessoas cujo empenho culminou na abertura do curso.
A iniciativa faz parte do programa Universidades Transformadoras, pactuada com o Ministério da Educação (MEC). O curso prevê a oferta de 50 vagas para estudantes e liberação de 11 códigos de vagas para professores. A aula inaugural e início das atividades acadêmicas estão previstos entre 2028 e 2029.
“Esse é um curso que se assenta fortemente na demanda de conhecer os bioativos da floresta amazônica e transformar esse conhecimento em riqueza, patentes, inovação e qualidade de vida para a sociedade”, disse Josimar Ferreira. Além disso, ele ressaltou a necessidade de conectar o novo curso às estruturas já consolidadas da Ufac, otimizando disciplinas e espaços curriculares em conjunto com as áreas de saúde e química.
A presidente da comissão de criação do curso, Andréia Andrade, lembrou que o projeto começou em 2011. “Hoje nos reunimos com a perspectiva de viabilizar a abertura do curso diante do que já temos na instituição. Nosso objetivo é ofertar uma formação generalista, com investimento otimizado na estrutura existente e com forte inserção na pesquisa e extensão, aproveitando a nossa biodiversidade e criando caminho para futuros programas de pós-graduação.”
Também participaram da reunião representantes externos da categoria profissional, como a ex-conselheira federal, membro da comissão e diretora de Relações Institucionais da Fenafar, Isabela de Oliveira Sobrinho. “Acompanhei a busca por esse projeto pedagógico desde o início e ver essa etapa final é um avanço enorme”, pontuou. “É um trabalho a muitas mãos para trazer o melhor para a Ufac. Trata-se de um curso de grande magnitude, focado em tecnologias de medicamentos e em pesquisas com nossas plantas nativas para gerar qualidade de vida à população.”
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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Seminário na Ufac debate formação em enfermagem obstétrica — Universidade Federal do Acre
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28 de agosto de 2026A Ufac sediou o seminário Desafios Atuais na Formação para a Prática da Enfermagem Obstétrica, que ocorreu nesta sexta-feira, 28, na sala dos Colegiados, campus-sede. O encontro reuniu professores, pesquisadores, gestores e profissionais de saúde para debater a reestruturação do modelo de assistência ao parto e ao nascimento, o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e a interiorização da qualificação profissional no Estado.
O evento integra um projeto nacional, composto por uma rede de 40 instituições de ensino superior articuladas para formar mais de 700 enfermeiras obstétricas pelo país, com foco prioritário nas regiões do interior. No Acre, o programa abrange turmas de especialização e residência voltadas para profissionais atuantes nas regionais do Alto Acre, Alto Purus, Baixo Acre, Tarauacá-Envira e Juruá.
“A Ufac cumpre o seu papel social ao ampliar a formação e capacitar profissionais que atuam em um momento tão ímpar quanto o nascimento de uma criança”, disse o reitor Josimar Ferreira. “Contamos com alunos de todas as regionais. Isso gera um efeito multiplicador: o profissional capacitado coordena equipes locais e eleva diretamente a qualidade do atendimento prestado à população pelo SUS.”
A coordenadora das formações no Estado e professora da Ufac, Sheley Borges, destacou a necessidade de repensar a prática profissional para garantir um cuidado humanizado e seguro. “A intencionalidade da nossa formação é reduzir a mortalidade materna e neonatal e alcançar as mulheres em uma dimensão em que sejam respeitadas. Queremos garantir que as escolhas não ocorram por medo, como optar por uma cesariana sem compreender que é uma cirurgia de grande porte.”
A coordenadora nacional do curso de especialização em Enfermagem Obstétrica da Rede Alyne, vinculada à Universidade Federal de Minas Gerais, Kleyde Ventura, ressaltou a relevância estratégica da parceria com a Ufac. “No Acre, vivemos uma condição muito especial, pois, com exceção de uma aluna, todas as especializadas são do interior. Estamos interiorizando e descentralizando os modos de formar, abordando o trabalho multiprofissional e a articulação de redes para garantir assistência de qualidade e direitos assegurados.”
Também participaram do seminário o promotor de Justiça do MP-AC, Gláucio Oshiro; o coordenador do curso de Enfermagem da Ufac, João Francalino; e o epidemiologista Serafim Salgado, coordenador das metodologias aplicadas no programa de formação.
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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