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Vespa com nome de formiga tem cor ultraescura – 26/12/2024 – Ciência
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2 anos atrásem
Katrina Miller
A primeira coisa a entender sobre as formigas-feiticeiras é que elas não são, de fato, formigas. Na verdade, são vespas, algumas das quais são sem asas.
Com o tamanho de um dado, uma espécie é conhecida por suas distintas marcações em preto e branco, que deslumbram os olhos de quem as vê em estados brasileiros do Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste, na caatinga ou no cerrado.
“Parece mágica”, diz o entomologista Vinicius Lopez, da Universidade Federal do Triângulo Mineiro, de Uberaba (Minas Gerais), que estuda a coloração dos insetos. O efeito faz com que seja fácil perdê-los de vista. Talvez seja por isso que algumas pessoas as chamam de formigas-feiticeiras —há ao menos 20 nomes para essas vespas, entre os quais formiga-oncinha, formiga-rainha e formiga-chiadeira, este último em referência ao som emitido por fêmeas quando perturbadas.
Uma equipe de cientistas liderada por Lopez descobriu recentemente que as partes pretas nas fêmeas das formigas-feiticeiras eram na verdade ultraescuras —tão opacas que absorviam quase toda a luz visível. A descoberta, publicada neste mês no periódico Beilstein Journal of Nanotechnology, torna essa espécie, a Traumatomutilla bifurca, o primeiro inseto conhecido entre os himenópteros —o grupo que consiste em abelhas, vespas e formigas— a exibir uma tonalidade tão marcante.
“Nunca vimos esse tipo de cor em libélulas, abelhas ou besouros que analisamos”, disse o entomologista Rhainer Guillermo-Ferreira, da Universidade Federal do Triângulo Mineiro, coautor do artigo.
Também são autores do trabalho Wencke Krings e Stanislav Gorb, da Universidade de Kiel (Alemanha), e Juliana Reis Machado, da Universidade Federal do Triângulo Mineiro.
Na natureza, alguns pretos são mais pretos do que outros. Há o comum, causado pela presença de melanina e que exibe algum brilho, como as penas de um corvo. Depois há o ultraescuro, uma tonalidade alcançada por microestruturas que absorvem quase toda a luz que atinge uma superfície.
A pigmentação ultraescura é rara no reino animal. Em organismos que a possuem, ela os ajuda a se esconder de predadores, regular a temperatura corporal ou até mesmo atrair parceiros, já que o contraste contra cores mais claras pode ser visualmente atraente.
A equipe de Lopez estava tentando descobrir diferentes mecanismos de produção de cor em insetos quando percebeu que a formiga de veludo era única. Uma inspeção mais próxima de seu exoesqueleto revelou que, sob uma camada densa de pelos, os insetos tinham um arranjo intrincado de finas plaquetas empilhadas que se assemelhavam às páginas de um livro. De acordo com Guillermo-Ferreira, essa estrutura particular não foi vista em outros animais com coloração muito escura.
Os pesquisadores dizem acreditar que a configuração de pelos e plaquetas é fundamental para produzir a cor ultraescura fosca. Como o exoesqueleto do inseto possui tantas características diferentes, a luz tem uma chance maior de ser absorvida do que teria em uma superfície preta mais lisa.
É como se a luz ficasse presa dentro de todas as camadas, segundo Guillermo-Ferreira.
Dakota McCoy, bióloga evolutiva da Universidade de Chicago, disse que a descoberta é fantástica e elogiou o comprometimento dos pesquisadores em estudar o exoesqueleto da formiga-feiticeira em diferentes escalas.
“Eles não pararam apenas na superfície”, afirmou ela. “Olharam tanto por cima quanto por dentro para tentar ver qual era toda a história.”
Algumas espécies de borboletas e de outros insetos também apresentam coloração ultraescura. O novo estudo é, segundo seus autores, o primeiro registro documentado na ordem Hymenoptera.
Além da luz visível, as marcações ultraescuras nas formigas-feiticeiras fêmeas absorvem quase toda a luz ultravioleta. Isso também poderia ser um mecanismo de defesa útil contra predadores que podem ver comprimentos de onda não visíveis para os humanos, disseram os cientistas.
