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A visão do The Guardian sobre a Rússia e a China: uma velha amizade representa novas ameaças | Editorial
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2 anos atrásem
Editorial
EUJá se passaram quase três anos desde que Xi Jinping e Vladimir Putin declararam uma amizade “sem limites” – semanas antes da invasão da Ucrânia pela Rússia em Fevereiro de 2022. Desde então, eles recuaram desse entusiasmo retórico. A linguagem “sem limites” foi rapidamente abandonada, provavelmente a pedido de Pequim. Quando Putin visitou em maio do ano passado, ele afirmou que ele e seu homólogo estavam “tão próximos quanto irmãos”. Senhor Xi mais friamente chamado o presidente russo “um bom amigo e um bom vizinho”. A China manifestamente não retribuiu a descrição feita por Putin como aliada.
No entanto, a parceria continua a alargar-se e a aprofundar-se, para alarme ocidental, nas frentes económicas, políticas e militares. O Conselho de Relações Exteriores dos EUA recentemente avaliou “a maior ameaça aos interesses nacionais vitais dos EUA em sessenta anos”. Nos últimos 12 meses assistimos a uma actividade militar conjunta sem precedentes por parte das forças chinesas e russas – embora o objectivo fosse provavelmente sinalizar o seu poder combinado, em vez de prosseguir a interoperabilidade que é fundamental para a aliança EUA-Europa. Em Setembro, os EUA sugeriram pela primeira vez que Pequim poderia ser fornecendo suporte direto para a máquina de guerra russa na Ucrânia, para além do tipo de equipamento de dupla utilização que tem enviado e do papel essencial que desempenha como mercado de exportação para o petróleo russo. Uma enxurrada de livros no “nova guerra fria” apareceu em 2024.
O confronto entre o Ocidente e um eixo liderado pela China e pela Rússia – desta vez com Moscovo como parceiro minoritário, e abrangendo o Irão e a Coreia do Norte – tem ecos alarmantes do passado. Os temores há muito adormecidos de uma guerra nuclear reacenderam-se. Uma ilha – então Cuba, agora Taiwan – poderia ser um ponto de conflito. Como presidente, Joe Biden procurou definir o confronto como uma luta global entre uma aliança de democracias e as autocracias mundiais – embora Washington adote a Arábia Saudita, enquanto a Índia se recusa a tomar partido na Ucrânia e é acusada de assassinar críticos no Canadá.
Interesses e queixas
Existem muitas evidências de que existem, de fato, limites na relação sino-russacomo demonstrou a guerra na Ucrânia. Apesar das recentes observações dos EUA sobre a ajuda letal, a China tem estado evidentemente relutante em fornecer armas e munições. As empresas russas têm relatado obstáculos crescentes aos negócios, à medida que os bancos chineses reforçaram o cumprimento das sanções devido às ameaças ocidentais, embora os pagamentos prioritários pareçam estar a decorrer sem impedimentos. Analisando as recentes declarações dos dois países sobre segurança revela que parecem tratar tanto de controlar as expectativas e de cada um conter as ambições do outro, como de amplificar o poder em conjunto. Tal como o apoio chinês à guerra da Rússia na Ucrânia é limitado, embora óbvio, a Rússia deixou claro que não quer entrar em guerra em nome da China.
A reeleição de Donald Trump também levantou o espectro da um “Nixon reverso”com os EUA a abraçarem Moscovo e a eliminarem Pequim, dada a sua atitude agressiva em relação à China e o seu carinho por Putin. No entanto, a reaproximação de Nixon com a China foi possível graças ao divisão sino-soviética extraordinariamente amargaque se seguiu à aliança sino-soviética. Ambos os jogadores aprenderam a lição desse confronto e olharão para além de um único mandato presidencial. O mais provável é que a Rússia angariasse quaisquer incentivos de Washington e continuasse a trabalhar com Pequim como bem entendesse, embora talvez de forma mais discreta.
Os países têm diferenças muito diferentes estratégias. A Rússia do senhor Putin é mais perturbadora; Xi acredita que a ordem actual pode ser moldada aos interesses chineses. Isso é um alinhamento e não uma aliança, sugere o historiador Dr. Sergey Radchenko, um especialista em relações sino-soviéticas. Eles são unidos não por ideologia, mas por interesses e queixas, ameaças e oportunidades. Essa mesma limitação, no entanto, contribui para uma relação mais pragmática e flexível – e, portanto, mais sustentável.
O regresso de Trump realça a fragilidade da aliança EUA-Europa e a difícil tarefa que o novo secretário-geral da NATO, Mark Rutte, enfrenta para a reforçar. Os problemas internos e as contradições das democracias ocidentais também encorajam a Rússia e a China. No entanto, os seus próprios dificuldades estão se tornando mais evidentes. Depois de anos de crescimento deslumbrante, que a levaram a quase ultrapassar os EUA, a economia da China tem estado em dificuldades (alguns acreditam que uma recessão poderá ser o estímulo mais provável para a China invadir Taiwan nos próximos anos, com o orgulho nacionalista no centro das atenções). Os seus avanços diplomáticos são acompanhados por questões crescentes no exterior sobre os custos de fazer negócios com o país. A guerra na Ucrânia expôs os desafios militares e económicos da Rússia. O ataque ao “eixo de resistência” do Irão e a expulsão de Bashar al-Assad da Síria realçaram outras vulnerabilidades.
Um mundo multipolar
Esta era parece para alguns analistas mais como a década de 1930com o colapso da ordem global, do que nas décadas após a Segunda Guerra Mundial. Atos de violência na guerra dobraram nos últimos cinco anos, e um especialista em violência global alerta que podemos estar a entrar numa “nova normalidade” de guerra. Este outono, o secretário-geral da ONU, António Guterres, avisado de um “purgatório da polaridade” que permitiu aos países agirem como quiserem com impunidade. O Sul Global pagou um preço elevado pela Guerra Fria, uma vez que esta foi travada em guerras abrasadoras que custou milhões de vidas. No entanto, o conflito foi, nas palavras do historiador Odd Arne Westad, “implacavelmente bipolar” no seu auge. Este é um mundo multipolar, com potências como a Índia, a África do Sul, a Turquia e a Indonésia a seguirem os seus próprios caminhos com mais determinação do que nunca.
Também vivemos num mundo muito mais integrado economicamente. O isolamento financeiro imposto à Rússia foi muito além do que se poderia considerar alcançável. As tentativas dos políticos ocidentais para reduzir a dependência da China – chamem-lhe dissociação, redução de riscos ou o que quiserem – são significativas, e a sua quota na economia mundial caiu do seu Pico de 2021. As tarifas ameaçadas por Trump iriam abalá-lo. O comércio sino-americano já caiu drasticamente em 2023. Mas ainda assim foi mais do que o dobro do comércio da China com a Rússia.
Laços económicos, desafios comuns e a necessidade inquestionável de parceria em algumas questões – acima de tudo, o perigo existencial de aquecimento global – não conduzem necessariamente à cooperação. A pandemia demonstrou a urgência de trabalhar em conjunto na saúde global, mas também a frequência com que os países falharam, dando prioridade aos interesses nacionais. As divisões mundiais deverão aumentar ainda mais em 2025. Mas uma espiral crescente não deve ser considerada desejável nem inevitável.
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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