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Ações de empresas de tecnologia perdem US$ 1 tri – 27/01/2025 – Mercado
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2 anos atrásem
Fernando Narazaki
O anúncio do avanço de uma forma mais barata de um modelo de inteligência artificial feito pela chinesa DeepSeek provocou uma queda em série das ações de empresas de tecnologia nos EUA e na Europa.
Cálculos feitos pelo jornal Financial Times e pela agência de notícias Bloomberg apontam que a perda atingiu US$ 1 trilhão em valor de mercado apenas nesta segunda-feira (27).
A maior perda foi da Nvidia, que lidera o mercado de chips para a inteligência artificial, com uma redução que chegou a ser de US$ 465 bilhões (R$ 2,76 trilhões) quando a empresa viu as ações caírem 13% na abertura do mercado em Nova York.
A marca superou a maior perda em valor de mercado em um dia, que era de US$ 279 bilhões da própria Nvidia, em 3 de setembro de 2024, de acordo com a Bloomberg. A fabricante de chips tem oito das dez maiores desvalorizações diárias da história.
As ações da Oracle caíram 8%, enquanto os papéis da Microsoft, Meta e Alphabet (dona do Google) desvalorizaram entre 3% e 3,5%. Na Europa, a fabricante de máquinas para produção de chips ASML, que conta com TSMC, Intel e Samsung como seus clientes, via suas ações recuarem quase 7,5%. No Japão, o investidor de startups SoftBank caiu mais de 8% no pós-mercado desta segunda-feira.
Mesmo as empresas que não estão no setor de tecnologia, mas que trabalham com a infraestrutura para o setor registram perdas nesta segunda. As ações da alemã Siemens Energy chegaram a cair 22%, a fabricante de produtos de energia elétrica Schneider Electric, que investiu em data centers usados para IA, perdeu 9,2% e a construtora ACS despencou 6%.
Os cálculos feitos pela Bloomberg e pela Financial Times apontam que a perda das empresas somadas chegou a atingir US$ 1 trilhão nesta segunda-feira.
Os movimentos lançam uma nuvem sobre os gigantes da tecnologia enquanto Meta, Microsoft e outros se preparam para apresentar seus últimos lucros trimestrais esta semana. Olhando além de seus lucros recordes no passado, os analistas podem direcionar perguntas pontuais aos executivos sobre as perspectivas financeiras no futuro sob uma competição global mais acirrada.
“O DeepSeek mostra que é possível desenvolver modelos poderosos de IA que custam menos. Isso pode diminuir os gastos com toda a cadeia de suprimentos de IA”, comentou Vey-Sern Ling, diretor administrativo da Union Bancaire Privee em entrevista para a Bloomberg.
O entusiasmo em torno da IA impulsionou um enorme fluxo de capital para os mercados de ações nos últimos 18 meses, em particular, à medida que os investidores compraram ações, inflacionando as avaliações das empresas e fazendo com que os mercados atingissem máximas recordes.
Pouco se sabe sobre a pequena startup de Hangzhou por trás da DeepSeek. Os pesquisadores da empresa publicaram um artigo no mês passado afirmando que o modelo DeepSeek-V3, lançado em 10 de janeiro, usou chips H800 da Nvidia para treinamento, gastando menos de US$ 6 milhões.
“Ainda não sabemos os detalhes e nada foi 100% confirmado em relação às alegações da DeepSeek, mas se realmente houve um avanço no custo para treinar modelos de mais de US$ 100 milhões para esse suposto número de US$ 6 milhões, isso é realmente muito positivo para a produtividade e para os usuários finais de IA”, disse Jon Withaar, gerente sênior de portfólio da Pictet Asset Management, à agência de notícias Reuters.
Desvendando IA
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Os chips H800 não são os melhores do mercado. Inicialmente desenvolvidos como um produto de capacidade reduzida para contornar as restrições dos EUA de vendas para a China. Os processadores foram posteriormente banidos por Washington para venda à China.
As ferramentas são disponibilizadas gratuitamente via site da DeepSeek, inclusive no Brasil e em português, e permitem ações como: tradução e geração de textos, análise de grandes volumes de dados e projeções, auxílio na pesquisa e “até na redação de trabalhos acadêmicos”, escrever códigos em linguagens como Python, automatizar suporte para atendimento a clientes etc.
Mais importante, tanto o modelo anterior (V3) como o da semana passada (R1) têm desempenho semelhante ou, em cada vez mais áreas, superior àqueles do ChatGPT, da OpenAI, e do Llama, da Meta. E com custo declaradamente muito menor.
Com informações da AFP, Bloomberg, Financial Times, New York Times e Reuters
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Egressa de mestrado em CZS obtém prêmio de pós-graduação — Universidade Federal do Acre
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1 de setembro de 2026A engenheira agrônoma Mirian Soares de Amorim, aluna egressa do curso de Agronomia e do mestrado em Ciências Ambientais, do campus Floresta da Ufac, em Cruzeiro do Sul, obteve o 2º lugar na categoria Pós-Graduação do 5º Prêmio Margarida Alves de Estudos sobre Ruralidades e Feminismos, cujo resultado final foi divulgado em 17 de março. O evento foi promovido pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar.
