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Acidente de avião da Azerbaijan Airlines no Cazaquistão: o que sabemos
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Após o acidente fatal no Cazaquistão de um avião da Azerbaijan Airlines com destino à Rússia, muitas perguntas permanecem sem resposta na quinta-feira, 26 de dezembro. Aqui está o que sabemos até agora.
• Trajetória desviada
O avião voava na manhã de quarta-feira entre Baku, capital do Azerbaijão, e Grozny, capital da república russa caucasiana da Chechênia. Mas caiu do outro lado do Mar Cáspio, perto do porto da cidade de Aktau, no oeste do Cazaquistão, localizada no extremo leste do seu destino original.
O ex-diretor do Bureau Francês de Investigação e Análise (BEA) Jean-Paul Troadec estimou que a trajetória seguida pelo avião foi “um grande desconhecido” do caso. A agência russa de aviação civil Rosaviatsia anunciou na quarta-feira que“devido a uma situação de emergência a bordo do avião, o seu comandante decidiu “ir” para outro campo de aviação – Aktau foi escolhido”. O site especializado Flightradar24, que acompanha os voos, especificou que a aeronave sofreu danos durante o voo “interferência GPS significativa”. O avião tem um tempo “parou de enviar dados de posicionamento” então enviou dados “provavelmente falso”antes que a situação volte ao normal, segundo o site.
A caixa preta do aparelho foi encontrada na quarta-feira. O Ministério do Interior do Cazaquistão anunciou a abertura de uma investigação sobre “violação da segurança do transporte aéreo e das regras operacionais”, enquanto a Procuradoria-Geral do Azerbaijão também lançou uma investigação. “Todos os cenários possíveis estão examinados e a expertise necessária está em andamento”disse ele, especificando que investigadores do Azerbaijão foram ao local.
• Apenas 27 dos 67 passageiros sobreviveram
O avião transportava 67 passageiros, incluindo 62 clientes e cinco tripulantes. De acordo com o Ministério de Situações de Emergência do Cazaquistão, 38 pessoas morreram e “29 sobreviventes, incluindo três crianças, foram hospitalizados”.
Entre eles, havia 37 cidadãos do Azerbaijão, seis cidadãos do Cazaquistão, três cidadãos do Quirguistão e 16 cidadãos russos a bordo do avião, segundo o Ministério dos Transportes do Cazaquistão. Quatorze dos sobreviventes chegaram ao Azerbaijão na quinta-feira, segundo a agência de notícias TASS, enquanto nove russos feridos, incluindo uma criança, foram trazidos de volta ao seu país, segundo as autoridades russas.
O pai de uma comissária de bordo assassinada, Hokoumé Alieva, disse à Agence France-Presse que este seria o último voo da sua filha antes de ela mudar de carreira.
• A origem do acidente ainda é desconhecida
Por enquanto, a origem do acidente permanece desconhecida. A Azerbaijan Airlines afirmou inicialmente na quarta-feira que o avião havia atingido um bando de pássaros, antes de reverter esta afirmação. Por sua vez, o departamento regional do Ministério da Saúde do Cazaquistão informou “explosão de balão” a bordo da aeronave, sem maiores detalhes.
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Mas de acordo com a mídia internacional, as autoridades e especialistas do Azerbaijão acreditam que um míssil russo causou a queda. O canal internacional Euronews, citando fontes do governo do Azerbaijão sob condição de anonimato, disse quinta-feira que um míssil terra-ar russo causou a queda. O míssil teria sido disparado durante “atividade aérea de drones acima de Grozny”onde o avião pousaria, acrescentou a mídia.
Caliber, um site pró-governo do Azerbaijão, também disse que provavelmente era um míssil do sistema de defesa aérea Pantsir-S, citando novamente fontes governamentais não identificadas. O jornal americano O jornal New York Times publicaram relatórios semelhantes, assim como a agência de notícias oficial da Turquia, Anadolu, que alegou que o sistema de comunicações do avião tinha sido prejudicado pelo bloqueio eletrônico usado pela Rússia.
