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AC confirma mais de 170 novos casos de Covid-19 e número de mortes pela doença volta a subir
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5 anos atrásem
O boletim da Secretaria de Saúde do Acre (Sesacre) confirmou 172 casos de infecção por coronavírus e mais sete mortes pela doença nesta quarta-feira (2). Dessa forma, o número de infectados saiu de 82.581 para 82.753 e o de mortes subiu para 1.676.
O número de exames aguardando análise do Laboratório Central de Saúde Pública do Acre (Lacen) ou do Centro de Infectologia Charles Mérieux é de 160.
Já em relação aos pacientes internados, são 146, dos quais 130 estão com teste positivo para a Covid-19. O número permanece o mesmo, já que o boletim de assistência de leitosa segue sem atualização desde a segunda (31).
O estado está em contaminação comunitária desde o dia 9 de abril, com uma taxa de incidência de 9.251,6 casos para cada 100 mil habitantes. A taxa de mortalidade em cada 100 mil habitantes é de 188, já a de letalidade – quantidade de mortos dentro dos números confirmados da doença – é de 2%.
Até essa segunda (31), data da última atualização, dos 106 leitos de UTI nos hospitais da rede SUS disponibilizados no estado, 46 continuam ocupados. Com isso, a taxa de ocupação dos leitos está em 44%. Os leitos de UTI estão concentrados na capital, com 80 vagas, e Cruzeiro do Sul, com 26.
Mortes por cidade
| Cidades com óbitos | Óbitos totais | Novos registros |
| Acrelândia | 33 | 0 |
| Assis Brasil | 24 | 0 |
| Brasiléia | 37 | 0 |
| Bujari | 15 | 0 |
| Capixaba | 17 | 0 |
| Cruzeiro do Sul | 152 | 1 |
| Epitaciolândia | 29 | 0 |
| Feijó | 59 | 0 |
| Jordão | 2 | 0 |
| Mâncio Lima | 27 | 0 |
| Manoel Urbano | 13 | 0 |
| Marechal Thaumaturgo | 9 | 0 |
| Plácido de Castro | 18 | 1 |
| Porto Acre | 35 | 1 |
| Porto Walter | 4 | 0 |
| Rio Branco | 1.017 | 4 |
| Rodrigues Alves | 11 | 0 |
| Santa Rosa do Purus | 7 | 0 |
| Sena Madureira | 63 | 0 |
| Senador Guiomard | 42 | 0 |
| Tarauacá | 35 | 0 |
| Xapuri | 27 | 0 |
| Total | 1.676 | 7 |
Números e mortes
Das 1.676 mortes, 970 eram homens e 706 mulheres. Do total de vítimas, 1.138 tinham acima de 60 anos. Dentre os óbitos, 947 deles tinham alguma comorbidade, porém, verifica-se que 729 das pessoas que evoluíram para o óbito não tinham histórico de comorbidades.
As sete mortes confirmadas nesta quarta são de cinco homens e duas mulheres.
Perfis
Morador de Rio Branco, o homem de 49 anos deu entrada no dia 7 de maio no Hospital Pronto Socorro de Rio Branco e faleceu no dia 30 de maio.
O homem de 51 anos era morador de Rio Branco, deu entrada no Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia do Acre (Into-AC) no dia 25 de maio e faleceu no dia 1º de junho.
Morador de Plácido de Castro, o idoso de 65 anos deu entrada no PS de Rio Branco no dia 17 de maio e faleceu no dia 1º de junho.
Morador de Porto Acre, o idoso de 63 anos deu entrada no dia 22 de maio no Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia do Acre (Into-AC) e faleceu no dia 1º de junho.
O homem de 50 anos era morador de Rio Branco, e faleceu no PS de Rio Branco nesta quarta(2), a data de entrada não foi informada.
Moradora de Rio Branco, a mulher de 25 anos deu entrada no dia 31 de maio no Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia do Acre (Into-AC) e faleceu no dia 1º de abril.
Moradora de Cruzeiro do Sul, a idosa de 76 anos deu entrada no dia 28 de maio no Hospital Regional do Juruá e faleceu nesta quarta (2).
Maiores taxas de contaminação a cada 10 mil habitantes:
- Assis Brasil – 2.182
- Xapuri – 1.506
- Tarauacá – 1.483
- Santa Rosa – 1.360
- Sena Madureira – 1.224
Casos de Covid-19 por cidades
| Cidades | Total | Casos novos |
| Acrelândia | 1.576 | 11 |
| Assis Brasil | 1.644 | 4 |
| Brasiléia | 2.745 | 11 |
| Bujari | 1.119 | 0 |
| Capixaba | 637 | 2 |
| Cruzeiro do Sul | 7.482 | 12 |
| Epitaciolândia | 1.361 | 2 |
| Feijó | 3.070 | 0 |
| Jordão | 501 | 25 |
| Mâncio Lima | 2.229 | 0 |
| Manoel Urbano | 905 | 3 |
| Marechal Thaumaturgo | 1.228 | 0 |
| Plácido de Castro | 1.640 | 30 |
| Porto Acre | 1.425 | 0 |
| Porto Walter | 537 | 0 |
| Rio Branco | 36.745 | 59 |
| Rodrigues Alves | 791 | 1 |
| Santa Rosa do Purus | 914 | 1 |
| Sena Madureira | 5.697 | 5 |
| Senador Guiomard | 1.154 | 4 |
| Tarauacá | 6.400 | 1 |
| Xapuri | 2.953 | 1 |
| Total | 82.753 | 172 |
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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre
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2 dias atrásem
15 de maio de 2026O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.
Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).
O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.
Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.
Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.
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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.
Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.
Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.
O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.
“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.
A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.
“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.
Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.
A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.
Fhagner Soares – Estagiário
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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.
A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).
O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.
Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.
“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.
O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.
Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.
Fhagner Soares – Estagiário