O estudo destaca a articulação entre a transição agroecológica e a igualdade de gênero, enfatizando o papel central das mulheres rurais, ribeirinhas e agricultoras na preservação da agrobiodiversidade e na soberania alimentar na Amazônia. No mestrado, sob orientação do professor Kleber Andolfato de Oliveira, Mirian também aprofundou investigações sobre o desenvolvimento sustentável e o papel das populações rurais no manejo dos ecossistemas amazônicos.
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Ufac consolida criação do curso de Farmácia com 50 vagas — Universidade Federal do Acre
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31 de agosto de 2026O reitor da Ufac, Josimar Ferreira, reuniu-se com membros da comissão responsável pela proposta de criação do curso de Farmácia. O encontro ocorreu nesta segunda-feira, 31, na sala de reuniões da Reitoria, visando consolidar o Projeto Político-Pedagógico da nova graduação, além de homenagear, com a entrega, pela Federação Nacional dos Farmacêuticos (Fenafar), de Menção Honrosa ao reitor e a pessoas cujo empenho culminou na abertura do curso.
A iniciativa faz parte do programa Universidades Transformadoras, pactuada com o Ministério da Educação (MEC). O curso prevê a oferta de 50 vagas para estudantes e liberação de 11 códigos de vagas para professores. A aula inaugural e início das atividades acadêmicas estão previstos entre 2028 e 2029.
“Esse é um curso que se assenta fortemente na demanda de conhecer os bioativos da floresta amazônica e transformar esse conhecimento em riqueza, patentes, inovação e qualidade de vida para a sociedade”, disse Josimar Ferreira. Além disso, ele ressaltou a necessidade de conectar o novo curso às estruturas já consolidadas da Ufac, otimizando disciplinas e espaços curriculares em conjunto com as áreas de saúde e química.
A presidente da comissão de criação do curso, Andréia Andrade, lembrou que o projeto começou em 2011. “Hoje nos reunimos com a perspectiva de viabilizar a abertura do curso diante do que já temos na instituição. Nosso objetivo é ofertar uma formação generalista, com investimento otimizado na estrutura existente e com forte inserção na pesquisa e extensão, aproveitando a nossa biodiversidade e criando caminho para futuros programas de pós-graduação.”
Também participaram da reunião representantes externos da categoria profissional, como a ex-conselheira federal, membro da comissão e diretora de Relações Institucionais da Fenafar, Isabela de Oliveira Sobrinho. “Acompanhei a busca por esse projeto pedagógico desde o início e ver essa etapa final é um avanço enorme”, pontuou. “É um trabalho a muitas mãos para trazer o melhor para a Ufac. Trata-se de um curso de grande magnitude, focado em tecnologias de medicamentos e em pesquisas com nossas plantas nativas para gerar qualidade de vida à população.”
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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Seminário na Ufac debate formação em enfermagem obstétrica — Universidade Federal do Acre
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28 de agosto de 2026A Ufac sediou o seminário Desafios Atuais na Formação para a Prática da Enfermagem Obstétrica, que ocorreu nesta sexta-feira, 28, na sala dos Colegiados, campus-sede. O encontro reuniu professores, pesquisadores, gestores e profissionais de saúde para debater a reestruturação do modelo de assistência ao parto e ao nascimento, o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e a interiorização da qualificação profissional no Estado.
O evento integra um projeto nacional, composto por uma rede de 40 instituições de ensino superior articuladas para formar mais de 700 enfermeiras obstétricas pelo país, com foco prioritário nas regiões do interior. No Acre, o programa abrange turmas de especialização e residência voltadas para profissionais atuantes nas regionais do Alto Acre, Alto Purus, Baixo Acre, Tarauacá-Envira e Juruá.
“A Ufac cumpre o seu papel social ao ampliar a formação e capacitar profissionais que atuam em um momento tão ímpar quanto o nascimento de uma criança”, disse o reitor Josimar Ferreira. “Contamos com alunos de todas as regionais. Isso gera um efeito multiplicador: o profissional capacitado coordena equipes locais e eleva diretamente a qualidade do atendimento prestado à população pelo SUS.”
A coordenadora das formações no Estado e professora da Ufac, Sheley Borges, destacou a necessidade de repensar a prática profissional para garantir um cuidado humanizado e seguro. “A intencionalidade da nossa formação é reduzir a mortalidade materna e neonatal e alcançar as mulheres em uma dimensão em que sejam respeitadas. Queremos garantir que as escolhas não ocorram por medo, como optar por uma cesariana sem compreender que é uma cirurgia de grande porte.”
A coordenadora nacional do curso de especialização em Enfermagem Obstétrica da Rede Alyne, vinculada à Universidade Federal de Minas Gerais, Kleyde Ventura, ressaltou a relevância estratégica da parceria com a Ufac. “No Acre, vivemos uma condição muito especial, pois, com exceção de uma aluna, todas as especializadas são do interior. Estamos interiorizando e descentralizando os modos de formar, abordando o trabalho multiprofissional e a articulação de redes para garantir assistência de qualidade e direitos assegurados.”
Também participaram do seminário o promotor de Justiça do MP-AC, Gláucio Oshiro; o coordenador do curso de Enfermagem da Ufac, João Francalino; e o epidemiologista Serafim Salgado, coordenador das metodologias aplicadas no programa de formação.
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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