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Acordo de cessar-fogo em Gaza espera estar em fase final enquanto mediadores se reúnem no Catar | Guerra Israel-Gaza

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Julian Borger and Lorenzo Tondo in Jerusalem

Os mediadores reunir-se-ão em Doha na terça-feira com grandes esperanças de que Gaza as negociações de cessar-fogo estão na sua fase final, após alegações de um avanço nas negociações noturnas.

A mídia israelense e relatos da capital do Catar disseram que o acordo envolveria a libertação inicial de 33 reféns israelenses, incluindo crianças, mulheres, idosos e doentes, e até 1.000 prisioneiros palestinos, juntamente com uma retirada parcial das tropas israelenses, numa primeira fase que durará 60 dias.

Após 16 dias, começariam as conversações sobre uma segunda fase do acordo, que envolveria a libertação de outros sobreviventes entre os 61 reféns restantes, incluindo homens em idade militar, e os corpos dos que morreram. A retirada militar israelita seria concluída no decurso desta segunda fase.

Enviados que representam a Casa Branca de Biden e a próxima administração Trump estão participando do que foi considerado uma “rodada final” de negociações, reunindo-se com delegados de Israel, Egito e Catar.

O optimismo em relação às negociações foi atenuado pela experiência passada, depois de aparentes avanços anteriores não terem conseguido pôr fim à guerra de 15 meses, face à oposição do governo de coligação do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, ou à obstrução do Hamas dentro de Gaza. O grupo militante é liderado por Mohammed Sinwar, irmão de Yahya Sinwaro antigo chefe do Hamas e o mentor dos ataques de 7 de Outubro, que foi morto por Israel em Outubro passado, após uma caçada humana que durou um ano.

Houve relatos de um avanço à meia-noite nas conversações de Doha, embora os detalhes específicos não estivessem claros. Na terça-feira, a Associated Press citou autoridades que relataram que Hamas tinha aceitado o projecto de acordo sobre a mesa em Doha, e que as autoridades do Qatar estavam no “ponto mais próximo” de concluir um acordo. A agência de imprensa citou uma autoridade israelense dizendo que houve progresso, mas os detalhes ainda não foram finalizados.

O ministro da segurança de Israel, Itamar Ben-Gvir, declarou sua contínua oposição ao acordo em uma postagem nas redes sociais na terça-feira, na qual se gabava de que ele e outros membros de extrema direita da coalizão haviam bloqueado um cessar-fogo “repetidamente” nos últimos meses. . Ele apelou a um colega de linha dura, Bezalel Smotrich, para se juntar ao seu partido e abandonar a coligação se Netanyahu aceitasse o acordo em discussão.

Na segunda-feira, Smotrich, chefe de um dos partidos da coligação governante, denunciou o acordo que está a ser elaborado no Qatar como um acordo de “rendição”.

“O acordo que está a tomar forma é uma catástrofe para a segurança nacional do Estado de Israel”, disse Smotrich.

Escrevendo no jornal Haaretz, o analista militar Amos Harel disse que o ponto mais fraco do plano que está a ser negociado em Doha é a transição da primeira para a segunda fase.

“As negociações da segunda fase deverão começar no 16º dia após a sua assinatura, enquanto a primeira fase está a ser implementada. O receio compreensível partilhado pelas famílias de reféns é que estas conversações fracassem e que os únicos reféns que serão trazidos de volta sejam os da primeira fase, a humanitária, nomeadamente mulheres, idosos, doentes e feridos. Soldados e jovens permanecerão cativos do Hamas durante muito tempo como uma apólice de seguro para a vida dos líderes da organização.”

Joe Biden, na sua última semana no cargo, disse aos funcionários do Departamento de Estado dos EUA na segunda-feira: “estamos à beira de uma proposta… finalmente a concretizar-se”. Biden propôs um plano de cessar-fogo faseado em maio do ano passado, alegando que era um plano aprovado por Israel, mas ficou repetidamente frustrado com a obstrução de Netanyahu. Donald Trump teria enviado repetidas mensagens a Netanyahu, um aliado próximo, de que deseja que os combates acabem antes de assumir o cargo, em 20 de janeiro.

A guerra começou em Outubro de 2023 com um ataque surpresa do Hamas às comunidades do sul de Israel, no qual 1.200 pessoas, a maioria civis, foram mortas e 250 foram feitas reféns. Na campanha militar israelita que se seguiu em Gaza, estima-se que tenham sido mortos 46.645 palestinianos, segundo dados fornecidos pelas autoridades de saúde dirigidas pelo Hamas, que a ONU geralmente aceita como fiáveis.



Leia Mais: The Guardian

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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre

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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna.jpg

A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.

Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.

Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.

O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.

Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna-2.jpg

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.

 



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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.

O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.

A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.

O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.

 



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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre

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A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.

Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.

A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.

“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).

A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.

“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”

A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.

Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.

 



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