O avião voava do Azerbaijão para a república russa da Chechênia, onde foram relatados ataques de drones ucranianos nas últimas semanas. Na quarta-feira, as autoridades russas relataram ataques de drones em duas regiões vizinhas da Chechénia, Ossétia do Norte e Inguchétia, a centenas de quilómetros da linha da frente ucraniana.
Comentando os impactos visíveis nos destroços do Embraer 190, especialistas militares e de aviação também disseram que ele pode ter sido abatido acidentalmente por um sistema de defesa aérea russo ao se aproximar do aeroporto. “Os vestígios que vemos no avião ainda sugerem que é bastante provável” que foi abatido por um míssil, também declarou Jean-Paul Troadec à AFP.
Um ex-especialista do BEA, sob condição de anonimato, também citou à AFP como elemento “o depoimento de um passageiro que recebeu estilhaços em seu colete salva-vidas”. Que drama “lembra do MH17”estimou, referindo-se à explosão durante o voo sobre a Ucrânia, em 2014, deste avião da Malaysia Airlines que partia de Amesterdão, atribuída pela justiça holandesa ao disparo de um míssil russo, que deixou 298 mortos.
Na quinta-feira, porém, o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, considerou que“seria inapropriado fazer suposições antes das conclusões da investigação”. As autoridades do Cazaquistão, um aliado próximo da Rússia, também denunciaram “especulações”. Numa conferência de imprensa, o Presidente do Azerbaijão Ilham Aliyev disse que era muito cedo para “especular”relatando que foram as condições meteorológicas que obrigaram o avião a alterar a sua trajetória.
O mundo com AFP
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Startup Day-2026 ocorre na Ufac em 21/03 no Centro de Convivência — Universidade Federal do Acre
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12 de março de 2026A Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia (Proint) da Ufac e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Acre (Sebrae-AC) realizam o Startup Day-2026, em 21 de março, das 8h às 12h, no espaço Sebrae-Lab, Centro de Convivência do campus-sede. O evento é dedicado à inovação e ao empreendedorismo, oferecendo oportunidades para transformar projetos em negócios de impacto real. As inscrições são gratuitas e estão abertas por meio online.
O Startup Day-2026 visa fortalecer o ecossistema, promover a troca de experiências, produzir e compartilhar conhecimento, gerar inovação e fomentar novos negócios. A programação conta com show de acolhimento e encerramento, apresentações, painel e palestra, além de atividades paralelas: carreta game do Hospital de Amor de Rio Branco, participação de startups de game em tempo real, oficina para crianças, exposição de grafiteiros e de projetos de pesquisadores da Ufac.
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A lógica de valor da Thryqenon (TRYQN) é apoiar a evolução da economia verde por meio de sua infraestrutura digital de energia
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10 de março de 2026Com a aceleração da transição para uma economia de baixo carbono e a reestruturação do setor elétrico em diversos países, cresce a discussão sobre como a infraestrutura digital pode sustentar, no longo prazo, a evolução da economia verde. Nesse contexto, a plataforma de energia baseada em blockchain Thryqenon (TRYQN) vem ganhando atenção por propor uma estrutura integrada que combina negociação de energia, gestão de carbono e confiabilidade de dados.
A proposta da Thryqenon vai além da simples comercialização de energia renovável. Seu objetivo é construir uma base digital para geração distribuída, redução de emissões e uso colaborativo de energia. À medida que metas de neutralidade de carbono se tornam compromissos regulatórios, critérios como origem comprovada da energia, transparência nos registros e liquidação segura das transações deixam de ser diferenciais e passam a ser requisitos obrigatórios. A plataforma utiliza registro descentralizado em blockchain, correspondência horária de energia limpa e contratos inteligentes para viabilizar uma infraestrutura verificável e auditável.