Mas não está claro se as formigas-feiticeiras realmente precisam do pigmento ultraescuro para camuflagem. Trabalhos anteriores mostraram que os predadores tendem a evitá-las por causa de seus exoesqueletos duros, suas picadas dolorosas e os gritos que emitem quando em perigo.
Também é um mistério por que apenas as fêmeas dessa espécie são ultraescuras. Os machos têm marcações pretas semelhantes, mas as delas refletem muito mais luz.
No futuro, os pesquisadores planejam investigar as pressões ambientais que fizeram com que as fêmeas das formigas-feiticeiras evoluíssem dessa maneira.
“Na natureza, vemos muitos padrões diferentes de coloração, e realmente não sabemos o porquê”, disse Guillermo-Ferreira. Mas, “cada vez que estudamos formigas-feiticeiras, elas nos dão algum resultado novo e interessante”.
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Atletas que participarão dos Jubs em GO recebem bandeira da Ufac — Universidade Federal do Acre
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21 de agosto de 2026O reitor da Ufac, Josimar Ferreira, entregou a bandeira institucional aos atletas que participarão dos Jogos Universitários Brasileiros (Jubs), que ocorrem de domingo, 23, a 5 de setembro, em Goiânia e Trindade (GO), com organização da Confederação Brasileira do Desporto Universitário. A entrega ocorreu nessa quinta-feira, 20, no hall da Reitoria, campus-sede.
“As oportunidades nascem a partir do momento em que dialogamos e temos compromisso. Quero transmitir a toda a equipe o nosso empenho de trabalhar o fortalecimento do esporte”, disse Josimar. “Eu estou neste momento como reitor por vocês, estudantes, e é com vocês que eu quero honrar esse compromisso todos os dias da minha vida, com o sentimento de união e diálogo.”

Também participaram do ato o pró-reitor de Extensão e Cultura, Marco Amaro; e o diretor de Arte, Cultura e Integração Comunitária, Givanildo Pereira Ortega.
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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Participe da Autoavaliação do Curso de ciências contábeis — Universidade Federal do Acre
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20 de agosto de 2026
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Ufac retoma reuniões presenciais dos conselhos superiores após 6 anos — Universidade Federal do Acre
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19 de agosto de 2026A Ufac retomou as sessões presenciais dos seus órgãos colegiados após quase seis anos. O retorno foi marcado pela 2ª reunião ordinária do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Cepex) de 2026, a qual ocorreu nesta quarta-feira, 19, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede.
As sessões passaram a ser remotas devido à pandemia da covid-19, em 2020. Depois, foram impactadas por paralisações dos servidores, crise no transporte público de Rio Branco e greve dos estudantes. “É um recomeço e o cumprimento de um dos principais compromissos assumidos durante nossa campanha eleitoral”, disse o reitor Josimar Ferreira. “Este anfiteatro foi arena de grandes lutas do movimento sindical e dos próprios conselhos universitários.”
Segundo o servidor Jairo Nogueira, que atuou na intermediação do encontro com a Reitoria, a volta do formato presencial é fundamental para resgatar a interação direta entre os colegas e destravar os processos acumulados do Cepex. A sessão serviu de preparo para a reunião do Conselho Universitário (Consu), agendada para esta quinta-feira, 20.
Entre as propostas para a sessão do Consu, destacam-se reformulações no organograma da universidade, como a criação da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade, a reestruturação da Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação, que passará a incorporar ações de inovação e o fortalecimento da autonomia do campus Floresta, em Cruzeiro do Sul, com a criação da figura do diretor do campus e de duas diretorias administrativas de suporte.
Por conta dos custos operacionais para o deslocamento dos 21 conselheiros de Cruzeiro do Sul, o modelo no campus do interior seguirá de forma híbrida temporariamente. A gestão está estruturando uma sala com suporte tecnológico para garantir a transmissão em tempo real, sem prejuízos aos participantes remotos. Paralelamente, nos próximos cem dias, a Reitoria pretende adaptar um espaço definitivo para as reuniões dos órgãos colegiados no campus-sede.
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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