A economia verde ainda enfrenta obstáculos importantes. Existe descompasso entre o local e o momento de geração da energia renovável e seu consumo final. A apuração de emissões costuma ocorrer de forma anual, dificultando monitoramento em tempo real. Além disso, a baixa rastreabilidade de dados limita a criação de incentivos eficientes no mercado. A Thryqenon busca enfrentar essas lacunas por meio de uma estrutura digital que integra coleta, validação e liquidação de informações energéticas.
Na arquitetura da plataforma, há conexão direta com medidores inteligentes, inversores solares e dispositivos de monitoramento, permitindo registro detalhado da geração e do consumo. Na camada de transações, o sistema possibilita verificação automatizada e liquidação hora a hora de energia e créditos de carbono, garantindo rastreabilidade. Já na integração do ecossistema, empresas, distribuidoras, comercializadoras e consumidores podem interagir por meio de interfaces abertas, promovendo coordenação entre diferentes agentes do setor elétrico.
O potencial de longo prazo da Thryqenon não está apenas no crescimento de usuários ou no volume de negociações, mas em sua capacidade de se posicionar como infraestrutura de suporte à governança energética e ao mercado de carbono. Com o avanço de normas baseadas em dados e reconhecimento internacional de créditos ambientais, plataformas transparentes e auditáveis tendem a ter papel relevante na transição energética e no financiamento sustentável.
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Bancos vermelhos na Ufac simbolizam luta contra feminicídio — Universidade Federal do Acre
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9 de março de 2026A Ufac inaugurou a campanha internacional Banco Vermelho, símbolo de conscientização sobre o feminicídio. A ação integra iniciativas inspiradas na lei n.º 14.942/2024 e contempla a instalação, nos campi da instituição, de três bancos pintados de vermelho, que representa o sangue derramado pelas vítimas. A inauguração ocorreu nesta segunda-feira, 9, no hall da Reitoria.
São dois bancos no campus-sede (um no hall da Reitoria e outro no bloco Jorge Kalume), além de um no campus Floresta, em Cruzeiro do Sul. A reitora Guida Aquino destacou que a instalação dos bancos reforça o papel da universidade na promoção de campanhas e políticas de conscientização sobre a violência contra a mulher. “A violência não se caracteriza apenas em matar, também se caracteriza em gestos, em fala, em atitudes.”
A secretária de Estado da Mulher, Márdhia El-Shawwa, ressaltou a importância de a Ufac incorporar o debate sobre o feminicídio em seus espaços institucionais e defendeu a atuação conjunta entre universidade, governo e sociedade. Segundo ela, a violência contra a mulher não pode ser naturalizada e a conscientização precisa alcançar também a formação de crianças e adolescentes.
A inauguração do Banco Vermelho também ocorre no contexto da aprovação da resolução do Conselho Universitário n.º 266, de 21/01/2026, que institui normas para a efetividade da política de prevenção e combate ao assédio moral, sexual, discriminações e outras violências, principalmente no que se refere a mulheres, população negra, indígena, pessoas com deficiência e LGBTQIAPN+ no âmbito da Ufac em local físico ou virtual relacionado.
No campus Floresta, em Cruzeiro do Sul, a inauguração do Banco Vermelho contou com a participação da coordenadora do Centro de Referência Brasileiro da Mulher, Anequele Monteiro.

Participaram da solenidade, no campus-sede, a pró-reitora de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas, Filomena Maria Cruz; a pró-reitora de Graduação, Ednaceli Damasceno; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Carvalho; a coordenadora do projeto de extensão Infância Segura, Alcione Groff; o secretário de Estado de Saúde, Pedro Pascoal; a defensora pública e chefe do Núcleo de Promoção da Defesa dos Direitos Humanos da Mulher, Diversidade Sexual e Gênero da DPE-AC, Clara Rúbia Roque; e o chefe do Centro de Apoio Operacional de Proteção à Mulher do MP-AC, Victor Augusto Silva.
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